Província300Anos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 16 Oct 2024 23:04:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Província300Anos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Festa do Carmo 2020: Província Carmelitana de Santo Elias prepara Novenário para a Venerável Ordem Terceira do Carmo https://soucatequista.com.br/festa-do-carmo-2020-provincia-carmelitana-de-santo-elias-prepara-novenario-para-a-veneravel-ordem-terceira-do-carmo/ https://soucatequista.com.br/festa-do-carmo-2020-provincia-carmelitana-de-santo-elias-prepara-novenario-para-a-veneravel-ordem-terceira-do-carmo/#respond Wed, 16 Oct 2024 23:04:38 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=17491  

A Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE) se prepara para celebrar, no próximo mês julho, a Solenidade de Nossa Senhora do Carmo. A ocasião marcará também a comemoração dos 300 anos da ereção canônica da Província, que testemunha, há três séculos, a jovialidade e a vitalidade do Carmelo. Em atenção a data, o Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm., e os Delegados para as Ordens Terceiras, Frei Bruno Castro Schröder, O. Carm., e Frei Carlos André Bezerra de Lima, O. Carm., prepararam um novenário como subsídio para a preparação espiritual dos irmãos Terceiros.

“Neste mês de julho o nosso coração possui inúmeros motivos para festejar e elevar a Deus um canto de louvor. Celebraremos no dia 16 a Solenidade de Nossa Mãe Santíssima do Carmo, ela que tudo realizou para a maior glória de seu Divino Filho e nos deixou o salutar conselho “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Desejamos ardentemente, como filhos da Virgem e Membros da família Carmelitana, tornar esse novenário em sua honra um momento único e solene. Esse também será um tempo oportuno para agradecermos a Deus pelos 300 anos da ereção canônica da Província Carmelitana de Santo Elias. O júbilo que se manifesta em cada comunidade conventual pelos 300 anos, deve-se fazer presente igualmente em todos os sodalícios, pois a história da Província se entrelaça à vida da Ordem Terceira presente nas mais diversas regiões do Brasil, enriquecendo a vida de fé e levando a espiritualidade carmelitana a todos”, diz a introdução do documento.

Frei Carlos André Bezerra de Lima, O. Carm., também gravou um convite especial para todos os membros da Ordem Terceira do Carmo, e ressaltou que o novenário traz três intenções especiais. Assista:

Clique aqui e faça o download do subsídio: “Com a Virgem Santíssima elevemos louvores a Deus, pelos 300 anos da Província de Santo Elias”

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Festa do Carmo 2020: Mensagem do Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm. https://soucatequista.com.br/festa-do-carmo-2020-mensagem-do-prior-provincial-frei-adailson-quintino-dos-santos-o-carm/ https://soucatequista.com.br/festa-do-carmo-2020-mensagem-do-prior-provincial-frei-adailson-quintino-dos-santos-o-carm/#respond Mon, 06 Jul 2020 19:36:14 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9300  

Paróquias, comunidades e santuários da Província Carmelitana de Santo Elias já se preparam para vivenciar uma profunda experiência de fé e devoção, através da Novena e Solenidade de Nossa Senhora do Carmo. Nesta segunda-feira, 6 de julho, véspera do início das celebrações litúrgicas e sociais, o Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm., traz uma mensagem de fé e esperança, desejando a todos os confrades, reverendas irmãs, membros dos Sodalícios da Ordem Terceira do Carmo, vocacionados e povo santo de Deus, uma santa Festa do Carmo nesse ano de 2020 marcado, também, pelos 300 anos de ereção canônica da Província Carmelitana de Santo Elias.

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Nova edição da ‘Revista Carmelitas’ já está online https://soucatequista.com.br/nova-edicao-da-revista-carmelitas-ja-esta-online-2/ https://soucatequista.com.br/nova-edicao-da-revista-carmelitas-ja-esta-online-2/#respond Thu, 02 Jul 2020 14:24:14 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9238  

Neste mês dedicado à Virgem do Carmo, a Província Carmelitana de Santo Elias disponibiliza, online, a mais nova edição da ‘Revista Carmelitas’ para que todos possam ter acesso à publicação. Nela, apresentamos a ordenação diaconal do Frei Carlos André Bezerra de Lima, O.Carm., e um panorama do Capítulo Provincial 2020, marcado por momentos de espiritualidade, escuta, compartilhamento e discernimento comunitário.

