Santos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 04 Nov 2024 15:15:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Santos – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Holywins – A santidade Vence: Sugestões de como celebrar os Santos e “esquecer” o Halloween https://soucatequista.com.br/10-sugestoes-para-celebrar-os-santos-e-esquecer-o-halloween/ https://soucatequista.com.br/10-sugestoes-para-celebrar-os-santos-e-esquecer-o-halloween/#respond Thu, 31 Oct 2024 14:30:07 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=89645 A Expressão “HOLYWINS” surgiu como uma forma de celebrar o Dia de Todos os Santos (1º de novembro), propondo aos cristãos uma sugestão festiva em que o objetivo central é promover uma reflexão sobre os santos e a santidade, em oposição à festa que, em muitos lugares, é associada ao medo e à escuridão.

O termo combina “Holy” (santo) com “wins” (vence), sugerindo que a santidade e a luz vencem as trevas. Muitas comunidades religiosas, especialmente católicas, promovem eventos ou celebrações nesse dia para destacar a importância dos santos e da fé.

Em um artigo publicado pelo Sistema Informativo da Arquidiocese do México (SIAME), a advogada Alejandra María Sosa Elízaga, propõe 10 sugestões práticas para festejar em família, em grupo ou com a comunidade paroquial na véspera da Solenidade de Todos os Santos, dia 31 de outubro.

“Como todos os anos, por causa dessa data, comércios e ruas estão inundados de diabos, fantasmas, monstros, esqueletos (caveiras), e demais parafernálias de ‘Halloween’. Muitas pessoas tomam isso como algo normal e até divertido, mas, pensando bem, do ponto de vista cristão, o que tem de divertido em disfarçar as crianças ou decorar a casa com personagens que representam o mal, a escuridão, o oposto daquele que é a Luz do mundo, inimigos do Senhor em quem cremos?”, explica a autora no artigo intitulado “Celebramos os santos, não os espantos!”.

Além disso, acrescentou que a intenção é organizar “uma festa simples, divertida, na qual estejam presentes as duas coisas que as crianças mais gostam do Halloween: fantasias e doces, mas dando-lhes um toque, para que não seja uma festa pagã e muito menos anticristã”.

 

 

A seguir, 10 dicas práticas para uma boa celebração:

1. Fantasias de santos

Que todos, crianças e adultos, se fantasiem de santos e cada um diga por que escolheu essa fantasia, o que mais gosta desse santo ou santa.

2. Doces com santinhos

Não dê guloseimas decoradas de Halloween para crianças que baterem à porta pedindo doces. Dê doces normais, enfeitados com carinhas sorridentes com auréolas; presenteie também com santinhos.

3. Realizar atividades por equipes

Divida os participantes da festa em equipes, dê materiais (papel, cordas etc.) para que se divirtam elaborando uma fantasia de santo para algum membro do grupo; que cada equipe explique por que escolheu aquele santo e conte o que sabe sobre sua vida. Dê a todos prêmios por sua criatividade e esforço.

4. Desenhar os santos

Que crianças e adultos se entretenham fazendo e pintando desenhos de seus santos favoritos (não precisa sair perfeito) para colá-los na parede em exposição.

5. Fazer fotografias dos participantes com auréolas

Recorte auréolas de papel e cole-as na parede em diferentes alturas, para que os participantes parem diante delas e possam fazer uma foto, na qual pareça que têm auréola. As fotografias de todos como santos ficam muito simpáticas.

6. Contar histórias

Que cada um dos participantes se prepare antecipadamente para contar alguma história interessante, comovente ou divertida sobre algum santo.

7. Festival de vídeo

Organize um mini festival de vídeos da vida dos santos.

8. Frases de santos por todo local

Coloque entre os avisos da Igreja ou em alguma parede do local papéis com frases favoritas de diversos santos, sobretudo, do santo padroeiro dessa igreja particular.

9. Celebrar uma Missa

Participem juntos no dia 1º de novembro da Missa da Solenidade de Todos os Santos.

10. Ler o Catecismo

Leia o que o Catecismo da Igreja Católica ensina sobre os santos (entre eles os numerais 956 e 957) e, ao final, faça uma oração para pedir a intercessão dos santos, em especial dos padroeiros ou favoritos dos participantes.

Artigo originalmente publicado no site ACI Digital

Imagem: Crianças da Diocese de Caxias do Sul

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Halloween: Origem Pagã ou Festa Católica? Entenda a Verdadeira História e a Posição da Igreja https://soucatequista.com.br/halloween-origem-paga-ou-festa-catolica-entenda-a-verdadeira-historia-e-a-posicao-da-igreja/ https://soucatequista.com.br/halloween-origem-paga-ou-festa-catolica-entenda-a-verdadeira-historia-e-a-posicao-da-igreja/#respond Thu, 24 Oct 2024 22:01:46 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=1000013458 O Halloween é uma celebração que, todos os anos, gera debates entre os cristãos. Afinal, ele é uma festa pagã, satânica ou cristã? Muitos se questionam se é correto ou não que os católicos participem de eventos, usem fantasias e incentivem suas crianças a se envolverem nessa celebração. Para responder a essas dúvidas, é necessário entender a origem do Halloween e como ele se transformou ao longo dos séculos.

 

A Origem do Halloween: Pagã ou Cristã?

O nome Halloween é uma forma abreviada de All Hallows’ Eve, que significa “Vigília de Todos os Santos”. Esta celebração antecede o dia de Todos os Santos, uma solenidade católica instituída pelo Papa Gregório III no século VIII para honrar todos os santos, conhecidos e desconhecidos, no dia 1º de novembro. Em sua origem, portanto, o All Hallows’ Eve era uma preparação espiritual, onde os fiéis rezavam e refletiam sobre a santidade e os exemplos dos santos.

Entretanto, muito antes de o Papa Gregório III instituir a festa de Todos os Santos, os celtas, um povo pagão que habitava as ilhas britânicas, já celebravam um festival chamado Samhain, que marcava o fim do verão e o início das colheitas. Os celtas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos se tornava mais fino, permitindo que os espíritos voltassem à Terra. Para afastar esses espíritos, eles se vestiam com trajes assustadores e faziam fogueiras.

