Ressurreição – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 01 Jul 2024 18:56:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Ressurreição – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 LÁZARO, VEM APRA FORA! https://soucatequista.com.br/lazaro-vem-apra-fora/ https://soucatequista.com.br/lazaro-vem-apra-fora/#respond Mon, 01 Jul 2024 18:56:34 +0000 https://revistaavemaria.com.br/?p=74419 Jesus Cristo é amigo de Lázaro, Ele sente profundamente a sua morte e chora pelo amigo. Sabe-se que, ao chegar a Betânia, o texto bíblico diz que Jesus ficou bastante triste e, em diálogo com as irmãs de Lázaro, Ele tenta mostrar que a morte não é o fim de tudo. Marta afirma acreditar na ressurreição do último dia, mas ainda não tinha compreendido a fala de Jesus. Ela acompanha Jesus até próximo ao túmulo onde seu irmão, amigo de Jesus, foi sepultado há três dias. Jesus deseja ver seu amigo e, ao abrir o túmulo, chama Lázaro: “Vem para fora” (Jo 11,1-45).

Como é registrado no Evangelho, Lázaro voltou à vida; Jesus pediu e foi atendido pelo Pai. Esse acontecimento foi amplamente propagado, sendo um sinal muito forte para aquele povoado de Betânia, um profundo sinal da ação de Deus por meio de seu Filho Jesus Cristo.

Ao fazer essa leitura explicativa sobre Jesus e seus amigos: Marta, Lázaro e Maria, é preciso analisar o que significa hoje aquele chamado de Jesus: “Lázaro, venha para fora”. É um chamado profundo que exige uma resposta verdadeira, segura e muito sincera.

“Vem para fora” é um convite que requer clareza, tendo em vista que Jesus nos chama ao seu seguimento, sendo necessário sermos sal e luz no mundo (Mt 5, 13-16). Responder positivamente ao chamado de Jesus independe do estado de vida; podem ser padres, freiras, leigos consagrados, casais ou leigos em geral. O importante é ter consciência da vida cristã e, com essa clareza, é urgente fazer a opção por Jesus Cristo.

Portanto, é preciso deixar o medo e a insegurança de lado, excluí-los; não se pode permanecer no túmulo, na escuridão da existência humana. Ao ouvir Jesus chamar “venha para fora”, é necessário confiar nele, pois Ele deseja ouvir nossa voz, iluminar-nos e libertar-nos das realidades de morte, escuridão, medo e insegurança que vivemos. Para isso acontecer, basta confiar em Jesus e buscar uma experiência profunda com Ele, deixando que Ele fale ao nosso coração.

É importante lembrar que Jesus Cristo viveu toda a sua missão a serviço do Reino, anunciou a Boa Nova do Evangelho e sua forma de ensinar transformou a vida de muitas pessoas. Vale ressaltar que Ele escolheu seus discípulos, os fez olhar a realidade, chamou-os pelo nome e os enviou em missão, colocando-os na linha de frente do projeto de Deus.

Por fim, é preciso sair do comodismo da fé e colocar em prática o batismo que professamos, pois é urgente chamar as pessoas que ainda não despertaram e estão nos túmulos existenciais da vida humana. É necessário ressuscitar das mortes que persistem, ter coragem e disposição, sabendo que Jesus estará sempre no meio da vida da humanidade, impulsionando-a a viver uma vida plena a partir do seu Evangelho, que é Palavra de Vida Eterna, verdade que santifica e salva.

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O que aconteceu depois de Jesus ter morrido? https://soucatequista.com.br/o-que-aconteceu-depois-de-jesus-ter-morrido/ https://soucatequista.com.br/o-que-aconteceu-depois-de-jesus-ter-morrido/#respond Sun, 22 Aug 2021 11:00:39 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=116631 Ressurreição significa a restauração de vida corporal de uma pessoa após a morte. Não é ressurreição no sentido médico, porque a pessoa ressuscitada irá morrer novamente e, eventualmente, não poderá ser trazida outra vez à vida. A nossa fé – e as Escrituras – dizem-nos que Jesus, tendo morrido na cruz e sido sepultado num túmulo de que era proprietário José de Arimateia, voltou à vida por Deus Pai.

Por vezes, depois da Ressurreição, os Apóstolos não reconheciam Jesus logo à primeira vista porque o seu corpo estava mudado, Deus deu-Lhe para uma nova e gloriosa vida. O corpo de Jesus após a sua Ressurreição é chamado de «corpo
glorificado». Os Apóstolos eventualmente reconheceram Jesus, e comeram com Ele. Mas Jesus também conseguia aparecer subitamente no meio deles, pois não estava limitado por contingências espaciais nem temporais.

