Somos Carmelitas – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 09 Jan 2024 10:00:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png Somos Carmelitas – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 Santo André Corsini, modelo para bispos e superiores https://soucatequista.com.br/hoje-e-dia-de-santo-andre-corsini/ https://soucatequista.com.br/hoje-e-dia-de-santo-andre-corsini/#respond Tue, 09 Jan 2024 10:00:08 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=2349 Santo André Corsini, Bispo

Nascido em Florença, no final do século XIV. Seus pais, Nicolau e Corsini Gema degli Stracciabende pertenciam a famílias da aristocracia da cidade. Ainda muito jovem, André ingressou na Ordem do Carmo e se propôs em observar a mais estrita observância da Regra Carmelita. Distinguiu-se pelo seu amor fraterno, austeridade e rigor na penitência. Como provincial, soube manter o espírito religioso da disciplina, o culto da pobreza e da oração e observância da Regra, cuidando especialmente da formação dos jovens, segundo o espírito e tradição da Ordem, infundindo a todos o zelo apostólico. Durante a peste que assolou a região, se entregou com heroísmo ao cuidado dos enfermos.

No ano 1349 foi nomeado bispo de Fiesole, diocese perto de Florença, onde logo se revelou suas qualidades de bondade e sabedoria com que o Senhor tinha o abençoado.

Escolheu para ele, em seu palácio, uma cela reservada, onde ele dormia em uma cama de ramos e onde passava longas horas da noite em oração.

Seus biógrafos apresentam-no como bispo muito leal a Santa Sé. Ele se entregou totalmente à sua diocese. Defendeu com firmeza e fidelidade o patrimônio da Igreja, advogando que os bens da Igreja são dos pobres. Zeloso e reformador da fé e dos costumes. Consciente do principal ofício do ministério sacerdotal, que é adorar a Deus e evangelizar as pessoas conduzindo-os para Deus.

O Papa lhe confiava, com frequência, importantes missões para resolver conflitos e tentar apaziguar queixas ou visitar mosteiros relaxados.

Morreu em 6 de janeiro de1374. Em seu túmulo, que é mantido na Basílica del Carmen, em Florença, foi gravado este epitáfio: “Admirável pelo exemplo da sua vida e sua eloquência”

Seu culto começou após a sua morte, mas a solenidade da sua canonização foi em 29/4/1629.

Na Basílica de São João Laterano, Roma, existe desde 1734 uma linda capela dedicada a ele.

Sua festa é celebrada em 9 de janeiro.

“Posto que sou todo teu, ó Virgem, te servirei fielmente dia e noite. Mas tu roga a teu piedosíssimo Filho a fim de que se digne e perdoar os pecados de minha juventude e adolescência, em troca, eu me esforçarei em agradar a Ti e a Teu Filho, tanto mais, quanto os tiver ofendido no passado.”
(Santo André Corsini, carmelita)

Espiritualidade

Este santo é um dos mais dedicados filhos do Carmelo, proposto pelo Papa Urbano VIII, ao canoniza-lo, como um modelo para bispos e superiores.

Amante da sua Ordem, cujo hábito nunca deixou de vesti-lo, mesmo como bispo, para indicar que ele queria viver e morrer como um autêntico religioso carmelita.

Rezava todos os dias, além do ofício divino, os sete salmos penitenciais e as orações dos santos, disciplinando-se em sua continuação.

Sua abstinência foi perpétua e sua comida, apesar de pouca, era frequentemente partilhada com os pobres.

Professava particular e filial devoção à Virgem. Reconhecia que ela o tinha salvado da corrupção do mundo sedutor e que devia tudo à sua proteção maternal.

Verdadeiro “Mensageiro e Anjo de Deus”, como disse seu primeiro biógrafo, foi um defensor da paz em Florença e Bolonha, e um trabalhador incansável pela salvação das almas.

Sempre soube combinar a sua caridade e benevolência com o zelo incansável pela santificação do clero. Foi a força dos justos com a ternura de um pai. Assim, foi capaz de ver introduzidas na sua diocese uma florescente reforma. Tudo, graças a um enorme trabalho pastoral, uma vida regular de oração e de uma forma mais austera do que o comumente se vivida no claustro.

Ele sempre foi uma estrela guia e pregador incansável a revelar os erros e vaidades do mundo.

Seu discurso atingia os corações e muitos vinham de longe para ouvi-lo.

Sua mensagem

  • que nos convertamos de lobos em cordeiros.
  • que pratiquemos a virtude da humildade.
  • que vivamos o amor com os pobres.
  • que o zelo pelo reino de Deus abrase nossos corações.

ORAÇÃO:

Senhor, Tu disseste que aqueles que trabalham pela paz serão chamados filhos de Deus; por intercessão de Santo André Corsini, admirável artífice da concórdia, concede-nos entregar-nos sem descanso a instaurar no mundo a justiça que pode garantir aos homens uma paz firme e verdadeira. Amém.