Atentos a grave crise social que assola nosso país e todo o mundo em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), nosso periódico traz, ainda, o especial ‘Fé em tempos de pandemia’, com artigos e testemunhos que buscam responder como a nossa fé, a tradição cristã e a espiritualidade carmelitana nos ensinam a viver essa crise mundial causada pela Covid-19.

A ‘Revista Carmelitas’ é produzida e editada pelo Departamento de Comunicação da Província Carmelitana de Santo Elias e tem como diretor o Prior Provincial, Frei Adailson Quintino dos Santos, O.Carm., e como jornalista responsável e editor, Raphael Freire.

Acesse carmelitas.org.br e faça o download do seu exemplar! No site, o leitor também poderá encontrar as edições mais recentes do periódico. Boa leitura!

Clique aqui e confira a nova edição da ‘Revista Carmelitas’

 

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Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 4º Grau da Oração https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-4o-grau-da-oracao/ https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-4o-grau-da-oracao/#respond Sun, 31 May 2020 13:00:33 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9064  

Os frades da Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE), por meio do canal ‘Somos Carmelitas, no YouTube, criaram a série “Aprenda com Santa Teresa de Jesus”, com o objetivo de aprofundar alguns temas da espiritualidade carmelitana, como os apresentados pela santa carmelita, mística, doutora da Igreja e mestra de oração.

Durante o mês de maio, os fiéis tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ‘Os quatro graus da oração’ como Santa Teresa apresenta no Livro da Vida. Temática importante para quem deseja iniciar uma vida de oração e busca ter uma intimidade com Deus.

Dentro deste contexto, Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm. – que escreveu e apresenta a série no YouTube – também preparou alguns artigos sobre o tema, que serão publicados no site Carmelitas como forma de auxiliar os fiéis nesta caminhada oracional.

4º Grau da Oração

Esse último e melhor modo de fazer florescer o jardim é “por chuvas frequentes e copiosas”. É Deus mesmo quem se incumbe de regar sem exigir nenhum trabalho do jardineiro.

Santa Teresa fala desse grau da oração em cinco capítulos, precisamente a partir do capítulo 18 do Livro da Vida, diferentemente dos outros graus, por exemplo, o anterior onde Teresa apresenta em apenas dois. Isso provavelmente pela dificuldade de falar sobre a união mística, ou a elevação do espírito que acontece a quem chega a esse grau de oração. Santa Teresa diz que não falaria de algo sem ter ela mesma experimentado longamente. Sobre a dificuldade de se expressar nesse ponto, diz que é difícil como se tivesse que falar em grego.

Enquanto nos outros graus o jardineiro precisou trabalhar, mesmo que nos últimos a alegria foi tão grande a ponto de estar em oração se tornar prazer mais do que fadiga, nesse o jardineiro literalmente não trabalha. Se no grau anterior existia um sentimento de quase morte, aqui é totalmente morte. Quem chega a esse grau da oração morre para as coisas do mundo passando a viver completamente em Deus.

Santa Teresa encoraja as almas para alcançarem esse grau tão alto de união com Nosso Senhor. Ainda que pareça o contrário, é possível atingi-lo na terra, reconhecendo a pequenez diante de Deus, confiando em sua bondade. Também faz boas observações para que, estando a alma tranquila nesse grau, não descuide colocando tudo a perder.

A água que vem do céu com abundância deixa todo o jardim bem irrigado. Seria perfeito se nunca faltasse chuva e se o jardineiro pudesse viver sempre nesse repouso. Mas, enquanto vivemos neste mundo somos sujeitos às mudanças climáticas, diversas estações e, até mesmo, falta de chuva.

O que isso quer dizer?  Que o jardineiro precisa manter-se vigilante e preparado para buscar outros meios de regar o jardim quando a chuva faltar, embora diga Santa Teresa que a chuva do céu “vem muitas vezes quando o jardineiro menos espera”. Isso significa que não podemos esquecer os outros graus da oração. Nesse caso, quando o Senhor não concede a oração infusa, devemos recorrer à oração mental, de ascese, ou seja, ao primeiro grau.

