São Tomás de Aquino – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Fri, 20 Jun 2014 14:06:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png São Tomás de Aquino – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 A Eucaristia é realmente algo além de pão e vinho? https://soucatequista.com.br/a-eucaristia-e-realmente-algo-alem-de-pao-e-vinho/ https://soucatequista.com.br/a-eucaristia-e-realmente-algo-alem-de-pao-e-vinho/#respond Fri, 20 Jun 2014 14:06:38 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42933 topicNa Eucaristia, Jesus está presente com seu corpo, sangue, alma e divindade. Depois da consagração do sacerdote, ainda que o pão e o vinho mantenham a mesma aparência, sua substância muda. O fiel que se alimenta do “Pão da Vida” é profundamente transformado por Deus.

A Eucaristia é o próprio Cristo. Seu corpo, sangue, alma e divindade se encontram plenamente no pão e no vinho consagrados.

A Eucaristia é o próprio Cristo. Quando o sacerdote invoca o Espírito Santo e repete as palavras de Jesus na Última Ceia: “Este é o meu corpo que será entregue por vós” (e o mesmo com o cálice), nesse preciso momento, o pão se converte no corpo de Cristo e o vinho, em seu sangue, mas sem modificar a figura, a cor, o cheiro ou o sabor nem do pão, nem do vinho. A substância do pão se converte na substância do corpo de Cristo; a do vinho, na do sangue de Cristo.

Mas é somente a substância que muda (a realidade mais profunda), não a aparência: a Eucaristia continua mostrando as características do pão e do vinho, e não as do corpo humano. Por isso, mais uma vez, a presença de Deus está velada e não é conhecida pelos sentidos, mas somente pela fé, segundo destaca o Catecismo da Igreja Católica, citando São Tomás de Aquino.

Esta discreta, mas poderosa presença inspirou grandes obras de arte, surpreendendo milhões de pessoas nos últimos dois mil anos, da Última Ceia de Jesus com seus discípulos, antes da sua morte e ressurreição. O ex-ministro protestante americano Scott Hahn, convertido ao catolicismo, expressa assim a sua descoberta: “Enquanto eu via o sacerdote levantar a hóstia branca, senti que surgia do meu coração uma oração, como um sussurro: ‘Meu Senhor e meu Deus. Realmente és Tu!’”.

Jesus Cristo vivo e glorioso está presente hoje no mundo de diversas maneiras: em sua Palavra, na oração da sua Igreja, “onde dois ou mais estiverem reunidos no meu nome” (Mt 18, 20), nos pobres, nos doentes, nos presos, nos sacramentos, na Missa, no sacerdote. Mas sobretudo, substancialmente, está presente sob as formas físicas do pão de trigo e do vinho da videira, consagrados.

A presença de Cristo é real, não aparente. O próprio Jesus disse isso e a Igreja Católica o confirmou sempre, consciente da importância crucial desta verdade de fé.

Parece escandaloso reconhecer que Deus está em um pedaço de pão e que nós nos alimentemos dele. De fato, quando Jesus anunciou isso, muitos o abandonaram. E ao longo da história do cristianismo, o questionamento da presença real de Cristo na Eucaristia suscitou numerosas heresias e divisões. Apesar de tudo, Jesus e a Igreja Católica a mantiveram como elemento central. “Minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida”, reafirma Jesus no capítulo 6 do Evangelho de São João; Cristo está na Eucaristia “de maneira verdadeira, real e substancial”, declara o Concílio de Trento no século XVI, rejeitando a ideia de que o sacramento seria somente um símbolo ou um sinal de um corpo ausente.

O corpo de Jesus presente nos altares, custódias e sacrários é adorado por milhões de pessoas como “verdadeiro” (verum corpus), com belíssimos hinos de grandes poetas e compositores, para diferenciá-lo de um corpo só “aparente” e também do corpo “místico”, que é a Igreja.

Por meio da sua presença real, única e misteriosa sob a aparência do pão, Jesus cumpre, de modo supremo, a sua promessa de estar conosco sempre, como afirma no final do Evangelho de Mateus.

No pão consagrado, Cristo se entrega à pessoa humana como alimento que transforma a existência e antecipa a vida em Deus e com Deus.

Assim como o grão de trigo é enterrado e se desfaz para que depois cresça uma nova espiga, com a qual se fará o pão, Jesus se entrega totalmente para que a nova vida, eterna, chegue a cada pessoa. Ele o fez em Jerusalém por volta do ano 30 e o renova em cada consagração do pão. É um dom total de amor, um sacrifício para inaugurar a passagem da morte à vida.