 

Fonte: site Província Carmelitana de Pernambuco

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Salve Imaculada Conceição de Maria! https://soucatequista.com.br/imaculada-conceicao-de-maria-2/ https://soucatequista.com.br/imaculada-conceicao-de-maria-2/#respond Fri, 08 Dec 2023 11:00:58 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=5832

Maria é celebrada como modelo de virtude. A Solenidade da Imaculada Conceição foi instituída por São Paulo VI, no dia 2 de fevereiro de 1974, por meio da exortação apostólica “Marialis Cultus”, na qual ressalta a celebração e atenção especial dada a Maria no tempo do Advento.

No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição, doutrina de origem apostólica foi proclamado dogma pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, com a bula “Ineffabilis Deus”.

A bula declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, desde a sua Conceição, ou seja, que ela foi preservada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda pura, santa e imaculada desde o início da sua vida. Esta foi desde sempre a convicção profunda da Igreja, que viu na Virgem Maria a ‘Nova Eva’ (S.Ireneu).

Como todos os dogmas, também a ‘Imaculada Conceição’ foi a solene proclamação da fé do povo de Deus, do sentir da Igreja, do que se poderia chamar a ‘devoção popular’. A ‘Imaculada Conceição’ caracteriza o catolicismo em Portugal, tendo sido sob esta invocação Nossa Senhora proclamada por D. João IV Rainha e Padroeira de Portugal, no dia 25 de Março de 1646, título que nenhum regime, mesmo o republicano e o que surgiu de Abril de 1974, foi capaz de abolir.

O dogma da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria foi a solene confirmação do mistério central da fé. A Virgem Maria foi pensada por Deus como a mediadora do mistério da Incarnação.

Porque chamada a ser a mediadora deste mistério, a Virgem Maria não podia ser pensada senão como a primeira totalmente redimida, e como a primeira redimida é que ela concebeu sem pecado o Filho de Deus, porque sem pecado foi concebida.

Ao acolher a Palavra do Anjo, a Virgem Maria permitiu que a Palavra eterna de Deus assumisse a carne do pecado e por causa desta assunção ela foi previamente redimida pelo seu próprio Filho. Por ela o Verbo de Deus entra na história, inaugurando o tempo da Graça e da Liberdade dos filhos de Deus.

A Virgem Maria abriu a porta do mundo para o Advento do Deus redentor, na carne da humanidade. Ela é por excelência a primeira na ordem da Redenção.

O dogma da Imaculada Conceição proclama que ela desde o início do seu ser não foi apenas envolvida pelo mistério da Graça da redenção prometida, mas a primeira redimida pelo seu Filho que ia gerar; este dogma toca, portanto, no centro do mistério da Redenção.

A ‘Imaculada Conceição’ mostra a Virgem Maria como a primeira na ordem da Redenção, Redenção esta que não pode acontecer sem ela. Sem a Imaculada Conceição da Virgem Maria não seria pensável a redenção, como vitória divinizante da natureza humana sobre o pecado do mundo.

A Virgem Maria é a primeira redimida: depois dela e por meio dela, todos são chamados a participar na vitória da redenção, através do baptismo, pelo qual o homem é regenerado, e chamado também a ser santo e imaculado na presença de Deus.

A Imaculada Conceição eleva a Virgem Maria a paradigma da antropologia cristã. Ela manifesta de um modo eminente a transfiguração do homem que se opera pela participação no mistério de Cristo, com o qual por graça o homem é chamado a configurar-se.

A Imaculada Conceição da Virgem Maria revela a ontológica transfiguração do ser e da existência na relação com o Verbo de Deus encarnado. Paradigma da antropologia cristã, a Imaculada Conceição é o caso eminente da redenção pela graça, a que ela corresponde, na plena liberdade do ‘ecce ancilla’, no mistério da Anunciação. Não apenas do ‘homem novo’, mas também da Igreja.

Mariano, com certeza, o dogma da ‘Imaculada Conceição’ é também eclesial, porque nela se espelha o que é o mistério da Igreja a qual, tendo na Virgem Imaculada a sua figura excelsa (cf. LG 53; 63), é também santa e imaculada, Mãe e Virgem puríssima dos seus filhos gerados nas águas do batismo.

Por isso, com razão na ‘Imaculada Conceição’, a Igreja e todos os fiéis exultam de alegria, talvez como em nenhum outro dia, porque aí está o exemplo das maravilhas de Deus na história, do que Ele pode fazer na Igreja e na vida de cada crente se como a Virgem Santa Maria cada qual se colocar na mesma atitude de filial obediência e de amor, naquele cujo Nome é grande e que grandes coisas realizou na sua humilde serva! Bem-aventurada a nação que se honra por tê-la como Mãe e Padroeira!

