São José de Anchieta – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Wed, 09 Jun 2021 14:22:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png São José de Anchieta – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 São José de Anchieta: o Apóstolo do Brasil https://soucatequista.com.br/sao-jose-de-anchieta-o-apostolo-do-brasil/ https://soucatequista.com.br/sao-jose-de-anchieta-o-apostolo-do-brasil/#respond Wed, 09 Jun 2021 14:22:50 +0000 https://carmelitas.org.br/?p=11674 Nascido nas Ilhas Canárias, pertencente a uma grande família de 12 irmãos, o santo de hoje viveu no século XVI. Por motivos de estudo, foi enviado para Coimbra, Portugal, local onde teve o primeiro contato com a Companhia de Jesus e com o testemunho de São Francisco Xavier.

Muitas coisas o levaram a discernir seu chamado à vida religiosa, e aos 17 anos, diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele fazia o seu compromisso de abandonar tudo e servir a Deus. Anchieta entrou na Companhia de Jesus, em 1551, onde fez um noviciado exigente, e, mesmo com a saúde frágil, fez os seus votos de castidade, pobreza e obediência em 1553.

Neste mesmo ano, foi enviado para o Brasil, e chegando na Terra de Santa Cruz ele pôde evangelizar. Ainda não era sacerdote. Estudava Filosofia, Teologia, e sempre evangelizando, dando aulas, indo ao encontro dos indígenas. Respeitava a cultura do povo, conheceu a língua Tupi-Guarani para melhor evangelizar. Homem fiel à santa doutrina, à sua congregação e, acima de tudo, fiel ao Espírito Santo. Esteve em diversos lugares do Brasil, como São Paulo, Rio de janeiro, Espírito Santo, Bahia etc. Consumia-se na missão.

José de Anchieta é um modelo para todos os tempos, para uma nova evangelização no poder do Espírito Santo e com profundo respeito a quem nos acolhe, a quem é chamado também a ser inteiro de Jesus.

Considerado o “Apóstolo do Brasil”, José de Anchieta foi beatificado, em 22 de junho de 1980, pelo Papa João Paulo II; e no dia 3 de abril de 2014, foi declarado santo por intermédio de um decreto assinado pelo Papa Francisco.

São José de Anchieta, rogai por nós!

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São José de Anchieta, padroeiro dos Catequistas https://soucatequista.com.br/sao-jose-de-anchieta-padroeiro-dos-catequistas/ https://soucatequista.com.br/sao-jose-de-anchieta-padroeiro-dos-catequistas/#respond Sun, 09 Jun 2019 10:00:30 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=86337 Apesar de ter nascido na Ilha de Tenerife, no arquipélago das Canárias, na Espanha, padre José de Anchieta ficou conhecido como o “apóstolo do Brasil” por sua atuação no País. Chegou ao Brasil em julho de 1553, com outros seis jesuítas e, em menos de um ano, dominava o tupi com perfeição . Ao longo dos 43 anos em que viveu no Brasil, participou da fundação  de escolas, cidades e igrejas.

Anchieta não só trabalhou como catequista, mas também tornou-se dramaturgo, poeta, gramático, linguista e historiador. Vale ressaltar que foi o autor da primeira gramática brasileira.

Em janeiro de 1554, participou da missa de inauguração do Colégio de São Paulo de Piratininga, hoje Pateo do Collegio, local que deu origem à cidade de São Paulo.

Entre as características marcantes da atuação de Anchieta estão a disseminação dos preceitos cristãos utilizando particularidades locais e, assim como os demais jesuítas, a oposição ferrenha aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os indígenas.

Em 1563, com o apoio dos franceses, a tribo dos Tamoios rebelou-se contra a colonização portuguesa. Anchieta e Pe. Manuel da Nóbrega, chefe da primeira missão jesuíta no Brasil, viajaram à aldeia de Iperoig (atual cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo) visando conter a revolta. Anchieta ofereceu-se como refém, enquanto Manuel da Nóbrega partiu para negociar a paz. Durante o cativeiro, que durou cinco meses, Anchieta fez, então, uma promessa a Nossa Senhora: dedicaria o mais belo poema em sua homenagem se conseguisse sair casto do cativeiro (era costume entre os índios oferecer mulheres aos prisioneiros antes de sua morte). Com versos escritos na areia, ele deu vida ao Poema à Virgem.

Em 1566, Anchieta foi ordenado sacerdote. Três anos depois, fundou o povoado de Reritiba, atual Anchieta, no Espírito Santo. E, em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu até 1585. Em 1595, Anchieta retirou-se para Reritiba, onde permaneceu até seu falecimento, aos 63 anos de idade, em 9 de junho de 1597.