A Ressurreição de Jesus é a verdade central e a celebração da nossa fé, faz toda a diferença. «A Ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, acreditada e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada como parte essencial do mistério pascal, ao mesmo tempo que a cruz.» (Catecismo da Igreja Católica, 638)

Converse com os crianças sobre a Ressurreição de Jesus

Talvez queiram fazer pipocas… Com as crianças, examinem os pequenos grãos de milho e vejam como parecem mortos… No entanto, depois de estarem na panela, transformam-se numa nova vida. (Algo similar acontece no percurso lagarta-casulo-borboleta.)

Ressurreição é quando alguém se levanta de entre os mortos; tornam-se novamente vivos depois da morte.

Jesus foi sepultado numa gruta. Uma pedra enorme foi colocada a selar a entrada, que também era vigiada por soldados. Três dias depois, Jesus voltou à vida. Isto é a chamada Ressurreição. Os amigos de Jesus encontraram o túmulo vazio, e depois viram-n’O e tocaram-Lhe. Por quarenta dias, Jesus provou que estava vivo, ensinando os seus seguidores, falando-lhes e partilhando com eles as refeições.

A Ressurreição mostra-nos que Jesus é, ao mesmo tempo, humano e Filho de Deus.

A Ressurreição de Jesus prova a sua vitória sobre o pecado, sobre as coisas más e até mesmo sobre a morte. A sua morte e Ressurreição dão-nos a força de vivermos na bondade.

A Ressurreição de Jesus mostra-nos que Deus nos dará uma nova vida depois da morte. Tal como Jesus voltou à vida num corpo glorioso, também um dia Deus nos dará a todos um corpo ressuscitado, perfeito, para vivermos com Ele para sempre.

Catequese em ação

Todos os dias nos acontecem pequenas “ressurreições”. Em família, procurem sinais de uma nova vida – por exemplo:
o desabrochar das flores na primavera; ser-se perdoado; um esplêndido dia de sol (especialmente depois de dias
nublados); palavras de louvor, de amor ou de conforto. E que tal fazer um cartaz, ou uma lista, onde vão adicionando estas coisas? Durante as vossas orações em conjunto, criem uma litania própria para agradecerem por estas pequenas “ressurreições”.

Rezar juntos

Jesus, que viveste conosco e que agora Te ergues, mantém-nos despertos para que nos demos conta da tua vida em nós, e de todas as pequenas “ressurreições” nas nossas vidas.

Por: Catequese Católica

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Você sabe o que é a Ascensão do Senhor? https://soucatequista.com.br/voce-sabe-o-que-e-a-ascensao-do-senhor/ https://soucatequista.com.br/voce-sabe-o-que-e-a-ascensao-do-senhor/#respond Fri, 31 May 2019 13:42:36 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=86277 Ascensão de Jesus aos céus marca o “término” da presença histórica de Cristo neste mundo e o início de um novo contexto para os primórdios da história da Igreja. Solenidade litúrgica presente em todas as Igrejas cristãs, ela é celebrada 40 dias depois da Ressurreição, embora grande parte das Igrejas locais a estabeleçam no primeiro domingo após esses 40 dias, para que mais fiéis possam participar da respectiva missa. É o caso do Brasil.

O que diz a Bíblia

“Depois de dizer isto, Jesus foi elevado, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos seus olhos. Continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apresentaram-se a eles então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: ‘Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que, do meio de vós, foi elevado ao céu, virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu’” (At 1, 9-11).

Sentido

Na Ascensão, que se emoldura dentro do Tempo Pascal, Jesus se despede apóstolos, mas apenas no sentido visível: embora eles agora estejam prontos para levar a Igreja adiante, o Senhor continua, invisível, a agir na Igreja. Além disso, esta “separação” é temporária, porque Jesus voltará.

Ao retornar ao Pai, Jesus encerra o ciclo da Sua existência humana, mas, ao mesmo tempo, supera a dicotomia entre os céus e a terra: Ele parte, mas, mais precisamente, nos precede no Paraíso, reiterando que o céu é o nosso destino a ser buscado. A natureza humana, encarnada pelo Verbo em toda a sua pobreza, é elevada aos céus por Ele e, assim, glorificada.

Fontes históricas

Os Evangelhos falam pouco da Ascensão: Mateus e João terminam suas narrações com a aparição de Jesus depois da Ressurreição; Marcos dedica-lhe a última frase do texto, enquanto que Lucas descreve muito mais, principalmente nos Atos dos Apóstolos. Nos Atos, Lucas detalha que 40 dias depois da Páscoa – um número muito simbólico em toda a Bíblia – Jesus conduz os apóstolos para Betânia e, ao chegar no Monte das Oliveiras, chamado por isso de Monte da Ascensão, os abençoa e lhes fala antes de subir ao céu. Neste discurso, Jesus confirma a promessa da vinda do Espírito, que não os deixará sós, e prefigura a Sua própria segunda vinda, no final dos tempos.