 

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Artigo por Frei Juliano: Os missionários, destinatários de um grande tesouro espiritual https://soucatequista.com.br/os-missionarios-destinatarios-de-um-grande-tesouro-espiritual/ https://soucatequista.com.br/os-missionarios-destinatarios-de-um-grande-tesouro-espiritual/#respond Thu, 31 Aug 2023 10:11:55 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9746 Santa Teresa escrevia para alguns sacerdotes. Destacam-se entre esses os dois Missionários Padre Roulland e Padre Bellière, esse último responsável por onze cartas da Santa que revelam muito da sua experiência de fé, principalmente quando se trata do final de sua vida.O primeiro irmão espiritual de Santa Teresinha foi o seminarista Maurício Bellière (Maurice Bellière) confiado às orações de Teresa pela Madre Inês de Jesus em 17 de outubro de 1895. Maurício Bellière pertencia à Congregação dos Padres Brancos e ainda como seminarista entrou em contato com o Carmelo de Lisieux pedindo que alguma das irmãs o acompanhasse com orações, principalmente, em vista da missão como sacerdote.

Padre Bellière trabalhou como missionário na África e realizou o desejo que Teresa tinha de contribuir com uma missão apostólica. Foram apenas onze cartas, mas, suficiente para criar entre os dois um profundo laço de amizade e confiança.

Nos últimos meses da vida de Teresa, as cartas escritas ao Padre Bellière revelam profundamente o que aquele momento significava para ela. Foi com muita tristeza que ele recebeu a notícia da sua grave doença com a carta enviada em 13 de julho de 1897, Teresa tenta consolar seu irmão dizendo: “serei por toda eternidade a sua irmãzinha”.

Forçado a deixar a missão por motivos de saúde, Padre Bellière morreu na França com apenas 33 anos de idade. Nas cartas endereçadas a ele, encontramos uma Teresa extremamente sensível aos problemas alheios, uma amiga fiel disposta a escutar e sustentar nos momentos difíceis.

O segundo irmão espiritual de Teresa foi o Padre Adolfo Roulland (Adolphe) confiado à carmelita por Madre Maria de Gonzaga em 30 de maio de 1896. O jovem diácono, pouco tempo antes de sua ordenação presbiteral, quando estava terminando seus estudos no Instituto das Missões Exteriores de Paris, escreveu ao mosteiro de Lisieux pedindo que uma religiosa rezasse pelo seu ministério e, especialmente, pela missão que estava por assumir.

Na carta que escreveu ao mosteiro no dia 20 de junho de 1896, o jovem agradecia com essas palavras: “Fiquei muito contente porque me confiaram um anjo protetor na pessoa de Irmã Teresinha, que rezará pelo bom andamento da minha atividade apostólica”. Na mesma carta explicou que receberia a destinação da nossa missão no dia da sua ordenação presbiteral e disse que gostaria de celebrar para as carmelitas e dar a comunhão à Irmã Teresa.

Padre Roulland foi enviado para uma missão no sul da China e antes de partir, passou no Carmelo de Lisieux e teve a oportunidade de conversar com Teresa no parlatório, na mesma ocasião ela lhe entregou uma foto que se tornou uma de suas imagens mais conhecidas:

Logo depois foi a vez do Padre Roulland enviar uma foto sua junto com uma carta. Em sua resposta, Teresa escreveu dizendo estar muito contente por ter recebido da Madre a autorização especial para permanecer com a foto de seu irmão. Afinal, na época não era permitido que as monjas tivessem foto nem mesmo dos familiares. “Enquanto atravesso o mar contigo, você permanece aqui ao meu lado na nossa pobre cela”, escreve Teresa.

O sacerdote compartilhou com sua irmã carmelita momentos delicados e perigosos de sua missão. Teresa por sua vez, buscou sempre oferecer palavras de conforto e de comunhão, sentindo-se também parte da sua obra missionária. Quando a sua última carta chegou às mãos do Padre Roulland, Teresa já havia falecido. “Lá de cima continuarei trabalhando pela Igreja e pelas almas. Adeus meu irmão, reze por mim”, escrevia a religiosa em tom de despedida.

Em 1909, Padre Adolfo Roulland retornou à França e, durante a 1ª guerra mundial defendendo o seu país das tropas alemãs, testemunhou que muitos soldados e até mesmo generais, devotamente confiavam na intercessão da Irmã Teresa do Menino Jesus. Através dele sabemos também que muitos soldados portavam consigo no campo de batalha uma foto da carmelita com uma relíquia.