Quando os missionários cristãos chegaram às terras celtas, adotaram e adaptaram alguns costumes locais para facilitar a evangelização. O Samhain, então, foi integrado ao calendário cristão como All Hallows’ Eve, transformando o foco da celebração para honrar os santos, em vez de temer os mortos.

 

A Transformação do Halloween

Com o passar dos séculos, a festa de All Hallows’ Eve foi se distanciando de seu propósito original. Após a Reforma Protestante, em regiões como a Inglaterra e, mais tarde, os Estados Unidos, o Halloween perdeu seu caráter cristão e foi associado a práticas folclóricas e superstições. Elementos pagãos, como fantasias de monstros e abóboras esculpidas, foram incorporados à festa, afastando ainda mais o seu sentido religioso.

Na América, o Halloween se popularizou no século XIX com a chegada de imigrantes irlandeses, que trouxeram suas tradições culturais. Com o tempo, a celebração se tornou um evento de entretenimento, e os elementos assustadores ganharam destaque, criando a versão do Halloween que conhecemos hoje: festas com fantasias, trick or treat (travessuras ou doces) e histórias de terror.

 

A Posição da Igreja: Participar ou Não Participar?

Diante dessa transformação, qual deve ser a postura dos católicos? A Igreja Católica ensina que é importante ter discernimento e cautela ao lidar com celebrações que perderam seu significado original e podem, em alguns casos, ser associadas a práticas contrárias à fé cristã.

Muitos padres e exorcistas, como o famoso Padre Gabriele Amorth, alertam que a forma moderna de comemorar o Halloween pode abrir espaço para influências negativas e práticas ocultas. Por essa razão, a Igreja incentiva os católicos a redescobrirem a essência cristã do dia, celebrando a santidade e a vitória do bem sobre o mal.

Em muitas paróquias, o Holywins (que significa “a santidade vence”) é uma alternativa ao Halloween, onde crianças se vestem como santos e a comunidade celebra missas, vigílias e atividades que promovem a fé e a espiritualidade católica.

O importante, portanto, é que pais, catequistas e educadores sejam conscientes e orientem as crianças para que compreendam o valor de uma vida baseada nos ensinamentos de Cristo. Participar de eventos que distorcem ou ridicularizam valores cristãos não é coerente com a fé católica. No entanto, adaptar a celebração para que ela promova a santidade e o exemplo dos santos é uma maneira de resgatar a verdadeira essência de All Hallows’ Eve.

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Santo Ângelo, Presbítero e mártir: vida ofertada no Carmelo pelo Evangelho https://soucatequista.com.br/3658-2/ https://soucatequista.com.br/3658-2/#respond Sun, 05 May 2024 09:00:49 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=3658 Segundo fontes da tradição dignas de crédito, Ângelo veio do Monte Carmelo entre os primeiros carmelitas, que imigraram para a Sicília; foi assassinado por homens ímpios em Licata, na primeira metade do século XIII. Venerado como Mártir, bem cedo edificou-se uma igreja no lugar do seu martírio e ali foi depositado o seu corpo.

Ângelo foi para a Sicília com os religiosos que do Carmelo emigraram para aquela ilha, onde morreu, segundo dados tradicionais, que demonstram ser dignos de fé. Foi assassinado em Licata[2] pelas mãos de “ímpios infiéis” na primeira metade do século XIII. Por ser considerado mártir, foi construída uma igreja em sua honra no local da morte. O seu corpo foi colocado num altar desta igreja. Estas poucas informações e uma outra recolhida, em torno 1370, pelo beneficiário da São João do Latrão, Nicolau Processi, que se refere sobre a ida de Ângelo, em Roma – tomada do Catalogus Sanctorum composto até o final do século XIV ou início do XV, foram enriquecidas com lendas particulares até formar uma verdadeira história biográfica.

Muito conhecida e difundida é a vida de Santo Ângelo escrita por um certo Enoque, que se apresenta como carmelita e patriarca de Jerusalém e que viveu nos primeiros decênios do século XIII. Mas na verdade foi um siciliano quem a escreveu na primeira metade do século XV, utilizando fontes históricas palestinas (Guilherme de Tiro e Jacques de Vitry), fontes hagiográfica beneditinas e dominicanas e a literatura apocalíptica do século XIV. Pode-se deduzir isto por causa das falhas contidas na sua obra (como por ex.: ignorância da topografia da Palestina; a Regra Carmelitana teria sido escrita por um certo patriarca Alberto no ano 412, enquanto que esta foi dada alguns anos depois da entrada de Ângelo e de seu irmão em 1204/1205 entre os carmelitas; Jerusalém estaria ainda nas mãos dos cristãos em 1219; um jovem teria sido libertado do inferno por um milagre de Santo Ângelo; cita um tal de Goffredo, arcebispo de Palermo, que não existiu no período indicado) e pelos elementos cronológicos ali presentes (profecias que se adaptam bem à situação após a batalha de Kosovo[3] de 1389, a invasão da Bulgária e da Valacchia[4] em 1393).