Origens da solenidade

A celebração da Ascensão já é testemunhada por Eusébio de Cesareia e pela peregrina Egéria nos primeiros tempos da Igreja. No início, era comemorada junto com a festa de Pentecostes, mas, entre os séculos V e VI, sabemos que ambas as celebrações já estavam separadas, pois existem homilias de São João Crisóstomo e de Santo Agostinho dedicadas especificamente à Ascensão.

“À direita do Pai”

Nos Evangelhos, há passagens em que Jesus prefigura o que acontecerá na Ascensão. Durante a Última Ceia, por exemplo, Ele anuncia: “Voltarei ao Pai”.

A expressão “à direita do Pai” indica o lugar de honra do Filho de Deus que, junto d’Ele, tem a glória eterna. Se Jesus não retornasse ao Pai, não haveria redenção para o homem: é voltando ao Pai que Ele completa a Sua Ressurreição e, em seguida, envia ao mundo o Espírito Santo Consolador.

Via Aleteia

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Você sabe o por que Dia de Finados? https://soucatequista.com.br/voce-sabe-o-por-que-dia-de-finados/ https://soucatequista.com.br/voce-sabe-o-por-que-dia-de-finados/#respond Thu, 02 Nov 2017 16:05:18 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=81463 Este dia é uma  antiquíssima tradição da Igreja Católica rezar por todos os fiéis falecidos, no dia 2 de novembro. A todos os que morreram “no sinal da fé” a Igreja reserva um lugar importante na Liturgia: há uma lembrança diária na Missa, com o Momento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino. No dia de Finados a Igreja autoriza que cada sacerdote possa celebrar três Missas em sufrágio das almas dos falecidos.

Desde os primeiros séculos a Igreja reza pelos falecidos. No segundo livro de Macabeus, da Bíblia, encontramos esta recomendação: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados”. (2Mac 12,46)

Com a lembrança dos falecidos a Igreja quer lembrar a grande verdade, baseada na Revelação: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. O Purgatório é o estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”.

O nosso Catecismo explica que: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”.(n. 1030 -1031)

A Tradição da Igreja está repleta de ensinamentos sobre a oração pelos mortos. S. João Crisóstomo (349-407), bispo e doutor da Igreja, já no século IV recomendava orar pelos falecidos: “Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória… Porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15).

“Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (In Philipp. III 4, PG 62, 204).

Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago, diz: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (De monogamia, 10). Tertuliano atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja”. (De anima 51; PR, ibidem)

São Cipriano (†258), bispo de Cartago, refere-se à oferta do sacrifício eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos bispos seus antecessores (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém”. (Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem)

São Cirilo, bispo de Jerusalém (†386), disse: “Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima”(Catequeses. Mistagógicas. 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38).

No dia de Finados, não festejamos a morte, mas a vida após a morte, a ressurreição que Cristo nos conquistou com sua morte e Ressurreição. O Catecismo da Igreja lembra que: “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primeiros da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos…”(CIC, § 958)

Algo muito importante, as almas também rezam por nós, afirma o Catecismo: “A nossa oração por eles [no Purgatório] pode não somente ajudá-los, mas também torna eficaz a sua intercessão por nós”. (n. 958)

Falando dos falecidos disse um dia o Papa João Paulo II: “Numa misteriosa troca de dons, eles [no Purgatório] intercedem por nós e nós oferecemos por eles a nossa oração de sufrágio.“ ( L´Osservatore Romano de 08/11/92, p. 11)

o_cristao_diante_da_morte“A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos. O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico… Por conseguinte, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos” (LR, n. 45, de 10/11/91).

A Igreja ensina que as almas em purificação no Purgatório, não podem mais fazer nada por elas mesmas, porque a morte põe fim ao tempo de conquistar méritos diante de Deus; então, quem as socorre são os santos e o fiéis na terra. Por isso, é grande obra de caridade para com as almas oferecer para sufrágio delas a santa Missa, o Terço, as indulgências, as orações, penitências e esmolas.

Papa Francisco: “A memória dos defuntos, o cuidado pelas sepulturas e os sufrágios são o testemunho de uma confiante esperança, enraizada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que tem sua raiz e sua realização em Deus” (Oração do Ângelus, 02/11/2014).

Por Prof. Felipe Aquino

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Nossa religião gira em torno da Páscoa https://soucatequista.com.br/nossa-religiao-gira-em-torno-da-pascoa/ https://soucatequista.com.br/nossa-religiao-gira-em-torno-da-pascoa/#respond Wed, 06 Apr 2016 13:28:09 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74558 Sandro Arquejada
Canção Nova

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No dia de Páscoa, relembramos os feitos que Cristo empreendeu por amor à humanidade

O centro de tudo está na Eucaristia, que é a atualização dos efeitos da Ressurreição de Jesus em nossa vida. E essa força faz-se eficaz em nosso ser (alma e corpo) por meio da iniciativa de Deus, pela Sua permanência conosco. Para isso, no entanto, o Senhor quer contar com a nossa aceitação, que somente é verdadeira quando expressa uma resposta pela forma de atualização e memória.