Padre Roulland contribuiu com depoimento durante o processo de beatificação em 1923 e estava presente na canonização de sua irmã Santa Teresa do Menino Jesus no dia 17 de maio de 1925. O sacerdote morreu no dia 12 de junho de 1934. Nas cartas endereçadas ao Padre Roulland, encontramos uma Teresa com um forte espírito missionário e também admirável senso de humor, se divertia ao contar fatos engraçados que pudessem levar um pouco de alegria ao seu irmão missionário.

As cartas de Santa Teresinha aos irmãos de coração nos revelam o seu amor pela missão da Igreja e o desejo ardente de anunciar Jesus Cristo em todas as partes do mundo. Não sem motivos o Papa Pio XI, no dia 14 de dezembro de 1927, a proclamou Padroeira Principal das Missões, juntamente com São Francisco Xavier, confiando à sua intercessão os missionários católicos no mundo inteiro.

 

Fragmentos das cartas de Santa Teresa do Menino Jesus:

Ao Padre Maurice Bellière:

“Penso ser útil dizer-vos, senhor seminarista, a grande parte que tomo na felicidade da Nossa Madre, Vossa carta de julho me afligiu muito, atribuindo à minha falta de fervor os combates que tivestes de travar, eu não cessava de implorar para vós o socorro maternal da doce Rainha dos Apóstolos”. Carta 198, 21 de outubro de 1896.
“Asseguro-vos, senhor seminarista, que faço tudo o que de mim depende a fim de obter para vós as graças que vos são necessárias; essas graças ser-vos-ão certamente concedidas, por Nosso Senhor nunca nos pede sacrifícios acima de nossas forças”. Carta 213, 26 de dezembro de 1896.
“Senhor seminarista… Se sentir consolo ao pensar que, no Carmelo, uma irmãzinha reza sem cessar por vós, minha gratidão não é menor que a vossa para com Nosso Senhor que me deu um irmãozinho que Ele destina a ser seu sacerdote e seu apóstolo”. Carta 220, 24 de fevereiro de 1897.
“A minha pena, ou melhor, meu coração, recusa-se a chamar-vos, de agora em diante, de “senhor seminarista” (senhor Padre), e nossa boa Madre me disse que podia fazer uso, quando vos escrevo, do nome que sempre utilizo quando falo de vós a Jesus”. Carta 224, 25 de abril de 1897.
“Meu querido irmãozinho, eu desejaria dizer-vos mil coisas que compreendo, agora que estou à porta da eternidade, mas não morro, entro na vida e tudo o que não vos posso dizer na terra, farei com que o compreendais do alto do Céu.” Carta 244, 9 de junho de 1897.
“Ó meu caro irmãozinho, suplico-vos, não penseis nunca que “me aborreceis ou me distraís” falando muito de vós. Seria possível que uma irmã deixasse de ter interesse por tudo o que toca seu irmão? Quanto a distrair-me, não tendes motivo algum de receio, pelo contrário, as vossas cartas unem-me ainda mais a Deus, fazendo-me contemplar de perto as maravilhas da sua misericórdia e do seu amor.” Carta 247, 21 de julho de 1897.
“Quando meu querido irmãozinho partir para África, segui-lo-ei, não pelo pensamento; pela oração minha alma estará sempre com ele e a sua fé saberá descobrir a presença de uma irmãzinha que Jesus lhe deu não para ser seu amparo durante apenas dois anos, mas até o último dia da sua vida”. Carta 253, 13 de julho de 1897.
“Meu pobre e querido irmãozinho. Vossa dor comove-me profundamente, mas vede como Jesus é bom. Permite que ainda possa escrever-vos a fim de consolar-vos e, sem dúvida, não é pela última vez. Esse doce Salvador ouve as vossas queixas e as vossas orações, é por isso que me deixa ainda na terra”. Carta 258, 18 de julho de 1897.
“Seria preciso conhecer-me apenas imperfeitamente para pensar que um relato detalhado das vossas faltas pudesse diminuir a ternura que tenho para com a vossa alma! Ó meu irmão, crede, não precisarei “pôr a mão na boca de Jesus”! Há muito tempo Ele se esqueceu das vossas infidelidades, só os vossos desejos de perfeição estão presentes para alegrar-Lhe o coração.” Carta 261, 26 de julho de 1897.
“Meu querido irmãozinho, Estou prontinha para partir, recebi meu passaporte para o céu… o médico espantado pelos progressos que a doença fizera em dois dias, disse à Nossa Madre que chegara o momento de atender os meus desejos fazendo-me receber a Unção dos enfermos. […] preciso falar-vos da herança que vos caberá depois da minha morte. Eis a parte que nossa Madre vos dará: 1º O relicário que recebi no dia da minha tomada de hábito e que, desde então, nunca mais me deixou. 2º Um pequeno crucifixo que me é incomparavelmente mais caro do que o grande, pois esse que tenho agora não é mais o primeiro que me foi dado. No Carmelo, trocam-se de vez em quando, os objetos de piedade, é um bom meio para impedir o apego.” Carta 263, 10 de agosto de 1897.
“Não posso temer um Deus que se fez por mim tão pequeno… amo-o!… pois é só amor e misericórdia! Ultima recordação de uma alma irmã da vossa” Carta 266, 25 de agosto de 1897.