“E se o jardineiro se descuidar e o Senhor, com a Sua bondade, não quiser fazer com que chova outra vez, deveremos considerar perdido o jardim”.

Falando da oração mental Teresa usa o exemplo de um passarinho. Deus ao ver a pequena criatura esforçando-se com toda sua vontade, voando longe com o intelecto, toma em suas mãos o passarinho e o coloca em seu ninho para que possa repousar. Quer dar um prêmio “e que prêmio!”, diz santa Teresa.

No capítulo 18, Teresa descreve o êxtase. Quem entra neste estado prova imensa alegria, faltam o ar e as forças físicas. Não consegue mover as mãos sem grande esforço. Os olhos se fecham naturalmente e se abertos não enxergam nada direito. A pessoa não pode ler porque as palavras se misturam, escuta, mas, não entende o que houve. Nem ao menos uma palavra é capaz de pronunciar. Teresa voltará a descrever o estado de êxtase durante praticamente todo o capítulo 20.

“Estando à procura de Deus dessa maneira, a alma se sente, com um gran­de e suave prazer, num desfalecimento quase completo, uma espécie de des­­maio”.

O estado dura pouco, ninguém permanece o tempo todo em êxtase, mas a alma que o experimenta se enche de coragem e grande alegria. Santa Teresa conta que ao entrar nesse estado diante de outras monjas, as proibiu de dizer o que havia acontecido. Em outra ocasião, referindo-se provavelmente ao que chamavam “Festa da Vocação”, que seria o dia do padroeiro do mosteiro (entendemos que seja referindo-se ao mosteiro de São José em Ávila, ou seja, 19 de março), Teresa conta que chegou a deitar no chão tentando disfarçar o que estava acontecendo. Isso porque tinha medo que pensassem que ela fosse alguma pessoa importante tendo seu corpo elevado da terra.

No grau anterior Santa Teresa chama a imaginação de louca, aqui a Santa diz que a imaginação é como uma borboleta que tem as asas queimadas, ou seja, incapaz de se agitar. Depois dessa oração e união com Deus, a alma se enche de coragem a ponto de sentir alegria mesmo que fosse reduzida a pedaços.

Nesse grau o jardineiro divide os frutos da terra com os outros, ou seja, comunica as graças recebidas. Não quer guardar o tesouro somente para si. Mesmo que ele tente disfarçar, não consegue, porque o perfume das flores será tão grande que todos desejarão estar ao seu lado. Não preciso dizer que alguém com vida de oração tão elevada é uma pessoa de presença agradável na vida dos outros.

“Ela começa a se mostrar como alma que guarda tesouros do céu e a ter desejos de reparti-los com os outros, suplicando a Deus que não seja ela a única abastada”.

Por fim, recordo do alerta que faz Santa Teresa: É IMPOSSÍVEL VIVER COMO UM ANJO NA TERRA.

“Não somos anjos, pois temos um corpo; querer ser anjo estando na terra, é um disparate”.

Seria uma loucura, diz Santa Teresa. Mesmo que a alma sinta-se fora de si, ou sem necessidade de coisa alguma da terra, isso não acontece sempre. Porém, ao estar envolvida nos afazeres, perseguições, sofrimentos, nunca se esqueça: “Cristo é um ótimo amigo!”. Por isso, não serve andar em busca de consolações espirituais, mas devemos estar abraçados à cruz. Aconteça o que acontecer abraçados à cruz!

Se o Senhor quiser elevar a nossa alma a esses acontecimentos, ótimo, caso contrário, sirvamos com humildade onde estamos. Outro alerta é que alguns que chegam a um grau elevado com mais facilidade quer que todos os outros façam o mesmo. Recordemo-nos de um perigo já indicado em outros graus anteriores: alguns apenas por ter chegado à oração de quietude querem já passar para o próximo passo sem aproveitar aquele momento. Precisamos de experiência e discrição, diz Santa Teresa. Já a última frase da nossa Regra ensina que a “discrição é moderadora das virtudes” (Utatur tamen discritione que virtutum est moderatrix!).