Segundo esta biografia, os pais de Ângelo eram judeus e se chamavam Jessé (ou José) e Maria. O nascimento de Ângelo e de seu irmão João foi preanunciado pela Virgem Maria numa aparição aos seus pais. Após esta aparição os pais de Ângelo se converteram ao cristianismo. Ao se tornarem órfãos, os dois irmãos foram educados pelo patriarca Nicodemos até a idade de 18 anos; quando entraram no convento Santa Ana dos Carmelitas junto à Porta Áurea em Jerusalém, a pátria deles. Após um ano de prova, foram para o Monte Carmelo. Viveram naquele monte por 10 anos em rigoroso ascetismo. Ângelo começou logo a imitar a força taumatúrgica dos profetas Elias e Eliseu: fez retornar à superfície um machado caído na água[5], passou o rio Jordão a pé enxuto[6], curou leprosos[7], fez ressurgir os mortos[8] e cair fogo do céu[9]. Aos 28 anos, Ângelo, após ter estado em Jerusalém para receber a ordenação sacerdotal, se retirou no deserto da Quarentena, permaneceu ali por 5 anos em oração e penitência. Ao final deste período, numa aparição Cristo lhe ordenou ir para a Sicília com a finalidade de tentar a conversão de um pecador chamado Berengário, que há muito tempo convivia com a própria irmã e com a qual tinha tido 3 filhos. Antes, porém, devia passar por Alexandria para pegar algumas relíquias. Ao rezar para que o Senhor protegesse a Cidade Santa, foi informado sobre o futuro de Jerusalém, da Terra Prometida e do Cristianismo no Egito, Ásia Menor e Europa Meridional: mensagem que ele deveria divulgar nas suas pregações. Voltou para Jerusalém, aonde seu irmão João tinha se tornado patriarca. Ali Ângelo pregou para 60.000 pessoas e depois, tomou consigo três companheiros, foi para Alexandria e pegou as relíquias que o patriarca Atanásio lhe entregou. Embarcou no dia 1º de abril de 1219 numa nau genovesa, mas antes da chegada na Sicília topou 4 navios cheios de sarracenos. Estes espancaram Ângelo e seus companheiros. Entretanto, à oração do santo desceu fogo do céu que matou 60 dos agressores e deixou cegos outros 300. Estes, após a conversão, milagrosamente ficaram curados. Após uma parada em Messina, dirigiram-se para Civittavecchia, aonde entregou as relíquias para Frederico de Chiaramonte. Dali dirigiu-se para Roma. Durante a vista aos lugares santos, em São João do Latrão encontrou-se São Francisco e São Domingos. Na ocasião Ângelo predisse os estigmas a São Francisco. Ângelo recebeu de São Francisco o anúncio de que seria martirizado em breve. Retornando à Sicília, em Palermo foi hóspede dos basilianos de Santa Maria da Gruta, aos quais pregou durante 40 dias. Depois foi para Agrigento. Passando pelas termas de Cefalà, curou 7 leprosos (indicados com nome e lugar de origem), como também ao arcebispo de Palermo de nome Goffredo; pregou depois em Agrigento por 50 dias antes de chegar em Licata. Primeiro em segredo e depois publicamente tentou converter Berengário, que – desesperado por causa da conversão da irmã – no dia 5 de maio de 1220, enquanto Ângelo pregava para 5.000 pessoas junto à igreja dos santos Felipe e Tiago perto do mar, feriu o santo mortalmente com cinco golpes de espada. Antes de morrer, o santo recomendou para que não vingassem a sua morte. Oito dias depois de sua morte e de vários prodígios, Ângelo apareceu ao arcebispo de Palermo e lhe pediu sepultura.

Os escritos da vida atribuída a Enoque contam também uma aparição de São João Batista que ordena a Atanásio de Chiaramonte, patriarca de Alexandria, para entregar a Ângelo algumas relíquias. Este deveria levá-las para a Itália e entregá-las para seu irmão Frederico de Chiaramonte.

A biografia de Enoque não merece grande confiança, apesar de que alguns elementos parecem receber confirmação de outras fontes (um documento de entrega de relíquias a Frederico de Chiaramonte, ao qual se refere F. Ughelli-N. Coleti, Italia sacra. I, Venetiis 1717, pp. 231-234; a pertença em 1219-20 do mosteiro Santa Maria da Gruta de Palermo aos basilianos). O certo é que o autor introduz informações corretas numa composição de fantasia.

Já venerado no século XIV, após a divulgação da vida atribuída a Enoque, o culto de Santo Ângelo teve grande difusão entre os carmelitas e o povo. O Capítulo Geral dos Carmelitas de 1498 prescreveu que em todos os conventos carmelitas se fizesse uma comemoração todos os dias. Em 1564 se estabeleceu a celebração da festa com oitava solene.

As relíquias foram colocadas numa igreja carmelita; em 1457 os seus confrades obtiveram do Papa Calixto III a permissão para levá-las ao convento, mas não se fez nada até 1605. As relíquias foram tiradas da caixa de madeira em 1486 e colocadas numa urna de prata. No dia 5 de maio de 1623 foram colocadas numa urna ainda mais preciosa. Em 15 de agosto de 1662 a urna foi levada para a igreja atual. Para recordar a libertação da peste, em 1625 foi instituída uma festa em agosto, que é celebrada até hoje. No dia 4 de maio de 1626 Santo Ângelo foi proclamado também patrono de Palermo.

ICONOGRAFIA. Em torno de 1430, o pintor carmelita Filippo Lippi o afigurou na Madonna Trivulzio (Milano, Musei civici); várias vezes está nos afrescos (1472-73) do Santuário do Carmo de S. Felice del Benaco; dos últimos anos do mesmo século é a gravura atribuída a Tommaso De Vigilia, hoje Carmo de Palermo; o Pordenone a pintou na Madonna del Carmine (Venetia, Accademia delle Belle Arti).

Em seguida as representações tornam-se mais frequentes. Seus atributos: hábito carmelita (que o distingue de São Pedro mártir, dominicano), uma adaga na cabeça, um punhal no peito, uma palma na mão sozinha ou enfiada em três coroas. A tela de L. Caracci da Pinacoteca de Bolonha tem um falso título: não se trata do martírio de Santo Ângelo (crucificado numa árvore e com uma flecha no peito), mas é de um outro carmelita, ou seja, de São Pedro Tomás, bispo. Pedro Testa o representou na Basílica São Martinho aos Montes de Roma com a visão de Cristo no deserto.

LENDAS E FOLCLORE: De Santo Ângelo tomou o nome a localidade Santo Ângelo Muxaro[10] na Província de Agrigento (Sicília) por causa de uma possível estada sua ali; ele também teria habitado numa gruta nos arredores, que estava infestada de espíritos imundos, que ao fugirem, deixaram por sua vez uma grande fenda em forma de cruz; na mesma gruta há a “cama” do santo escavada na rocha. Em Cefalà Diana[11] se mostra a pegada do pé de Santo Ângelo na pedra onde sai a água quente. Em Caltabellotta[12] se conserva o púlpito onde ele teria pregado; em Agrigento havia uma capela na qual ele teria celebrado missa. Teria estado também em Lentini[13].