Ao Padre Adolphe Roulland:

“Reverendo Padre, sinto-me indigna de estar especialmente associada a um dos missionários do nosso adorável Jesus, mas como a obediência confia-me esta doce tarefa, tenho certeza de que meu celeste Esposo suprirá os meus fracos méritos (nos quais não me apoio de forma alguma) e que Ele atenderá os desejos da minha alma fecundando o vosso apostolado.” Carta 189, 23 de julho de 1896.
“Meu irmão, permitis-me, não é, que não vos dê outro nome, pois Jesus dignou-se unir-nos pelos laços do apostolado. É-me muito agradável pensar que, desde toda a eternidade, Nosso Senhor formou esta união que deve salvar-lhe almas e que Ele me criou para ser a vossa irmã…” Carta 193, 30 de julho de 1896.
“Eu pensava que só encontraria no Céu o apóstolo, o irmão que eu pedira a Jesus, mas este Bem-amado Salvador, levantando um pouco o véu misterioso que oculta os segredos da eternidade, dignou-se dar-me, desde o exílio, a consolação de conhecer o irmão da minha alma, de trabalhar com ele para a salvação dos pobres infiéis”. Carta 201, 1º de novembro de 1896.
“Vossa carta impregnada de santa alegria, interessou-me muito, segui o vosso exemplo e ri à vontade às custas do vosso cozinheiro que vejo arrebentando a panela… vosso cartão de visita divertiu-me muito, nem sei de que lado virá-lo, estou como uma criança que quer ler um livro de cabeça para baixo.” Carta 19 de março de 1897.
“Meu irmão, recebi com alegria, ou melhor, com emoção, as relíquias que tivestes a bondade de me enviar. Vossa carta é quase uma carta de “adeus” para o Céu. Ao lê-la, parecia-me ouvir o relato das dificuldades dos vossos ancestrais no apostolado.” Carta 226, 9 de maio de 1897.
“Meu irmão, na vossa última carta (que me causou grande alegria), dissestes-me: “Sou um bebê que está aprendendo a falar”. Pois bem! Eu há cinco ou seis semanas, também sou um nenê, pois só vivo de leite, mas em breve irei sentar-me no banquete celeste, vou matar a sede nas águas da vida eterna”. Carta 254, 14 de julho de 1897.

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

Leia também:

“Reencontrar Teresa nela mesma”: Os escritos de Santa Teresa do Menino Jesus

As cartas: “Vindo de um santo, nada é banal”

 

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Paróquias festejam Nossa Senhora da Conceição https://soucatequista.com.br/paroquias-festejam-nossa-senhora-da-conceicao/ https://soucatequista.com.br/paroquias-festejam-nossa-senhora-da-conceicao/#respond Mon, 12 Dec 2022 12:00:49 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=1946 As paróquias dedicadas a Nossa Senhora da Conceição, da Província Carmelitana Fluminense, festejaram com muita alegria a festa da Padroeira, que foi celebrada no dia 8 de dezembro. Em Unaí e Angra dos Reis a novena teve início no dia 29 de novembro, com intensa programação religiosa e cultural.

UNAÍ

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Unaí, celebrou a 149ª Festa em honra a Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município. Com novena todos os dias, com oração do Terço, seguida de missa. O tema deste ano foi: “Com Maria, caminhar juntos para construir uma Igreja missionária”. A programação cultural contou com uma animada quermesse, com apresentações musicais e comidas típicas da região.

No dia da Padroeira (8/12), foram celebradas missas em diversos horários. Houve também um momento de Adoração ao Santissimo, no Convento e logo depois a procissão com a imagem de Nossa Senhora pelas ruas seguida da Missa Solene.

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Unaí (MG), fica na Rua Calixto Martins de Melo, 460. Mais informações pelo telefone: (38) 3676-1207.

ANGRA DOS REIS 

Em Angra dos Reis os devotos de Nossa Senhora da Conceição celebraram 390 anos de festa, Nossa Senhora da Conceição começou a ser padroeira da cidade em 1632. O calendário  de festividades religiosas e culturais começou no dia 28 de novembro e foi até o dia 8, quando se comemora oficialmente o Dia de Nossa Senhora da Conceição e acontece a tradicional procissão pelas ruas do Centro da cidade, com cânticos, orações e fé. O tema da festa esse ano é: “Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar” (Lc 1, 43)

Para cada dia foi escolhido um tema específico para reflexão, com a presença de padres convidados.