Contudo, devemos entender o significado de tais palavras à luz da Sagrada Escritura, para compreendermos a real comunicação do que Jesus fez por nós e o que Ele pede de cada um, para aderir a Seu plano de amor e salvação.

Primeiramente, o verbo “permanecer”

Encontramos diversos versículos que tratam da permanência de Deus entre nós. O próprio nome do Emanuel significa Deus conosco.

A identidade bíblica dessa palavra “permanecer” não exemplifica simplesmente o local onde algo ou alguém está. É, além disso, a totalidade do ser numa realidade, onde se deposita ou insere toda a amplitude do que porta aquele que permanece.

“Porque assim diz o Alto e o Excelso, que habita (hb. ??? , shokhên) na eternidade e cujo nome é santo” (Is 57, 15).

A palavra “habitar” é, portanto, em hebraico, shakan, que significa “residir”, “morar”, “continuar”, “permanecer” e “descansar”. A palavra shakan está relacionada a shakab, que significa “descer”, “deitar”. É por isso que o verbo shakan deu origem ao substantivoshekinah, que, apesar de não constar na Bíblia dessa forma, sua ideia já se encontra nas Escrituras, utilizada para se referir à manifestação da glória de Deus, como no caso de Êxodo 24.16;40.35 e Números 9.16-18. Ou seja, onde Deus “habita ou permanece” está Sua presença, glória e esplendor.

Sinais divinos

Jesus atribui a procedência de seus sinais divinos a uma movimentação entre o Pai e Ele, que permanecem um no outro. “Não credes que estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras ” (Jo 14,10).

Outro exemplo que Cristo nos revela é que a verdade só será infusa naqueles que aceitarem a permanência do Espírito Santo em si. “O Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós ” (Jo 14,17).

Se pois, Deus habita entre os homens, então significa que Jesus aconchegou toda a Sua pessoa, com todo Seu poder e majestade, entre os seres humanos.

Não estamos sozinhos, Ele está entre nós e é nossa constante companhia em todos os momentos, mesmo se não O sentimos. E voltar, tendo vencido a morte e conquistado a ressurreição, insere que esta parte de Seu Ser, está presente, permanece, é continua e reside entre a realidade humana.

Não somos escravos de nenhum tipo de morte, nem física nem eterna. Esse aguilhão das trevas não é o fim de tudo, sua palavra não é a definitiva. Portanto, devemos viver pela esperança de que todas as coisas um dia se farão novas e a alegria brilhará aos nossos olhos.

Para existir, trazendo em nós essas certezas, pede-nos uma adesão à salvação de Jesus, que só poderá ser feita pela atualização e memória.

O que é atualizar e rememorar?

No dia de Páscoa e os que o antecedem, relembramos os feitos que o Cristo empreendeu por amor à humanidade.

O Evangelho de São João, talvez, seja o que significará melhor o entendimento sobre o que vem a ser este “recordar” bíblico. Pelo menos em três passagens, João utiliza o termo recordar. “Os seus discípulos recordaram-se que está escrito: “o zelo pela tua casa consuma-me” (Jo 2,17; cf. Sl 69,10); também, depois da ressurreição, quando seus discípulos se recordaram que Ele os teria comunicado sobre esse acontecimento (cf. Jo 2, 22) e no Domingo de Ramos (Jo 12, 14s; cf. Zc 9, 9).

Assim, João, em seus escritos, quis nos despertar para a realidade de que os acontecimentos do passado não encerram seu sentido no fato, mas caminha para além do tempo e espaço em que ocorreram.

O Antigo Testamento não pronuncia um fato histórico definido apenas pelo seu sentido literal, mas encontra significado na pessoa e missão de Jesus. Também nossa história de vida está carregada de acontecimentos que provam o amor de Deus por nós e de chances que há muito tempo Ele vem nos proporcionando de uma vida nova.

Atualizamos nossa fé quando a recordamos. Trazemos para o tempo presente o sentido e os efeitos do amor de Deus nas ocorrências ordinárias do cotidiano. Para Ele não existe o tempochronos.

A palavra grega “anamnese” foi usada pelo Mestre ao instituir o sacramento da Eucaristia, e quer dizer “fazer de novo”. “Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim’”(Lc 22,19). Na nossa língua, equivale a: “Façam isso novamente por mim”.

O evangelista João nos ensina a esclarecer o sofrimento do Cristo e o nosso próprio à luz da escolha que fizemos por Ele. Por isso, a cada dia chegamos a uma nova iluminação ao que conhecemos da pessoa de Jesus e de Sua permanência em nossa vida através das alegrias e tristezas, de quando o fardo é leve ou de quando a cruz torna-se pesada demais. Entendemos, talvez no momento, talvez no futuro, o “para que” aquela provação.