A sua maior devoção, como é natural, é em Licata, da qual é padroeiro. À direita da igreja ainda hoje está a fonte, que, segundo se diz, brotou no local do martírio e da qual os devotos pegam água sobretudo nas duas festas anuais em maio e agosto. A ele os licateses atribuem a preservação da cidade quando aconteceu o ataque dos turcos em 1553 e a libertação da peste em 1625: foi nesta última ocasião que se estabeleceu a ampliação da igreja (já tinha sido aumentada em 1564), depois reinaugurada em 1662. Até pouco tempo atrás, e em parte ainda hoje, a festa de 5 de maio era celebrada com costumes próprios: na noite da vigília se queimava um barco em honra do santo; no dia da festa se oferecia animais enfeitados (hoje reduzida à bênção de cavalos – fig. 11) e de velas. Durante a tarde se realiza a procissão com a urna do santo circundada por grandes velas em cima de gigantescos candelabros: na rua Príncipe de Nápoles a urna é passada para os marinheiros que completam o trajeto com tochas na mão, recordando o episódio dos turcos obrigados a se afastar.

Fonte: Província Carmelitana de Pernambuco

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Referências:

bibl.: L. Saggi, S. Angelo di Sicilia; studio sulla vita, devozione, folklore, Roma, 1962. Ali há mais bibliografia. Para a iconografia adicionar: Emond, I, pp. 130-136, II, pp. 79-83.

ludovico saggi

[1] Tradução e notas de Frei Wilmar Santin, O.Carm.: “ANGELO di Sicilia”, in Santi del Carmelo, Institutum Carmelitanum, Roma 1972, pp. 172-175

[2] Licata é uma cidade da Sicília, Província de Agrigento. Tem em torno de 40 mil habitantes. Suas origens remontam à Pré-história.

[3] Vencida pelos otomanos contra os exércitos da Sérvia e Bósnia. Esta vitória possibilitou a conquista dos Bálcãs pelo Império Otomano.

[4] Fica na região sul da Romênia.

[5] Cf. 2Rs 6,1-7 = prodígio realizado pelo Profeta Eliseu.

[6] Cf. 2Rs 2,8 = Elias e Eliseu passaram o Jordão a pé enxutos.

[7] Cf. 2Rs 5,1-27 = Eliseu cura do sírio Naamã da lepra.

[8] Cf. 1Rs 17,17-24 = Elias ressuscita o filho da viúva de Sarepta; 2Rs 4,18-37 = Eliseu ressuscita o filho da sunamita.

[9] Cf. 2Rs 1,9-14 = por duas vezes Elias faz descer fogo do céu, que devorou os soldados enviados pelo rei com a finalidade de prenderem o Profeta.

[10] Atualmente tem pouco mais de 1.500 habitantes.

[11] Cefalà Diana é uma localidade da Sicília com 1.032 habitantes (2007).

[12] Caltabellotta é uma cidade da Sicília, Província de Agrigento. Em 2008 tinha pouco mais do que 4.100 habitantes. Suas origens históricas remontam aos tempos antes de Cristo.

[13] Lentini é uma cidade da Sicília, Província de Siracusa. Tem em torno de 24 mil habitantes.

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Beata Maria da Encarnação: “mãe e fundadora do Carmelo na França” https://soucatequista.com.br/beata-maria-da-encarnacao-mae-e-fundadora-do-carmelo-na-franca/ https://soucatequista.com.br/beata-maria-da-encarnacao-mae-e-fundadora-do-carmelo-na-franca/#respond Thu, 18 Apr 2024 12:00:41 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=3497 “Eu cantarei a bondade e o direito.
A ti, ó Javé, farei músicas.
Desejo seguir pelo caminho perfeito: quando virás a mim?”
(Salmo 101, 1-2)

18/04 – Beata Maria da Encarnação

No dia 18 de abril, a Igreja celebrou a Beata Maria da Encarnação (Bárbara Avrillot Acarie), considerada a “mãe e fundadora do Carmelo na França”, porque ajudou a espalhar por toda a França a reforma carmelita de Santa Teresa de Ávila.

Nasceu em Paris, em 1 de fevereiro de 1566, filha do  senhor de Champlatreux, Nicolau Avrillot, e recebeu o nome de Bárbara Avrillot.

Era costume para a nobreza de sua época, confiar a educação de meninas ou adolescentes a congregações religiosas femininas. Bárbara foi confiada na adolescência às Irmãs Menores de Nossa Senhora da Humildade, residentes de Longchamp. Retornou à sua família aos 14 anos. O desejo de fazer-se religiosa não foi autorizado por sua família. Aos 16 anos foi desposada pelo visconde Villemor, Pedro Acarie, homem de moral irrepreensível. Teve seis filhos.

>>> Conheça o Santoral Carmelita

Deu singular exemplo de virtude cristã, de vida de oração e de contemplação, cumprindo fielmente os mandamentos e a vontade de Deus em seu lar, como mãe e esposa, cumprindo todos os deveres cristãos e religiosos, vivendo santamente em sua própria casa, tratando seus funcionários com respeito e caridade, dando provas de como os casais cristãos podem santificar sua vida doméstica. Soube galgar as alturas místicas, embora vivendo em meio aos cuidados e afazeres domésticos.

Trabalhou ativamente para ajudar os necessitados, especialmente no cerco de Paris, em 1590, com a intervenção militar dos espanhóis, no reinado de Henrique IV. Foi dedicada filha da Igreja e participou da ação de oposição contra a heresia protestante que procurava se estender na França. Por essa época, Deus a favoreceu com extraordinárias graças místicas.

O rei Henrique IV baniu seu marido de Paris, após a derrota da Liga à qual pertencia. Essa ingratidão do rei lhe feriu o coração, mas, ela lutou para assegurar que o seu marido fosse reabilitado. Essa luta durou quatro anos, porém, no final desse período, sua família recuperou sua honra e as propriedades foram devolvidas.

>>>Espiritualidade carmelitana: caminho de santidade

A Beata Maria da Encarnação conheceu São Francisco de Sales, que a apreciava muito e a tinha em grande conta e atuou como seu confessor e diretor espiritual. Em 1601, leu os escritos de Santa Teresa de Jesus e passou a desejar, determinadamente, a fazer todo o possível para apresentar a reforma do Carmelo na França. Em 1602, surgiram as primeiras vocações. Ela obteve permissão do rei, e, em 1603, o Papa Clemente VIII autorizou a primeira fundação, que rapidamente foi concretizada.