O dia da Padroeira (8/12) em Angra dos Reis teve início às 6h com Alvorada festiva. Com missas em diversos horários, a programação finalizou  com a  procissão pelas ruas do bairro.

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Angra dos Reis (RJ), fica na Praça General Silvestre Travassos, s/nº. Mais informações pelo telefone (24) 3365-0778.

Confira as fotos:

Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Unaí (MG)

Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Angra dos Reis (RJ)

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Beata Francisca de Amboise: “Mãe” das carmelitas https://soucatequista.com.br/beata-francisca-de-amboise-mae-das-carmelitas/ https://soucatequista.com.br/beata-francisca-de-amboise-mae-das-carmelitas/#respond Sat, 05 Nov 2022 10:30:08 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=8031 05.11 – Beata Francisca de Amboise
Celebramos hoje no Santoral Carmelita a memória da Beata Francisca de Amboise, que pode ser chamada como a “Mãe” das carmelitas, já que é a primeira santa desde que o Carmelo feminino teve existência canônica.

Nasceu em Thouars (França) em 28 de Setembro de 1427, filha do visconde Luis e da baronesa María de Rieux. Aos quatro anos foi prometida esposa de Pedro, filho do duque de Bretanha. Sua futura sogra, Juana, irmã do rei Carlos VII de França, imprimiu em sua alma um espírito profundamente cristão.

Em 1450, na catedral de Reims, era coroada como Duquesa de Bretanha juntamente com seu esposo, Pedro. De comum acordo com ele, decidiram conservar-se castos e oferecer à alta sociedade um modelo de lar cristão com a prática assídua de excelsas virtudes. Juntos se consagraram à Virgem Maria em seu santuário de Folgoët, onde deixaram fundada uma missa para ser celebrada todos os sábados.

Francisca soube travar os excessos da moda feminina na corte e se dedicou particularmente a obras de piedade e caridade. Todos as quartas-feiras sentava a sua mesa a 11 donzelas pobres, no dia de Natal escolhia a uma criança pobre, a vestia com trajes novos e a hospedava como representante do Menino Jesus, em quinta-feira santa lavava os pés a doze pobres e lhes oferecia um traje novo.

Trabalhou tanto em favor da religião católica que, segundo diz um historiador, “Deus se serviu desta jovem para realizar uma reforma geral na Bretanha e para fazer reflorescer, depois de tantas desgraças e misérias, um século de Ouro”. Morto seu esposo e conhecedora a fundo das misérias da corte, resolveu fazer-se monja de clausura. Mil dificuldades lhe apareceram; Luis Xl, rei de França, pôs em jogo todos os meios para que desistisse, mas tudo foi em vão, e o monarca acabou de se desenganar quando ela no ato de receber a comunhão, fez em alta voz o voto de castidade.

Depois de um providencial encontro com o Beato João Soreth (+1471), ao saxão Prior Geral dos carmelitas, se decidiu a ingressar entre as monjas carmelitas de clausura que haviam sido instituídas pouco antes canonicamente pela Bula de Nicolau V “Cum nula”, de 7 de Outubro de 1452.

O próprio Beato o impôs com toda solenidade o hábito uma vez resolvidos todos seus compromissos ducais. Junto com um grupo de carmelitas vindas de Bélgica, iniciou Francisca sua vida religiosa no convento de Bondón, fundado por ela mesma. Renunciou a seus títulos e não quis trato nem distinção especial, mas sim ser considerada como “Humilde serva de Cristo”. Desde então seu grande empenho foi o de fazer efetiva sua total entrega a Deus.

Nomeada prioresa pela comunidade, teve que se dirigir mais tarde com o mesmo título a um novo convento, fundado também por ela perto de Nantes. No exercício deste cargo alimentava o espírito de suas religiosas com sábias“Exortações”, que foram publicadas mais tarde. Ela era exemplar em todas as virtudes, destacando-se por seu espírito de oração e penitência. Insistiu sempre na prática do silêncio, a obediência e a pobreza. Introduziu a comunhão frequente e uma estrita clausura. Foram suas últimas palavras: “Adeus, filhas minhas! Vou a provar que é amar a Deus sobre todas as coisas”. 

Bem pode ser chamada como a “Mãe” das carmelitas, já que é a primeira santa desde que o Carmelo feminino teve existência canônica. Em 4 de novembro de 1485 expirou santamente. Seu culto foi reconhecido pelo papa Pio IX em 16 de Julho de 1867.