A assinatura do decreto de canonização do Apóstolo do Brasil ocorreu 417 anos depois de sua morte, no dia 24 de abril de 2014, pelo papa Francisco, em Roma. No relatório final dos postuladores sobre a vida do jesuíta, um documento de 488 páginas, há o registro de 5.350 histórias de pessoas que alcançaram graças rezando a José de Anchieta.

Anchieta é um modelo de catequista e evangelizador, pois fez uma catequese levando em conta a cultura(o jeito de ser e viver) das pessoas. Escreveu teatro, poemas, que eram usados para transmitir a fé aos habitantes desse país. Foi canonizado pelo Papa Francisco em 03 de abril de 2014.

Foi declarado em setembro de 2014, Padroeiro dos catequistas do Brasil pela Congregação para o culto Divino e a Disciplina dos sacramentos da Santa Sé.

Via Catequese Hoje

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Anchieta, na palavra dos Papas https://soucatequista.com.br/anchieta-na-palavra-dos-papas/ https://soucatequista.com.br/anchieta-na-palavra-dos-papas/#respond Thu, 10 Apr 2014 12:29:31 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=40687 topicA canonização de São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, tem enorme significado para a Igreja de São Paulo e do Brasil. Não se trata apenas da proclamação de mais um santo, mas da valorização de toda uma história, da confirmação de um serviço prestado ao Evangelho e da sinalização de um caminho para a Igreja percorrer.

Nascemos de um trabalho missionário e continuamos a ser uma Igreja missionária. E precisamos sê-lo, mais do que nunca! Os “sinais dos tempos”, ao nosso redor estão a pedir a renovação da consciência, da parte de toda a comunidade eclesial, de que somos um povo em estado permanente de missão e precisamos de uma nova atitude missionária.

Os documentos recentes da Igreja, em vários níveis, explicitam esta urgência. E isso está em plena coerência com o mandato que os apóstolos receberam do próprio Cristo no início da vida da Igreja: “ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a todos os povos”.

O papa Francisco destacou ainda mais, o significado missionário de São José de Anchieta ao proclamá-lo “santo”, junto com dois outros missionários, que atuaram na América do Norte: São Francisco de Laval, primeiro bispo do Quebec (1623-1708), e Santa Maria da Encarnação, religiosa ursulina (1599-1672); ambos nasceram na França e dedicaram sua vida como missionários no Canadá.

Outros papas também destacaram o significado missionário de Anchieta. Na missa do Campo de Marte, em São Paulo (03.07.1980), durante sua primeira visita ao Brasil, João Paulo II referiu-se à “figura fascinante” (de Anchieta), tão ligada à história religiosa e civil do Brasil, que “veio ao Brasil para anunciar Jesus Cristo e difundir o Evangelho. Veio com o único objetivo de levar os homens a Cristo”. E recordou trechos de cartas escritas por Anchieta aos seus Superiores sobre os trabalhos missionários desempenhados.

“Salvar as almas para a glória de Deus, este era o objetivo de sua vida”, continua ainda o Papa. “Isso explica a prodigiosa atividade de Anchieta ao procurar novas formas de atividade apostólica, que o levavam a fazer-se tudo para todos; a fazer-se servo de todos, para ganhar o maior número possível de homens para Cristo” (cf 1Cor 9,19-22).

Bento XVI, ao falar aos Bispos da Amazônia em visita “ad Limina” (04.10.2010), apresentou a figura de Anchieta como “modelo de incansável e generosíssima atividade apostólica (…) promovendo a difusão da Palavra de Deus tanto entre os indígenas como entre os portugueses (…). Isso pode servir de exemplo para ajudar as vossas Igrejas particulares a encontrar os caminhos para promover a formação dos discípulos missionários no espírito da Conferência de Aparecida”.

O mesmo Papa, na sua Mensagem (18.10.2012), para a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro apresentou Anchieta como “modelo para a juventude“, pela contribuição generosa que deu, sendo ainda muito jovem, para o anúncio do Reino de Deus e o desenvolvimento deste mundo.

No encerramento da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro (28.07.2013), no envio dos jovens em missão, o papa Francisco convidou-os a imitarem o exemplo de Anchieta: “A Igreja tem necessidade de vocês, do seu entusiasmo, da sua criatividade e alegria. Um grande apóstolo do Brasil, o Beato José de Anchieta, partiu em misão quando tinha apenas 19 anos de idade. Sabem vocês, que o melhor evangelizador dos jovens é um outro jovem? Este é o caminho que todos vocês devem percorrer.”

Conhecer e valorizar a vida e a ação missionária de São José de Anchieta ajudará, certamente, a recobrar a identidade missionária de nossa Igreja e a buscar caminhos e meios para melhor concretizar esta missão no contexto sempre novo em que a Igreja se encontra.

Por Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer – Artigo publicado no Jornal O São Paulo, Ed. 2997 – de 8 a 14 de abril de 2014

(Arquidiocese de São Paulo)

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