Da Espanha, em 29 de agosto de 1604, vieram seis carmelitas descalças, incluindo a futura Beata Ana de São Bartolomeu e a futura Venerável Serva de Deus Ana de Jesus. Em 17 de outubro do mesmo ano, em Paris, deu-se início ao modo de vida teresiano no mosteiro recém construído.

Bárbara Avrillot teve a felicidade de ver entrar no Carmelo todas as três filhas e viu a Ordem expandir-se também para Pontoise, Dijon e Amiens, entre 1605 a 1606. Em 1613, seu marido Pedro ficou gravemente doente e morreu depois de nove dias, na paz dos homens justos, assistida pela santa esposa e confortado por uma confirmação celeste de sua salvação eterna.

>>> Já pensou em consagrar sua vida no Carmelo?

Em 7 de abril de 1614, agora livre de qualquer obrigação do mundo, entrou no Carmelo de Amiens como uma simples “irmã conversa” (equivalente quase a uma “serva das irmãs”), de véu branco, com o nome de Maria da Encarnação. Ela viveu sua vida de reclusão, com humildade, trabalhando na cozinha e auxiliando as irmãs doentes. Sofreu especialmente com o modo áspero com o qual era tratada por uma nova Priora advinda de outro Carmelo. Tinha muitos êxtases e visões que a confortaram em sua longa doença. Sofrendo más condições de saúde, foi transferida para o Carmelo de Pontoise em 7 de dezembro de 1616. Após longa e dolorosa doença, entregou sua bela alma a Deus no dia 18 de abril de 1618, aos 52 anos, recitando várias vezes os Salmos 21 e 101. Esse dia era uma Quinta-feira Santa.  Seu corpo repousa na capela do mesmo convento.

Algumas vicissitudes ligadas ao decreto do Papa Urbano VIII atrasaram seu processo de beatificação a qual retomada e só abriu em 1782 e terminou com a cerimônia celebrada pelo Papa Pio VI em 1791.

Fonte: Província Carmelitana Pernambucana

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Há 42 anos morria o Servo de Deus Dom Gabriel Bueno Couto, O.Carm. https://soucatequista.com.br/ha-39-anos-morria-o-servo-de-deus-dom-gabriel-bueno-couto-o-carm/ https://soucatequista.com.br/ha-39-anos-morria-o-servo-de-deus-dom-gabriel-bueno-couto-o-carm/#respond Mon, 11 Mar 2024 17:54:46 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10598 Há 42 anos, em 11 de março de 1982, morria o Servo de Deus D Gabriel Bueno Couto, O.Carm.

Nascido no interior paulista, em Itu, no dia 22 de junho de 1910. Filho de Porsino Camargo Couto e Gabriela Bueno Couto. Recebeu o nome de Paulino. Realizou seus estudos primários no Grupo Escolar “Cesário Mota”.

Em 1923 entrou para o Seminário Arquidiocesano de São Paulo, em Bom Jesus de Pirapora, pela inexistência de um Seminário próprio dos carmelitas. Mais tarde transferiu-se para a Escola Apostólica Carmelita de Itu, então designada como marianato, onde completou os estudos das humanidades.

Em 1927 fez o nociado no convento do Rio de Janeiro, assumindo o nome de Frei Gabriel e professando os votos religiosos em 30 de dezembro de 1928, na chamada Província do Rio de Janeiro. Nesse convento também cursou o primeiro ano de filosofia. O segundo ano do mesmo curso o fez no novo convento de São Paulo, para onde foram transferidos os estudos superiores no inicio de 1930.

Chega a Roma no dia 7 de outubro de 1930. No período de 1930 a 1935, perfaz o curso de quatro anos de teologia no Studium Generale e aí obtém o leitorado em 1934. Diplomou-se em biblioteconomia pela Biblioteca Vaticana. Emitiu sua profissão solene na Ordem em 1931. É ordenado presbítero em 9 de julho de 1933. Inscreve-se na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Gregoriana – Roma em 1934. Defende tese de doutorado em 1936. Celebra sua primeira missa solene no Brasil na matriz da Candelária de Itu a 24 de novembro de 1937.

Entre suas missões, desempenhou:

  • Professor na Faculdade Teológica do Studium Generale de 1938 a 1939;
  • Professor também de filosofia no Instituto Pio XI, de propriedade da Ordem;
  • Mestre (formador) dos estudantes por vários anos a partir de 1938;
  • Vigário Prior do Colégio de 4 de novembro de 1943 a 1946;
  • Assistente Geral da Ordem de 1946 até 1947, quando foi nomeado bispo titular de Leuce na Tracia, precisamente no dia 26 de outubro.

Sua ordenação episcopal aconteceu em 15 de dezembro do mesmo ano na Igreja da Traspontina em Roma. Foi nomeado bispo-auxiliar de Jaboticabal (SP) e assumiu o cargo em 15 de fevereiro de 1947. Em 1948 constituiu o mosteiro “Flos Carmeli”, dedicado à vida contemplativa, com religiosas carmelitas provindas da Holanda. É designado bispo-auxiliar de Curitiba, no ano de 1954, a pedido de D. Manuel d’Elboux, função esta que não pôde exercer em razão da precariedade de saúde, isto é, tuberculose pulmonar.

Transferido como bispo-auxilliar para Taubaté (1956), quando esteve internado no Sanatório das Pequenas Irmãs de Maria Imaculada para tratamento de saúde, em São José dos Campos e designado para bispo-auxiliar da arquidiocese de São Paulo em 1965. Ocupou o cargo de Capelão Geral da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Pároco da paróquia universitária do Coração Imaculado de Maria, criada , em 1965, pelo cardeal arcebispo de São Paulo D. Agnello Rossi .

No dia 21 de novembro de 1966 foi nomeado primeiro bispo titular de Jundiaí. Foi um dos redatores finais, em 1972, do documento dos bispos “Testemunho da paz” contra as prisões políticas e as torturas. À frente da diocese de Jundiaí veio a falecer em 11 de março de 1982.

O processo de canonização foi aberto e Dom Gabriel Bueno Couto, reconhecido como Servo de Deus.