Oração:

Deus, nosso Pai, que chamastes a Beata Francisca a procurar o vosso Reino neste mundo através do serviço a vós e a Maria, nossa Mãe Santíssima, concedei-nos que, fortalecidos pela sua intercessão, avancemos com espírito alegre pelo caminho do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Fonte: fradescarmelitas.org.br

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Beato Isidoro Bakanja, mártir do Escapulário https://soucatequista.com.br/beato-isidoro-bakanja-martir-do-escapulario/ https://soucatequista.com.br/beato-isidoro-bakanja-martir-do-escapulario/#respond Fri, 12 Aug 2022 11:14:44 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=7612 Isidoro é invocado como mártir do escapulário e foi um dos intercessores da JMJ Rio2013

O jovem Isidoro nasceu em torno de 1890, em Bokendela, no Congo. De vida muito pobre trabalhou já na infância como lavrador no campo. Seu batismo, em 1906, foi a partir do seu encontro com missionários carmelitas que doaram a ele um rosário e o escapulário de Nossa Senhora do Carmo.

Muito devoto da Virgem Maria, alegremente rezava e cantava enquanto trabalhava. Uma vez, impedido de fazê-lo, decide abandonar seu posto, mas sem acolher o mandato de abandonar os sinais visíveis de sua fé. Foi chagado em suas costas com açoites e morre por não resistir aos ferimentos.

Em 11 de junho de 1977, a Congregação da Causa dos Santos deu permissão para a publicação do decreto de abertura do processo canônico sobre o martírio de Isidoro Bakanja, na diocese de Mbandaka-Bikoro, no Zaire.

Firmeza de fé

A história da paixão deste jovem leigo, das mais emocionantes pelo candor e firmeza de fé, é quase desconhecida fora da África, mas tem características tais que a tornam incrivelmente atual. A vítima, primeiramente, é um leigo de condição humilde, que recebeu o batismo há pouco: é um neófito. É um operário que emigrou à procura de uma ocupação que lhe consentisse melhorar a situação econômica e ajudar os familiares. O perseguidor não é um pagão, mas um europeu que rejeitou o batismo e é animado por fobia anticlerical: a África aproxima-se do evangelho, a Europa distancia-se. Enfim, a espiritualidade deste jovem negro está impregnada de devoção mariana: a recitação do terço constitui para ele a fonte cotidiana de elevação a Deus e de fortalecimento espiritual.

As acusações, em virtude das quais é sacrificado, são substancialmente duas: 1ª – Ele usa o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo e não pretende separar-se dele nem por um instante; 2ª – Vai rezar no bosque, porque isto lhe está proibido em casa. O Bankoto Malia, isto é, o Bentinho, lhe será arrancado no momento do suplício, mas espiritualmente permanecerá eternamente com ele, será sua veste nupcial que o introduzirá no banquete sem fim.

 

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Novena de Nossa Senhora do Carmo: o Escapulário é sinal de entrega total a Deus https://soucatequista.com.br/novena-de-nossa-senhora-do-carmo-o-escapulario-e-sinal-de-entrega-total-a-deus/ https://soucatequista.com.br/novena-de-nossa-senhora-do-carmo-o-escapulario-e-sinal-de-entrega-total-a-deus/#respond Mon, 11 Jul 2022 13:24:05 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=7305 O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo é uma das principais formas de devoção mariana da Igreja Católica. Essa devoção está diretamente ligada à Ordem Carmelitana.

Nossa família religiosa surgiu no final do século XII, durante o tempo das cruzadas. Eremitas, vindos principalmente da Europa, se reuniram no Monte Carmelo, na Palestina, junto à fonte do profeta Elias, e, lá estabeleceram morada. Depois de alguns anos, pediram ao patriarca de Jerusalém que lhes dessem uma regra de vida sob a qual todos deveriam continuar vivendo. Lá, construíram estabeleceram uma capela dedicada à Nossa Senhora, no centro de onde ficavam as celas, onde morava cada eremita. Principalmente por conta das invasões bárbaras à Terra Santa, eles retornaram, por volta 1238, à Europa.

Quando os carmelitas chegaram à Europa, tiveram muitas dificuldades para serem reconhecidos como uma Ordem religiosa. Corriam o risco de se extinguirem. Segundo alguns relatos, surgidos principalmente a partir do século XV, São Simão Stock, que seria o geral da Ordem, no ano de 1251 teria feito uma oração a Nossa Senhora pedindo sua proteção sobre os Carmelitas. Ele, segundo essas tradições, teve uma visão dela lhe entregando o escapulário e prometendo sua proteção à todos que estivessem usando o escapulário. Historicamente, a figura de São Simão Stock, bem como o relato de sua visão e sobre o conteúdo da promessa são questões bastante imprecisas e controversas. É um relato sobre o qual pouco se sabe, mas muito se falou e escreveu.

Baixe a FÓRMULA DE IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO

Mas, o que vem a ser o escapulário? Por que as os Carmelitas o usavam?