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

Leia também:

Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 3º Grau da Oração

Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 2º Grau da Oração

Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 1º Grau da Oração

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Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 3º Grau da Oração https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-3o-grau-da-oracao/ https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-3o-grau-da-oracao/#respond Sat, 30 May 2020 13:00:08 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9058  

Os frades da Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE), por meio do canal ‘Somos Carmelitas, no YouTube, criaram a série “Aprenda com Santa Teresa de Jesus”, com o objetivo de aprofundar alguns temas da espiritualidade carmelitana, como os apresentados pela santa carmelita, mística, doutora da Igreja e mestra de oração.

Durante o mês de maio, os fiéis tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ‘Os quatro graus da oração’ como Santa Teresa apresenta no Livro da Vida. Temática importante para quem deseja iniciar uma vida de oração e busca ter uma intimidade com Deus.

Dentro deste contexto, Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm. – que escreveu e apresenta a série no YouTube – também preparou alguns artigos sobre o tema, que serão publicados no site Carmelitas como forma de auxiliar os fiéis nesta caminhada oracional.

3º Grau da Oração

Agora conheceremos o terceiro modo: a terceira água usada para regar o jardim é vinda “de um rio ou arroio”. Como no grau anterior, este também exige trabalho no começo, pois é necessário canalizar a água do rio ou da fonte. Apesar de tanto esforço no início, o jardineiro poderá deleitar-se ao ver o jardim tão bem irrigado; a suavidade e a consolação é bem maior nesta forma de cultivo e o próprio Deus, muitas vezes, se encarrega do ofício da jardinagem.

A alma que atinge esse grau de oração é incapaz de explicá-lo, pois as graças são tão grandes que a compreensão humana não as alcança. A incompreensão pode ser tamanha, a ponto da alma não desejar nem seguir adiante nem retroceder.

Segundo Santa Teresa, o Senhor prepara, para quem chega a este ponto, cruz pesada e leve ao mesmo tempo. Pesada porque mesmo com a suavidade, a alma nunca deseja descansar e em tudo pode achar que não serviu a Deus o suficiente, desejando sempre carregar uma cruz maior. A humildade deve ser cultivada com maior atenção.

Esse grau de oração “pré-extático” é também chamado de “sono das potências da alma”, pelo fato que praticamente é Deus que realiza quase todo o trabalho. A alma prova descanso e aqui a alegria e doçura são muito maiores que no grau anterior.

Santa Teresa usa o exemplo antigo da vela na mão do moribundo, porque esse grau é praticamente um sentimento de quase morte para todas as coisas desse mundo e a alma deseja apenas estar na presença de Deus.

Quando Teresa fala desse grau no capítulo 16 do livro da vida, diz ter experimentado esse modo de oração a uns cinco ou seis anos atrás. Referia-se às suas experiências de oração no ano 1559, ou seja, já na idade de 44 anos. Até para ela foi difícil identificar a passagem do terceiro para o quarto grau, somente depois de algum tempo, percebeu a diferença.

Quem chega a esse grau prova um amor tão grande que se sente fora do próprio corpo sem saber como acontece. “É como estar louco por amor”, diz Santa Teresa, sabendo que não merece dom tão precioso. A alma deseja estar livre das ocupações do mundo, comer, dormir, porque nesse ponto não deseja mais viver em si mesmo, mas em Deus.

É um grau da oração onde o jardineiro pode descansar no Senhor, é um abandonar-se completamente nos braços de Deus. Não importa onde este o levaria, seja para o céu ou para o inferno, o jardineiro estaria feliz. Se chegasse a morte é justamente o que deseja, se pelo contrário deve viver, tudo bem, porque a alma não pertence mais ao jardineiro, é toda de Deus.

Uma coisa muito interessante acontece com quem chega a esse grau da oração: percebe que tudo aquilo que levou anos para construir, o dono do jardim realiza em poucos minutos. Somente aí o jardineiro poderá sentir o perfume das flores e aproveitar as maravilhas daquele jardim. Aqui também a humildade deve ser grande, para aceitar que não somos nada diante de Deus.

Quando falamos nesse grau sobre uma quase total união da alma com Deus, não é nada mais do que o fato de conformar a nossa vontade com a vontade divina. Quando chegarmos a esse ponto, nada mais nesse mundo nos decepcionará.