(Cf. Antonio Silvio da Costa Junior, “Bueno Couto, Gabriele Paolino, servo di Dio, vescovo O. Carm., 1910-1982”, in Dizionario Carmelitano, a cura di E. Boaga, O.Carm. e L. Borriello, OCD, Roma, 2008, 110). N.B. foram acrescentados ulteriores dados à biografia.

De 10 a 17 de março, a Igreja do Carmo, em Itu, celebra a 30ª Semana Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. 

 

 

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Dia de Todos os Santos Carmelitas: “Felizes aqueles que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática” https://soucatequista.com.br/dia-de-todos-os-santos-carmelitas-felizes-aqueles-que-escutam-a-palavra-de-deus-e-a-poem-em-pratica-2/ https://soucatequista.com.br/dia-de-todos-os-santos-carmelitas-felizes-aqueles-que-escutam-a-palavra-de-deus-e-a-poem-em-pratica-2/#respond Tue, 14 Nov 2023 11:01:00 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=1617 “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”

Hoje é um dia muito especial para a Ordem do Carmo: Dia de Todos os Santos Carmelitas. Os Santos do Carmelo constituem uma grande multidão de irmãos que consagraram a sua vida a Deus, seguindo os ensinamentos do Seu filho e imitando a sua vida, se entregaram ao serviço da Virgem Maria, na oração, na abnegação evangélica, no amor aos irmãos, a ponto de alguns terem derramado o seu sangue.

Eremitas do Monte Carmelo, mendicantes da Idade Média, mestres e pregadores, missionários e mártires, religiosas que enriquecem o Povo de Deus com a misteriosa fecundidade de sua vida contemplativa, apostólica e docente, leigos que na vida souberam encarnar o espírito da Ordem: esta é a grande Família Carmelita que, enquanto peregrina, se dedicou à prática assídua da oração, e que, tendo terminado a sua prova no estádio deste mundo, e tendo-nos deixado o seu exemplo, agora celebra a Liturgia Celeste.

Unidos a toda esta grande Família, e na esperança de virmos associar-nos a ela, celebramos e antegozamos, por meio desta festa, as alegrias eternas dos Santos, que Deus conduziu ao seu Monte Santo, para os introduzir na sua casa de Oração.

O exemplo e a intercessão destas almas de oração é para nós um estímulo a vivermos a nossa vocação carmelita no obséquio de Jesus Cristo e na imitação da nossa Rainha e Mãe, Flor do Carmelo, Padroeira e Esperança de todos os Carmelitas.

>>> Seja um Carmelita

Hino

Oh! Carmelo glorioso, geração ilustre e santa! Partilhando do teu gozo, nossa alma exulta e canta.

Quem os pode enumerar, estes que em tuas fileira quiseram a vida dar em trabalhos e canseiras?!

Solitários Eremitas, Papas, Bispos e Doutores, Santas Virgens Carmelitas, Mártires e Confessores.

Em Maria, Fonte virgem, a quem sempre veneraram, beberam, desde a origem, O espírito, que nos legaram.

Receba Deus toda a glória por Jesus Cristo Senhor, que nos Santos dá a vitória na perfeição do Amor.

 

Fonte: Liturgia das Horas

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Santidade na catequese: o que falar? https://soucatequista.com.br/santidade-na-catequese-o-que-falar/ https://soucatequista.com.br/santidade-na-catequese-o-que-falar/#respond Sat, 29 Apr 2023 21:09:52 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=117241 Ao longo da história da Igreja e do Cristianismo, sempre houve seguidores de Cristo, tanto homens quanto mulheres. A liturgia frequentemente apresenta esses indivíduos santos, exibindo suas figuras no calendário litúrgico em seus respectivos dias de celebração. Os santos são exemplos de vida a serem seguidos e também uma presença importante na liturgia. Portanto, é essencial abordá-los durante a catequese.

De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (957), veneramos a memória dos santos não apenas por causa de seus exemplos, mas também para que a união de toda a Igreja no Espírito aumente através do exercício da caridade fraterna. Assim como a comunhão entre os cristãos peregrinos nos aproxima de Cristo, a comunhão com os santos nos une a Ele, de quem toda a graça e a própria vida do povo de Deus emanam.

Já foi mencionada a importância do exemplo dado pelo catequista para servir de inspiração para aqueles que o acompanham. No entanto, é inviável exigir perfeição de algo que é imperfeito por natureza. Os exemplos dos santos da Igreja são uma maneira valiosa de transmitir os ensinamentos de Cristo através de exemplos reais de homens e mulheres que enfrentaram tantas dificuldades (ou até mais) do que cada um de nós. Ao apresentar esses exemplos de forma clara durante os encontros, os catequizandos percebem a importância de pertencer à Igreja.

Como disse o Papa João Paulo II, um catecismo deve apresentar de maneira fiel e orgânica o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja, do Magistério autêntico e da herança espiritual dos Padres, Santos e Santas da Igreja para melhor compreender o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus. Portanto, devemos primeiro ser exemplos de cristãos como catequistas. No entanto, cientes de nossas próprias limitações, devemos saber que a Igreja apresenta diversos exemplos de homens e mulheres que representam a graça da santidade, cada um à sua maneira, e suas memórias são guardadas e transmitidas pela Igreja.

Viver os ensinamentos de Cristo é essencial. Por exemplo, ao discutir pequenos atos de amor, podemos citar a Santa Teresa de Calcutá: “Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz”. Ou ao falar sobre serviço, podemos citar Santo Inácio de Loyola: “Em tudo amar e servir”. Esses dois exemplos não são representados apenas pelas frases citadas, mas suas próprias vidas são resultados da prática desses ensinamentos. Esse é o preceito sobre o qual devemos falar dos santos: viver verdadeiramente os ensinamentos de Cristo.

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Dia de Todos os Santos https://soucatequista.com.br/dia-de-todos-os-santos/ https://soucatequista.com.br/dia-de-todos-os-santos/#respond Mon, 01 Nov 2021 10:22:57 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9921 É dia de todos os Santos!

Você saberia me dizer quem são os santos?