O melhor de tudo é que não somente nos vêm a compreensão intelectual. Pela contemplação do mistério de amor de Jesus Cristo, enchemo-nos de força para atravessar qualquer desafio, e este torna-se objeto de ressurreição em nossa vida.

Ao fazer memória das Escrituras Sagradas, das obras e do Calvário de Jesus, elas fazem-se presentes/permanentes nos dias de hoje e em nossa vida. Jesus torna-se vivo e atuante no coração e na alma do crente.

À luz do Espírito Santo, a sabedoria nos chega, mas é preciso estar disposto a atualizar a Palavra e a cruz do Cristo, entranhando-as em nós, pois, dessa forma, podemos dizer verdadeiramente “Cristo ressuscitou em mim! Aleluia!”

Feliz Páscoa para você!

Deus o abençoe!

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Páscoa é a estação da primavera espiritual https://soucatequista.com.br/74340/ https://soucatequista.com.br/74340/#respond Wed, 30 Mar 2016 12:36:34 +0000 http://www.soucatequista.com.br/?p=74340 Padre Flávio Sobreiro
Canção Nova

morte_ressurreicao

Cristo ressuscitou! Aleluia! Por Sua Paixão e Morte, um novo tempo foi inaugurado na história da humanidade. As coisas antigas passaram e desabrochou, no alvorecer da vida, as alegrias que rompem as trevas da morte!

O tempo litúrgico da Páscoa é a estação da primavera espiritual, e somos chamados a caminhar pelo jardim da Ressurreição, que é o próprio Cristo presente em nosso meio. Ao longo de cinquenta dias, vamos exalar o suave aroma dessa alegria em nossa alma. O canto de ‘aleluia’ presente em nossas liturgias, mas também aclamado em nosso coração, recorda-nos este tempo novo que Cristo nos oferece por amor e misericórdia.

O Círio Pascal é símbolo dessa presença do Ressuscitado na comunidade que se reúne para celebrar este tempo novo, onde cantamos as glórias do Senhor, que venceu a morte e nos deu a vida eterna.

O tempo litúrgico da Páscoa é a estação da primavera espiritual, e somos chamados a caminhar pelo jardim da Ressurreição, que é o próprio Cristo presente em nosso meio. Ao longo de cinquenta dias, vamos exalar o suave aroma dessa alegria em nossa alma. O canto de ‘aleluia’ presente em nossas liturgias, mas também aclamado em nosso coração, recorda-nos este tempo novo que Cristo nos oferece por amor e misericórdia.

O Círio Pascal é símbolo dessa presença do Ressuscitado na comunidade que se reúne para celebrar este tempo novo, onde cantamos as glórias do Senhor, que venceu a morte e nos deu a vida eterna.

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A Bíblia e a criação https://soucatequista.com.br/a-biblia-e-a-criacao/ https://soucatequista.com.br/a-biblia-e-a-criacao/#respond Sun, 22 Jun 2014 12:00:03 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42839 biblia-300x200A Bíblia é um conjunto de livros. Ao povo hebraico (nome primitivo do judeus), o “Povo escolhido” (escolhido pelo Senhor), devemos o livro mais importante de todos – a Bíblia. A Bíblia foi escrita durante um longo período, tendo diversos autores.

De acordo com a mentalidade e a época em que foi escrita, a linguagem bíblica é descritiva e alegórica, sendo, por vezes, difícil sua interpretação. Deus inspirou os autores sagrados, respeitando-lhes a individualidade, seus hábitos sagrados, seu estilo. A intenção divina não foi a de fazer história, nem ciência, mas a de nos deixar um depósito de Verdade e Beleza.

E, para interpretá-la, o mesmo Espírito Santo, que iluminou aqueles autores assiste, agora e sempre, a Igreja fundada pela Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Jesus Cristo, Deus que se fez homem para levar o homem a Deus. Jesus Cristo, aquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, é a figura central da Bíblia, como é a figura central da História.

A Bíblia se divide em duas partes: Antes de Cristo (Antigo Testamento) e depois de Cristo (Novo Testamento)

O Antigo Testamento conta a história da criação do mundo, a criação do homem, o pecado original, etc… e ocupa-se, particularmente, da promessa do Salvador. Além das promessas, várias figuras bíblicas apresentam-se como símbolos do messias (O Prometido).

O Novo Testamento, nos Evangelhos, (por São Mateus, São Marcos, São Lucas, São João), narra a vida de Jesus, suas parábolas e milagres, sua morte e ressurreição. Nos Atos dos Apóstolos, descreve os primeiros tempos da Igreja. Apresenta, ainda, as belas epístolas de São Paulo, São Tiago, etc. Terminando com o misterioso Apocalipse.

O Antigo Testamento é aliança de Deus com o povo judaico e o Novo Testamento é a aliança de Deus selado pelo sangue de Jesus Cristo com a humanidade inteira.