Uma das diferenças da oração de quietude, apresentada anteriormente, é que no terceiro grau a alma deseja estar como no santo ócio de Maria, podemos dizer, em plena contemplação. Mas, aqui poderá também fazer a parte de Marta, ou seja, entende que é possível conciliar vida ativa e contemplativa. Isso é uma das grades características da espiritualidade carmelitana.

Apesar de muito bom, esse grau da oração não é ainda perfeito. Porque mesmo tendo elevado a vontade e o intelecto, não desejando nada e não precisando raciocinar estando ocupado demais com as coisas de Deus, permanecem em atividade a memória e a imaginação, essa última chamada de louca por Santa Teresa.

“Aqui vejo o mal que o pecado nos causa, sujeitando-nos a não fazer o que queremos: estar sempre ocupados com Deus”.

Essa louca sentindo-se sozinha, às vezes pode tentar colocar tudo a perder impedindo a alma de dedicar-se totalmente a Deus. O remédio encontrado por Santa Teresa depois de anos de luta é não escutar mais a imaginação, como se faz com o discurso de um louco. Deixar a imaginação com sua teimosia e não lutar contra ela porque apenas Deus pode tirá-la.

Por fim, uma recordação de Santa Teresa para esse grau: quando a alma recebe essas consolações e precioso repouso, também o corpo participa dessas alegrias, nossas virtudes atingem um grau muito elevado. Ou seja, é natural que reconheçamos quando uma pessoa tem vida de oração.

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

Leia também:

Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 2º Grau da Oração

Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 1º Grau da Oração

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Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 2º Grau da Oração https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-2o-grau-da-oracao/ https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-2o-grau-da-oracao/#respond Fri, 29 May 2020 19:21:28 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9046  

Os frades da Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE), por meio do canal ‘Somos Carmelitas, no YouTube, criaram a série “Aprenda com Santa Teresa de Jesus”, com o objetivo de aprofundar alguns temas da espiritualidade carmelitana, como os apresentados pela santa carmelita, mística, doutora da Igreja e mestra de oração.

Durante o mês de maio, os fiéis tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ‘Os quatro graus da oração’ como Santa Teresa apresenta no Livro da Vida. Temática importante para quem deseja iniciar uma vida de oração e busca ter uma intimidade com Deus.

Dentro deste contexto, Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm. – que escreveu e apresenta a série no YouTube – também preparou alguns artigos sobre o tema, que serão publicados no site Carmelitas como forma de auxiliar os fiéis nesta caminhada oracional.

2º Grau da Oração

Passamos ao segundo modo de conseguir a água para a nossa terra. O jardineiro deve tirá-la com nora e alcatruzes movidos por um torno, dando menos trabalho e produzindo mais água.

Talvez muitos não saibam o que significa “nora e alcatruzes”. Indicam o modo com mais recipientes para puxar a água do fundo de um poço ou de um rio para a superfície. Diferentemente do modo comum, esse por conter vários baldes, traz maior quantidade de água em menor tempo. Santa Teresa relata que ela mesma utilizou essa forma algumas vezes.

Esse grau da oração chamado de quietude é de maior recolhimento, estando a alma já mais acostumada ao silêncio e podendo perceber a graça de Deus com mais clareza. Neste ponto, estar em oração não é mais uma coisa difícil e mesmo que dure muito tempo traz alegria ao coração, porque o intelecto trabalha mais lentamente e é possível que as lágrimas venham a surgir espontaneamente.

Esse modo de conseguir a água apesar de exigir trabalho principalmente mental no começo para elaborar e organizar a estrutura, depois dará ao jardineiro oportunidade de descansar e apenas receber a água. São grandes graças muito maiores que no grau anterior. Aqui, a alma vai crescendo em virtudes e o Senhor vai dando a conhecer algumas coisas do céu, o que Santa Teresa chama de “graças sobrenaturais”.

Isso significa simplesmente que, ao conhecer uma alegria que vem de Deus nós entenderemos que, na terra, todas as alegrias são passageiras. Compreendemos que tudo nessa vida passa. Riquezas, poderes, honras, prazeres e nada poderá nos satisfazer totalmente. Deus quer mostrar que está tão próximo ao ponto de não necessitar mais de mensageiros, ou seja, não precisamos nem mesmo emitir algum som, porque Ele nos entende até pelo simples movimento dos lábios.