Homens e mulheres que viveram antes de nós. Durante a própria existência, assumiram a Palavra do Senhor e a imitação de Cristo, passaram sobre a terra fazendo o bem. Lembre-se de que não há santidade sem uma autêntica encarnação da palavra de Jesus Cristo.

Todo homem e mulher possui em si a vocação ao bem, ao amor. Todos nós somos chamados à manifestação do amor do Pai para os outros. Ou seja, a humanidade é o jardim de Deus neste mundo. Mas, para isso, temos que viver as palavras do divino Mestre. Lembremos João 15,1-5: “Permanecei em mim e eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito, pois sem mim, NADA podeis fazer”.

Fique com Deus, tenha minha benção e muita determinação na vivência dos ensinamentos de Jesus. E quanto mais vivermos os seus ensinamentos a alegria verdadeira é gestada em nós.

Frei Rothmans Campos, O.Carm.

 

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Conheça a história de santos que arriscaram a vida junto aos doentes durante pragas e epidemias https://soucatequista.com.br/conheca-a-historia-de-santos-que-arriscaram-a-vida-junto-aos-doentes-durante-pragas-e-epidemias/ https://soucatequista.com.br/conheca-a-historia-de-santos-que-arriscaram-a-vida-junto-aos-doentes-durante-pragas-e-epidemias/#respond Tue, 16 Mar 2021 12:33:27 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=10618 Com a situação sanitária brasileira passando por um de seus piores momentos e a orientação para que as pessoas permaneçam, o máximo, possível, em isolamento social, recordamos que, ao longo da história, homens e mulheres viveram realidades parecidas e foram vítimas de pragas e epidemias.

Foi o caso de muitos santos e santas da Igreja Católica. Durante a praga de Cipriano do século III (famosa por matar mais de 5 mil pessoas por dia em Roma), os cristãos foram vistos correndo em direção aos pacientes, ansiosos para cuidar deles a qualquer custo, mesmo arriscando suas próprias vidas.

Em Alexandria (onde dois terços da população morreu), São Dionísio escreveu sobre os cristãos: “indiferentes ao perigo, eles cuidavam dos doentes, atendendo a todas as suas necessidades.”

Assim, muitos cristãos morreram cuidando dos enfermos em Alexandria que o grupo de heróis sem nome recebeu um dia de festa (28 de fevereiro). E eles são venerados até hoje como mártires.

Recordemos alguns destes santos e peçamos a eles que tenhamos bom senso e fé para enfrentarmos esse momento tão difícil.

SÃO ROQUE

(1295-1327)
Partindo da França, embarcou em uma peregrinação a Roma aos 20 anos, rezando durante todo o caminho. Quando ele chegou à Itália, descobriu um país devastado pela peste. Roque começou a cuidar dos doentes que encontrou (muitas vezes curando-os milagrosamente) até que ele próprio contraiu a doença. Sem conhecer ninguém, Roque se arrastou até uma floresta para morrer, mas um cachorro local trouxe comida e lambeu suas feridas até Roque se recuperar.

SÃO CARLOS BORROMEO (1538-1584)

Era cardeal quando a fome e a praga atingiram Milão. Embora a maioria dos nobres tenha fugido da cidade, o cardeal Borromeo organizou os religiosos que restavam para alimentar e cuidar dos famintos e doentes. Eles alimentavam mais de 60.000 pessoas por dia, em uma iniciativa custeada totalmente pelo cardeal, que se endividou para alimentar os famintos. Ele também visitava pessoalmente os que sofriam da epidemia e lavava suas feridas. Apesar de estar na linha de frente junto aos doentes, o bom cardeal foi poupado, tendo vivido outros seis anos depois do que seria chamada de “a Praga de São Carlos”.

SANTO HENRIQUE MORSE (1595-1645)
Nasceu protestante inglês, mas tornou-se sacerdote jesuíta e retornou à Inglaterra para servir secretamente. Grande parte de seu trabalho consistiu em servir às vítimas da peste, tanto no surto de 1624 como (depois que ele foi banido da Inglaterra, mas retornou secretamente) em 1635. Em 1635-1636, Morse contraiu a praga três vezes, mas se recuperou em todas. Quando ele foi capturado mais tarde, seu trabalho com as vítimas da grande peste foi reconhecido e ele foi libertado. Mas na segunda vez que ele foi capturado, não houve clemência, e Morse foi martirizado.

SANTA VIRGINIA CENTURIONE BRACELLI (1587-1651)
Era uma viúva rica quando eclodiu uma praga em Gênova. Ela abrigou muitos doentes em sua casa; ficando sem espaço, alugou um convento vago e construiu mais moradias. Embora a peste tenha terminado, o hospital de Virginia continuou atendendo centenas de pessoas doentes, e a ordem religiosa que Virginia fundou no meio de tudo isso continua até hoje.


BEM-AVENTURADO PETER DONDERS (1809-1887)
Foi um padre redentorista holandês que serviu no Suriname por 45 anos. Ele lutou pelos direitos das pessoas escravizadas, evangelizou os indígenas e cuidou dos doentes durante uma epidemia. Ele passou suas últimas três décadas de vida servindo em uma colônia de leprosos e advogando junto às autoridades para obter melhores cuidados para seu povo.

SÃO JOSÉ BROCHERO (1840-1914)
Foi um padre argentino. Imediatamente após sua ordenação, pe. José cuidou dos doentes durante uma epidemia de cólera e saiu ileso. Então, para servir seus paroquianos, ele construiu 250 quilômetros de estradas e conectou sua paróquia com serviços de correio, telégrafo e uma linha ferroviária. No final de sua vida, ele contraiu hanseníase e começou a ficar cego. Ele passou mais de 40 anos servindo como padre, enfermeiro, carpinteiro e trabalhador da construção civil.


SANTA MARIANNE COPE (1838-1918)
Atendeu ao chamado do rei do Havaí para trazer suas irmãs ao Havaí e servir os leprosos ao lado de São Damião de Molokai. Embora muitos temessem que a doença fosse extremamente contagiosa, Marianne garantiu às irmãs que nenhuma delas a contrairia. Por meio de rígidas práticas de higiene e muita disciplina, as Irmãs trabalharam com os leprosos de Molokai por quase um século, sem que nenhuma delas contraísse a terrível doença.