Com certeza, o mundo seria bem melhor se cada um de nós tivesse o hábito de ler e meditar a Sagrada Escritura. À noite, um trecho ou uma frase dos Evangelhos pode ser o conforto que precisamos.

À nos Livros Santos a orientação segura, a esperança perdida, o alento na solidão, a paz no desespero. “Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem”. “Perto está o Senhor dos que têm o coração aflito”. “Lança sobre o Senhor o teu cuidado e Ele te sustentará”. E… “se sabeis essas coisas, bem-aventurados sereis se as praticardes”.

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Celebrar a Páscoa https://soucatequista.com.br/celebrar-a-pascoa/ https://soucatequista.com.br/celebrar-a-pascoa/#respond Tue, 22 Apr 2014 14:08:39 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41091 ressus“Oh noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!” (Proclamação da Páscoa).

Estamos na festa da Páscoa, que é a festa cristã por excelência. Escutamos no evangelho: “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

A Páscoa de Jesus deu-se dentro da Páscoa judaica: foi nesse contexto que ele instituiu e celebrou a sua. Na Páscoa de Jesus a Páscoa judaica é cumprida, isto é, encontra sua realização plena: a libertação definitiva não foi aquela, dos que saíram do Egito, atravessaram o mar e entraram na Terra Prometida, mas sim a de Jesus, que saiu deste mundo, atravessou o mar tenebroso da morte e entrou na plenitude do Pai.

A palavra “páscoa” é explicada como significando “passagem”: “passagem” porque Deus feriu os primogênitos dos egípcios, mas “passou” adiante na casa dos hebreus, poupando seus primogênitos: Deus passou pelo Egito e “pulou” as casas do povo de Israel (cf. Ex 11,1-10); “passagem” também porque Israel passou pelo mar, saindo do estado de escravidão para a liberdade, como povo: o Senhor Deus “passou” pelo Egito para fazer seu povo “passar”! Quando Deus “passou” pelo seu povo, o povo de Deus “passou” para uma nova vida, para a liberdade rumo à Terra Prometida. Nosso Deus é assim: passando, faz passar! É isso que os judeus celebram na Páscoa atualizando esse acontecimento. Jesus celebra agora a sua Páscoa, sua “passagem deste mundo para o Pai”! Ele mesmo afirmou, certa vez: “Saí do Pai e vim ao mundo; agora deixo o mundo e volto ao Pai!” (Jo 16,28).

A Páscoa de Jesus é um ato de amor total e extremo por nós… é para nossa salvação que Jesus fez sua Páscoa. Fez sua “Passagem” para que também nós façamos a nossa:
“Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”, até o extremo. É verdade que traíram Jesus, humilharam-no, tiraram-lhe a vida… Mas, por outro lado, ele se entregou livremente, em obediência ao desígnio do Pai:

“Eu dou minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la; este é o mandamento que recebi do meu Pai” (Jo 10,17s). E isto, por amor a nós, pois morrendo e ressuscitando, ele nos daria o seu Espírito Santo, no qual ele mesmo fora ressuscitado, de modo que a “passagem” de Jesus para o Pai nos abrisse o caminho e pudéssemos “passar” também para o Pai: “Vou preparar-vos um lugar, e quando eu me for e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver, estejais vós também. Eu sou o Caminho!” (Jo 14,2.6).

Esta Páscoa sagrada do Senhor e nossa, a Igreja celebra a cada Domingo e até a cada dia na Eucaristia e, de modo soleníssimo, uma vez ao ano, com o Tríduo Pascal e os subsequentes cinquenta dias, concluindo com a solenidade de Pentecostes, celebração do dom do Espírito que o Ressuscitado fez e faz à sua Igreja. Na potência do Espírito, no qual ele mesmo foi ressuscitado pelo Pai, Jesus está e estará sempre conosco, de modo real e concreto, guiando a preservando a sua Igreja, até a consumação dos séculos.

Um Dia, que já não mais será um dos dias deste nosso tempo, o Senhor morto e ressuscitado, “Cordeiro de pé, como que imolado” (Ap 5,6), se manifestará na glória do seu Espírito Santo – o mesmo que já habita em nós desde o batismo – e levará todas as coisas à plenitude. Então, tendo transfigurado tudo no seu Espírito, Cristo entregará tudo ao Pai e o Reino de Deus será plenamente consumado… e nós, plenificados, estaremos eternamente com o Senhor, num mundo liberto e renovado… e Deus, o Pai, será tudo em todos, pelo Filho, na glória do Espírito (cf. 1Cor 15,20-28).

Bento XVI, na Vigília Pascal de 2012: “O Precônio, o grande hino que o diácono canta ao início da Liturgia Pascal, de modo muito discreto chama a nossa atenção ainda para outro aspecto. Lembra-nos que o material do círio se fica a dever, em primeiro lugar, ao trabalho das abelhas; e, assim, entra em cena a criação inteira. No círio, a criação torna-se portadora de luz. Mas, segundo o pensamento dos Padres, temos aí também uma alusão implícita à Igreja. Nesta, a cooperação da comunidade viva dos fiéis é parecida com o trabalho das abelhas; constrói a comunidade da luz.