Com mais água certamente a terra seca germinará com muitas virtudes e coisas belas. Mas, em certo momento o jardineiro poderá ter uma decepção ao perceber que não existem mais flores e a grama começa a secar. Qualquer um pode até duvidar que ali um dia houvesse um jardim. Tudo isso porque o dono poderá podar as plantas e cortas os galhos das árvores, o que pode causar sofrimento, mas, será aí que o jardineiro vai entender que nada é mérito seu e que precisa da água para manter o jardim vivo. Se continuar ali, mesmo em meio a esses problemas, cuidando daquilo que restou logo às flores voltam a brotar.

Santa Teresa fala da imensa misericórdia de Deus, porque nós, seres humanos, apesar de receber tanto amor e cuidado, percebemos que Deus nos dá tantas graças e, mesmo assim, voltamos a ofendê-lo. É preciso sempre ter a cruz diante dos olhos, como no primeiro grau, afinal, este conselho nos dá o próprio Jesus: “Pegue a sua cruz e me siga!”. Nesse grau cresce o amor sem interesse egoísta. Quanto maior a graça, mais entendemos que não possuímos nada. A alma se torna humilde, forte, disposta a tudo.

O perigo nesse grau é que tendo alcançado graças tão grandes que a alma nunca tinha experimentado, podem pensar como São Pedro que ali é o lugar onde devem permanecer para sempre.

Não se movem com medo de que aquele momento possa escapar. Santa Teresa diz que alguns não querem nem respirar. “Coitados”, diz Santa Teresa, porque da mesma forma que não dependeu deles chegar até ali, não dependerá também quanto tempo essas graças devem durar.

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

Leia também: Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 1º Grau da Oração

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Aprenda com Santa Teresa de Jesus – 1º Grau da Oração https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-1o-grau-da-oracao/ https://soucatequista.com.br/aprenda-com-santa-teresa-de-jesus-1o-grau-da-oracao/#respond Thu, 28 May 2020 20:26:35 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9041  

Os frades da Província Carmelitana de Santo Elias (PCSE), por meio do canal ‘Somos Carmelitas, no YouTube, criaram a série “Aprenda com Santa Teresa de Jesus”, com o objetivo de aprofundar alguns temas da espiritualidade carmelitana, como os apresentados pela santa carmelita, mística, doutora da Igreja e mestra de oração.

Durante o mês de maio, os fiéis tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ‘Os quatro graus da oração’ como Santa Teresa apresenta no Livro da Vida. Temática importante para quem deseja iniciar uma vida de oração e busca ter uma intimidade com Deus.

Dentro deste contexto, Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm. – que escreveu e apresenta a série no YouTube – também preparou alguns artigos sobre o tema, que serão publicados no site Carmelitas como forma de auxiliar os fiéis nesta caminhada oracional.

Introdução

É natural que em momentos de maiores dificuldades o ser humano sinta necessidade de conversar mais com Deus e intensificar a vida de oração. O Pai amoroso continua sempre esperando seus filhos que um dia estiveram distantes. Porém, muitas vezes não é fácil iniciar a vida de oração. Muitos sentem dúvidas sobre o que fazer, como falar, aonde ir. Nós, carmelitas, somos por vocação, “orientadores na vida espiritual”, e precisamos dar uma resposta àqueles que desejam experimentar a intimidade com Deus. Pensando nisso, apresentamos com muita simplicidade os graus da oração em Santa Teresa de Jesus.

Em um período de muita preocupação por causa das necessidades do mosteiro de São José em Ávila, Teresa encontrou tempo para relatar as graças que Deus a concedia na oração. Foi um pedido do Frei Garcia de Toledo, um de seus confessores e orientadores na vida espiritual. Este tema ocupa o centro de sua autobiografia, mais precisamente a partir do capítulo 11 do Livro da Vida.

Para falar dos graus da oração, Santa Teresa usa a imagem de um jardim que o principiante, ou seja, aquele que decide ter vida de oração vai cultivar em terreno ruim, devendo, portanto, fazer brotar “flores de perfume suavíssimo” para agradar ao Senhor. Sua metodologia sugere quatro maneiras de regar esse jardim para atingir o objetivo, nesse caso, fazer crescer as virtudes no terreno pedregoso da alma, tornando-o fértil para o deleito de Sua Majestade. A santa afirma que ela mesma passou por cada um desses graus e seu intuito é mostrar que amar a Deus com perfeição é um caminho que exige tempo.