Com informações do site Aleteia

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“Quanto mais alguém está imerso em Deus tanto mais deve sair de si” https://soucatequista.com.br/santa-teresa-benedita-da-cruz-quanto-mais-alguem-esta-imerso-em-deus-tanto-mais-deve-sair-de-si/ https://soucatequista.com.br/santa-teresa-benedita-da-cruz-quanto-mais-alguem-esta-imerso-em-deus-tanto-mais-deve-sair-de-si/#respond Fri, 09 Aug 2019 12:17:33 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=4853  

09 de agosto
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Celebramos hj o dia de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), ela assumiu a “ciência da cruz” até às suas últimas consequências. Mulher santa que até o fim rezou, sofreu e morreu por amor.
Santa Edith Stein, rogai por nós!

Santa Edith Stein nasceu a 12 de outubro de 1891, no seio de uma família de judeus. A cidade que a viu nascer chama-se Breslau, na Alemanha. Apaixonadíssima pela busca e conhecimento da verdade, procurou-a com toda a força da sua alma, desde a sua juventude. Não encontrou a verdade, nem na religião judaica nem na filosofia que entretanto estudou e ensinou como professora na Universidade de Gottingen. Um dia, encontrando o Livro da Vida, escrito por Santa Teresa de Jesus, exclamou entusiasmada: «Esta é a verdade!», e não parou de ler enquanto não terminou o livro.

Batizou-se em 1922, tomando o nome de Teresa. Em 1933 entrou no Carmelo da Cidade de Colónia, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz; pois, como dizia, foi Santa Teresa quem a despertou para a Verdade e, em S. João da Cruz encontrou a perfeita vivência do mistério da Paixão, a razão do seu viver. Imitando-o tomou o nome da Cruz. Ofereceu-se como vítima de Deus, pelo seu povo e pela paz.

Antes de ingressar no Carmelo, algumas pessoas influentes tentaram demovê-la da sua decisão, dizendo-lhe que era mais útil na Universidade que no convento. Ao que Edith Stein respondeu dizendo: «Não é a atividade humana que nos há-de salvar, mas a Paixão de Cristo. Tomar parte nela é a minha aspiração». E depois de se ter tornado carmelita acrescentou: «A oração e o sacrifício valem muito mais do que se possa pensar… Por toda e qualquer oração, mesmo pela mais pequenina, acontece algo na Igreja… Aprendamos a servir-nos da oração, para que à hora, de cada dia, fazermos uma obra de eternidade».

A perseguição antissemita punha a sua vida em perigo. Os superiores decidiram, por isso, que deixasse a Alemanha, e transferiram-na para um Carmelo na Holanda. Foi-lhe muito difícil abandonar o Carmelo de Colónia onde entrara na Festa de Santa Teresa, a 15 de Outubro de 1933. Acerca do Carmelo escreveu dizendo: «É o santuário mais íntimo que a Igreja tem. Sempre me pareceu que Deus me tinha reservado, no Carmelo, alguma coisa que em nenhuma outra parte do mundo me poderia dar».

Após a invasão da Holanda por Hitler, a terrível polícia SS foi arrancá-la à clausura do Carmelo. A Irmã Teresa da Cruz saudou os polícias com a saudação cristã «Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo», porque como disse, estava convencida que com «aquela saudação não saudava a polícia alemã, antes os representantes daquela luta antiga entre Cristo e o Demónio». No dia 9 de Agosto de 1942, foi conduzida à câmara de gás, repetindo pela última vez o que já deixara escrito antes: «Não sou nada e nada valho, mas… quero oferecer-me ao Coração de Jesus como vítima pela verdadeira paz. Que seja derrubado o poder do Anticristo e a ordem se volte a estabelecer». Diante da morte soube manter-se serena até ser acolhida pelas mãos de Deus, das quais deixou dito: «Aquelas mãos dão e pedem ao mesmo tempo. Vós sábios, deponde a vossa sabedoria e tornai-nos simples como crianças. Segui-me porque é preciso decidir entre a luz e as trevas». Morreu no campo de concentração de Aushwitz, repetindo a sua doação como vitima pela paz e pelo seu povo de Israel.

Mulher de singular inteligência e cultura, afamada professora universitária de Filosofia, deixou-nos numerosos escritos de elevada doutrina e profunda espiritualidade. O centro da sua vida e da sua contemplação na oração, pode comprovar-se pelos seus escritos, era o mesmo de S. João da Cruz: o mistério grandioso de Cristo Crucificado.

 

Frases de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)

Quanto mais alguém está imerso em Deus tanto mais deve sair de si, isto é, ir para o mundo a fim de levar a este a vida divina.

Quanto mais é elevado o grau de união amorosa ao qual Deus destina a alma, tanto mais profunda e persistente deverá ser a sua purificação.

A atividade humana não nos pode ajudar, mas unicamente a Paixão de Cristo. O meu desejo é participar nela.

A Igreja é inabalável justamente porque une a absoluta defesa da verdade eterna a uma inigualável elasticidade em adaptar-se às situações e exigências de cada tempo.

Nenhuma obra espiritual vem ao mundo sem grandes sofrimentos. Ela desafia sempre o homem inteiro.

O lugar de cada um de nós depende unicamente da nossa vocação. A vocação não se encontra simplesmente depois de ter refletido e examinado os vários caminhos: é uma resposta que se obtém com a oração.

Quanto mais escuridão se faz ao nosso redor, mais devemos abrir o coração à luz que vem do alto.

Quem pertence a Cristo, deve viver a vida inteira de Cristo, deve atingir a maturidade de Cristo, deve, finalmente, abraçar a cruz, encaminhar-se para o Getsémani e o Gólgota.

A essência mais íntima do amor é a doação. Deus, que é amor, dá-se à criatura que Ele mesmo criou por amor.

O Senhor está presente no tabernáculo com divindade e humanidade. Ele está ali, não para si mesmo, mas para nós: porque a sua alegria consiste em estar com os homens. E porque sabe que nós, como somos, temos necessidade da sua proximidade pessoal. A consequência, para quantos pensam e sentem normalmente, é sentir-se atraídos e de parar ali de vez em quando, na medida em que lhes for possível.

Fonte: Ordem do Carmo em Portugal

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