Assim podemos ver, no círio, também um apelo dirigido a nós mesmos e à nossa comunhão com a comunidade da Igreja, que existe para que a luz de Cristo possa iluminar o mundo. Neste momento, peçamos ao Senhor que nos faça sentir a alegria da sua luz, de modo que nós mesmos nos tornemos portadores da sua luz, para que, através da Igreja, o esplendor do rosto de Cristo entre no mundo (cf. LG 1).

Neste momento da história, em que temos tantos desafios e interpelações, a Igreja se coloca em perspectiva de conversão pessoal e comunitária. Das raízes mais profundas de nossa comunhão com Deus, vivenciada através dos exercícios quaresmais, deve brotar o ímpeto renovador que impregne nossa vida e oriente para a missão.

Ao mesmo tempo em que reflete sobre si mesma, a Igreja vibra da alegria no anúncio do Evangelho. Não pode deixar de exultar no Espírito Santo, juntamente com seu Senhor, por ver e ouvir as maravilhas pelas quais esperaram os profetas e que foram a nós concedidas (cf. Lc. 10,21-24). E agora esta alegria se expande no louvor ao Ressuscitado.

Eis a nossa fé, nossa certeza, nossa esperança, nosso sonho… já começado no Dia da Páscoa! A Ressurreição não é uma ilusão, não é uma quimera; é uma estupenda Realidade: “Eu sou a Ressurreição! Quem crê em mim, ainda que morra, viverá!” (Jo 11,25).

Portanto, a celebração da Páscoa deve renovar nossa esperança no mundo de paz, sem guerras, sem violência e sem ódio. Disse Jesus “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

Partilhando as alegrias da Páscoa de Nosso Senhor desejo a todos uma Feliz Páscoa. O Senhor ressuscitou de verdade! Aleluia!

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist. – Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ, via Gaudium Press

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A Ressurreição pela qual esperávamos https://soucatequista.com.br/a-ressurreicao-pela-qual-esperavamos/ https://soucatequista.com.br/a-ressurreicao-pela-qual-esperavamos/#respond Mon, 21 Apr 2014 11:48:16 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41051 ressurreicaoO Venerável Fulton Sheen parece ter um talento especial não só para falar abertamente sobre assuntos profundos, mas também para enxergar o coração da condição humana. Sobre a Páscoa, ele escreve: “O que é mais peculiar na Páscoa é que, embora os seguidores de Jesus o tinham visto dizer que Ele destruiria os grilhões da morte, quando Ele realmente o fez, ninguém acreditou. (…) Os seguidores não estavam esperando uma Ressurreição e, portanto, não imaginavam que veriam algo que eles estavam tão ardentemente desejando” (“Caminho para a Paz Interior”).

Sheen reflete sobre o relato do Evangelho em que Maria Madalena foi ao túmulo para ungir o corpo de Cristo, não acreditando que a Ressurreição poderia ocorrer, como prometido. E eu me pergunto: apesar de eu ter me preparado ao longo de toda a Quaresma para a vinda da Páscoa, e inclusive comemorado com alegria quando ela chegou… realmente vivo como alguém que acredita que Cristo ressuscitou e está aqui comigo hoje?

No Domingo de Ramos, o Papa Francisco nos recordou que “a nossa alegria não nasce do fato de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesusque está no meio de nós; nasce do fato de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis”. E, nestes últimos dias, à medida que eu meditava sobre o sofrimento e morte de Cristo, ia me lembrando de todas as muitas coisas que Ele fez por mim.

Mas agora que nos encontramos nesta Oitava da Páscoa, em meio à comemoração, ficou claro para mim quão fácil é esquecer qual foi verdadeiramente a finalidade da Quaresma. Na Quaresma, nós recordamos que Cristo morreu como vítima de expiação pelos nossos pecados. Nós fazemos penitência, recebemos o sacramento da Reconciliação, decidimos ser melhores. No entanto, assim que termina a celebração dominical da Páscoa, eu rapidamente me esqueço daquelas penitências, deixando de me alegrar verdadeiramente na Ressurreição. Com cinzas e sacrifícios, a Quaresma é um período muito visível; como resultado, a época da Páscoa pode facilmente ser deixada de lado.

De fato, quando eu rapidamente me esqueço de que ainda é a Páscoa durante oito dias, tenho de me questionar se eu, como Maria Madalena, não estou acreditando no que Cristo nos prometeu – que Ele está aqui conosco, comigo, a cada dia. Vivendo profundamente a Oitava de Páscoa, a Igreja está nos dizendo que este tempo de riqueza espiritual não acabou. Ao contrário: ele acabou de começar! A Oitava da Páscoa é enriquecedora porque, nestes dias, reafirmamos a nossa fé em que o Cristo ressuscitado está verdadeiramente nos acompanhando em nossa caminhada terrena.