Graças a isso, a Eucaristia é, em palavras de Bento XVI, “o grande e permanente encontro de Deus com os homens, no qual o Senhor se entrega como ‘carne’, para que nele, e na participação em seu caminho, nós nos convertamos em espírito”. Da mesma maneira que Ele, por meio da cruz, se transformou em uma nova forma de corporeidade e humanidade que se compenetra com a natureza de Deus, esse alimento deve ser para nós uma abertura da existência, um passo através da cruz e uma antecipação da nova existência, da vida em Deus e com Deus.

Salvos de suas quedas cotidianas e unidos em comunhão, os que se alimentam do único “pão da vida” são eternamente o próprio Corpo de Cristo. Assim, a presença real de Cristo na Eucaristia antecipa a presença divina definitiva, da qual desfrutarão após a morte física, ao passar ao Pai.

Por Aleteia

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O que fazer para educar bem? https://soucatequista.com.br/o-que-fazer-para-educar-bem/ https://soucatequista.com.br/o-que-fazer-para-educar-bem/#respond Fri, 16 May 2014 12:03:34 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=41956 socialTodos nós estamos chamamos a ser pastores. Todos nós temos a missão de acompanhar alguém em nossa vida. Somos pais de família, pais e mães espirituais, professores, educadores, chefes em nossas profissões, assumimos algum cargo, alguma tarefa na paróquia etc.

Todos nós, em algum momento da vida, seremos pastores e guiaremos outros. E precisaremos assumir o papel de pai ou mãe. Teremos de educar, acolher, acariciar, abrir horizontes, carregar o mais fraco, servir, perguntar-nos sobre o que há no coração daqueles a quem amamos.

Nossa tarefa será refletir, com nossa vida, com nosso amor, o rosto paternal de Deus. Observaremos o Bom Pastor para seguir seus passos. Por isso, jamais deixaremos buscar educar a nós mesmos, para poder assim educar melhor.

Tentaremos ser dóceis a Deus, para que Deus torne nossa entrega fecunda. Parece simples quando se escreve, mas não é.

Percebemos nossas fraquezas, palpamos nossas feridas, sentimos a fragilidade em nossa vida.

Falta-nos humildade para colocar-nos em segundo plano. Falta-nos paixão para educar com amor, não só com ideias. Falta-nos liberdade, para não exigir fidelidade e só dar sem esperar nada.

Falta-nos generosidade para não querer estar no centro, buscando o aplauso. Falta-nos paciência, para não esperar que a vida cresça com força e rapidamente. Falta-nos alegria, para não nos desesperarmos quando a vida não for como gostaríamos.

Ainda não aceitamos que a vida sempre cresce lentamente, de dentro para fora. A vida verdadeira tem seus tempos, seus prazos. Não podemos forçar a vida, esperado que perdure no tempo.

A natureza é sábia e cresce lentamente Os processos da alma exigem tempo. Tudo cresce no ritmo de Deus, do interior para o exterior.

Não educamos com moldes, mas com a vida. A partir da natureza daquele que Deus nos confiou. Este processo exige paciência, tempo. Sobretudo, exige muito amor. Porque o amor é o que transforma.

Como dizia São Tomás de Aquino: “Nós não somos bons porque amamos Deus, mas é Ele que, ao amar-nos, nos torna bons”. O amor é assim: transforma, educa, extrai o melhor de nós.

Ao amar-nos, Deus nos torna melhores. Ele se comove, como o pastor diante da ovelha perdida. Ele se comove diante da nossa fragilidade.

Santa Teresinha disse que “o que agrada Deus não são meus desejos de ser mártir, mas meu amor à minha pequenez e à minha pobreza, e que confie cegamente em sua misericórdia. O simples desejo de recebê-lo é suficiente, mas é necessário consentir em permanecer sempre pobre e sem força – e aí está a dificuldade”.

É assim como o Pastor nos ama. Ele não procura o lobo, porque o lobo não se deixa amar a partir do seu poder; o lobo se sente forte e acha que não precisa do Pastor; foge dele, não o ama, ataca-o.

A ovelha, em sua fraqueza, precisa da força do Pastor, dos seus braços poderosos, das suas pernas ágeis. Ela sabe que, ainda que ele esteja longe, virá buscá-la. Não deixará que ela caia nas garras dos lobos.

Queremos ser ovelhas para precisar do Pastor. Não queremos ser lobos, que não se sentem fracos e acham que não precisam da ajuda de ninguém.

Por Padre Carlos Padilla via Aleteia

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