“Quem principia deve ter especial cuidado, como quem fosse plantar um jardim, para deleite do Senhor, em terra muito improdutiva.”

1º Grau da Oração

Os capítulos 11, 12 e 13 são dedicados ao primeiro grau, uma orientação aos principiantes e aos que não encontram alegria na oração. Consideremos as imagens usadas por Teresa, temos um terreno seco e pedregoso que podemos imaginar como a nossa alma, o dono desta terra que é Deus e o jardineiro que somos nós.

“Com a ajuda de Deus, temos de procurar, como bons jardineiros, que essas plantas cresçam, tendo o cuidado de regá-las para que não se percam e venham a dar flores.”

Neste início da vida de oração o jardineiro principiante deve “buscar a água num poço, com a ajuda de um balde” para regar o jardim do Senhor. Aqui o trabalho é árduo e cansativo, podendo ocorrer diversas vezes que ao puxar o balde o jardineiro perceba que o poço está seco. O desânimo pode ser uma grande arma do inimigo para fazer com que o ele desista de seu ofício.

O primeiro passo para quem deseja ter vida de oração é colocar-se diante de Deus com humildade, reconhecendo as próprias fraquezas e limitações. Deixar-se enamorar pela humanidade de Cristo, falando com ele, chorando na dor, sorrindo na alegria e usando palavras que expressem os próprios desejos e necessidades.

“Imaginem que estão diante de Cristo e, sem cansar o intelecto, falem e alegrem-se com o Senhor, sem o trabalho de formular raciocínios”.

Teresa indica para esse ponto do caminho a meditação da flagelação do Senhor. Diante do Cristo chagado e atado a uma coluna podemos nos perguntar: quem é este que sofre, porque sofre e com qual amor sofre. É necessário ter a determinação de não deixar Jesus cair sozinho com a cruz, lembrando-se que Ele a carregou até o fim por nossos pecados.

“Pensemos numa passagem da Paixão — por exemplo, a do Senhor atado à coluna — e, com o intelecto, procuremos avaliar as grandes dores e o sofrimento que Sua Majestade teve ali tão só”.

O balde é pequeno e exigirá muitas “idas e vindas” para cumprir o serviço de cada dia e assim alegrar Àquele que é Dono de tal terra. No início da vida de oração todos nós estamos sujeitos ao desânimo e à distração que nos fazem pensar nos inúmeros problemas da vida. Temos duas opções: desistir na primeira vez que retirarmos do poço um balde sem água, abandonando o terreno; ou persistir, voltando ao poço diversas vezes até que a divina providência me faça encontrar, enfim, água para cultivar a terra.

É preciso estabelecer um momento de oração, considerando o local, a disposição do nosso corpo, a agitação dos nossos pensamentos. Porém, existem outras práticas exteriores, como fazer uma obra de caridade ocupar-se de uma boa leitura. É importante que ninguém se atormente por aridez espiritual, inquietação e distração de pensamentos.

Santa Teresa alerta nesse grau para a tentação de nos preocuparmos com os pecados e as culpas que vemos nas outras pessoas. Na verdade, devemos apreciar as virtudes e boas obras que encontramos nos outros e cobrir os seus defeitos pensando nos nossos grandes pecados.

Santa Teresa diz que o conhecimento pessoal e a consciência dos nossos próprios pecados, deve ser neste caminho de oração o pão que acompanha todas as nossas refeições. Conhecer a si mesmo é importante porque não existe, no caminho espiritual, alma que seja tão gigante que não tenha necessidade de retornar a ser criança várias vezes.

“O conhecimento próprio nunca deve ser abandonado, nem haja alma nesse caminho, tão forte, que não precise muitas vezes voltar a ser criança”.

Por fim, preciso lembrar que a humildade é essencial no caminho da oração. Certamente todos nós queremos progredir, mas, será Deus a nos dizer quando estamos prontos para dar o próximo passo. Não nos enganemos de estar tão adiante enquanto ainda estamos no começo. Também, nenhum de nós, pense que estando num grau elevado da oração não possa voltar ao ponto zero.

 Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

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