O Santo Padre fala com tanta clareza sobre a pessoa de Jesus, que realmente toca meu coração. O Papa Francisco não fala sobre Deus como se Ele fosse uma teoria ou conceito teológico, mas nos lembra por que nos alegramos com a Ressurreição. Também durante a homilia do Domingo de Ramos, o Papa exclamou. “Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas sobretudo sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega em seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, nãodeixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis que vos roubem a esperança… aquela que nos dá Jesus!”.

Minha oração nesta Páscoa é para que eu possa encontrar mais plenamente Jesus Cristo a cada dia. Quando eu me sentir desanimada com a falta de compreensão do verdadeiro significado do casamento em nossa nação, tentarei reconhecer que Deus está cuidando de nosso país e revelará a sua verdade àqueles que honestamente a procuram. Quando eu sentir que não consigo fazer tudo que eu preciso fazer, vou orar para que Deus me dê forças para me concentrar naquilo que é importante. Quando eu sentir tristeza, tentarei dirigir meu olhar a Jesus, lembrando quesomente Ele pode satisfazer o meu coração inquieto.

Uma das minhas passagens favoritas do Evangelho é quando, depois da Ressurreição, alguns dos apóstolos vão pescar. Apesar de terem estado no mar por muitas horas, eles não foram capazes de pescar nada sozinhos. Pouco tempo depois, Jesus apareceu e lhes pediu que lançassem as redes novamente. Eles ouviram Cristo e pescaram abundantemente.

Durante esta Oitava da Páscoa, isto é o que eu comemoro: que o Senhor está aqui, comigo, ajudando-me no meu trabalho cotidiano e na minha busca diária pela virtude. Se eu O ouvir, como os apóstolos, também serei capaz de encontrar abundância em minha vida.Independentemente das lutas que cada um de nós tem, quando realmente colocamos a nossa fé em Cristo ressuscitado, podemos ser os discípulos que o Papa Francisco nos convida a ser: um povo de esperança e um povo de alegria!

Por Caitlin Bootsma (via Aleteia)

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Páscoa, a Festa da Vida e da Liberdade https://soucatequista.com.br/pascoa-a-festa-da-vida-e-da-liberdade/ https://soucatequista.com.br/pascoa-a-festa-da-vida-e-da-liberdade/#respond Sun, 20 Apr 2014 12:18:29 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41042 pascoa-mar08O que torna um ser humano em cristão é ser uma testemunha da Páscoa de Jesus. Acreditar nessa maravilhosa luz e reviravolta que marcou a história humana definitivamente, dando-lhe um sentido de libertação e reconciliação plenas. A Ressurreição de Jesus faz surgir e emergir a humanidade nova resgata por inteiro a dignidade da pessoa e nos leva a perfeita comunhão com o Pai e os irmãos.

A Igreja como esposa e povo nascido da vida nova pascal, se constitui em fraternidade amorosa para comunicar a todas as gerações esta Boa Nova grandiosa e inefável: Jesus é o Cordeiro Vencedor. A partir da Páscoa ganham cor e significado todas as aspirações humanas a uma verdadeira liberdade e solidariedade.

A morte, o medo e as manobras dos poderosos que quiseram impedir a irrupção do Reino, foram derrotadas e deixadas de lado como a pesada pedra do túmulo. Ele está vazio, não existe sepultura para o corpo Ressuscitado e glorioso de Jesus, suas chagas luminosas despertam uma fé viva, operosa, explícita e missionária em todos os seus seguidores.

Por isso caminhamos soerguidos, esperançosos e alvissareiros, levando em nossos corações o mundo novo que brota da Páscoa de Jesus. Nada pode nos deter e separar do amor de Cristo, somos a vanguarda da humanidade, rumo ao céu e uma terra Nova, frutos e dons da herança e do espólio adquirido pelo Sangue de Jesus o Vivente e Vencedor.

O acontecimento da Ressurreição nos impulsiona e nos alavanca a construirmos junto ao Senhor da Vida, a Nova Criação, transbordante de luz, de amor, de graça e formosura. Uma terra sem tráfico humano, com pessoas emancipadas e libertas de toda a escravidão e amarras opressoras, um mundo sem fronteiras, preconceitos, exclusões, que faziam parte da história do pecado e das estruturas da morte.

A Páscoa nos reconcilia com Deus e todo o universo, transformando-nos em jardineiros do Novo Paraíso, em cuidadores e promotores da vida em plenitude. A todos/as os irmãos uma Páscoa vitoriosa, solidária e fraterna como a de Cristo Jesus!

Por Dom Roberto Francisco Ferrreria Paz – Bispo de Campos

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