O escapulário é um longo pedaço de tecido marrom, com um buraco no qual passa a cabeça, da largura dos ombros, que cobre a parte da frente e das costas da pessoa, até os pés. Os religiosos o colocam sobre a túnica. Antigamente, ele era utilizado como um avental. Por questões de praticidade, difundiu-se entre os leigos, devotos de Nossa Senhora do Carmo, a prática de usar uma versão menor do escapulário, na qual geralmente carrega, além de um pedaço de tecido, as estampas de Nossa Senhora do Carmo, de um lado, e do Sagrado Coração de Jesus do outro. Essa devoção, mesmo que tenha uma origem questionável, ainda pode, a partir de reflexões mais condizentes com nosso tempo, estar em íntima relação com o espirito cristão. Buscaremos, agora, uma proposta para uma reflexão contemporânea para o uso do escapulário a partir de três dimensões.

O escapulário, entendido como hábito, é sinal de consagração por meio da agregação à Família Carmelitana.

Naquele tempo, no século XII, esse símbolo, mostrava tanto a pertença quanto a proteção por parte do dono daquele feudo ou fazenda. Assim, quem usava o escapulário de Nossa Senhora do Carmo pertencia ao grupo dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, como é o nosso nome “completo”. Hoje, a Ordem reconhece que todos os que usam o escapulário são carmelitas. Por isso, há uma tradição que geralmente quem faz a imposição do escapulário é um ou uma carmelita ou alguém devidamente autorizado. A pessoa é acolhida nesta família, e dela deve participar de acordo com seu carisma próprio. Somos chamados a ser uma presença orante, fraterna e profética no meio do povo. Desse modo, como cristãos que vivem um carisma específico, devemos viver como Maria, toda para Deus.

O escapulário é sinal de entrega total a Deus. A espiritualidade carmelitana chama isso de “viver em obséquio de Jesus Cristo” (Regra do Carmo, n. 2). Para isso, nós devemos “estar dia e noite meditando na Lei do Senhor” (Regra do Carmo, n. 10). O escapulário toma nossa frente e nossas costas. Isso significa que cada um que usa o escapulário deve também, como Maria, estar todo para Deus. Maria foi obediente e se ofereceu “todinha” a Deus (cf. Lc 1, 26). Nós também, como carmelitas, devemos fazer o mesmo. Essa entrega ao Pai, por sua vez, nos leva ao próximo.

Como já vimos, o escapulário é, antes de qualquer coisa, um avental. Usamos avental para o trabalho! Antigamente, o usavam aqueles que estavam a serviço no campo, na horta, nos afazeres da casa. Nossa Senhora nos ensina que devemos estar sempre a serviço. Nas bodas de Canã, ela, mesmo sendo apenas convidada para a festa, estava na cozinha, atenta às realidades das pessoas que podem levá-las a ter sua dignidade humana violada. O carmelita é convidado a estar na cozinha do mundo! Sabemos que o melhor caminho é estar atentos a fazer o que “Ele” nos disser, servindo ao Senhor, principalmente nos mais necessitados (cf. Jo 2, 1-12). Por isso, quem veste esse avental deve estar sempre em atitude de serviço (cf. Jo 13, 1-20).

Por isso, vemos que o escapulário de Nossa Senhora do Carmo nos compromete a seguir os passos de Maria de Nazaré em atitude de obediência a Deus e no serviço a Cristo na busca de uma vivência fraterna entre os irmãos. Vestir o escapulário, portanto, não é um privilégio, mas um convite a missão. Vivendo em obséquio de Jesus Cristo e meditando dia e noite na Lei do Senhor, o carmelita segue, junto com Maria, os passos de Jesus de Nazaré. Ele nos convida a trabalhar, guiados pelo Espírito Santo, na construção do Reino de Deus. Confiantes na proteção de Nossa Senhora e com o coração todo voltado para Deus, nos colocamos com nossa irmã como discípulos-missionários na construção de um reino de Amor e Justiça. Esse caminho não é fácil! É por ele, porém, que nosso bentinho se aproxima da nossa missão assumida no Batismo e torna um sinal visível de uma devoção verdadeira e profética.

 Fonte: olharjornalistico.com.br 

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As cartas: “Vindo de um santo, nada é banal” https://soucatequista.com.br/as-cartas-vindo-de-um-santo-nada-e-banal/ https://soucatequista.com.br/as-cartas-vindo-de-um-santo-nada-e-banal/#respond Mon, 13 Jun 2022 15:28:06 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9740  

A Irmã Teresa do Menino Jesus morreu no dia 30 de setembro de 1897 e apenas vinte e cinco anos depois foi beatificada pelo Papa Pio XI, o mesmo que há canonizou dois anos depois. Certamente a fama de santidade de Teresa despertou nas pessoas o desejo de saber mais sobre a sua vida, por isso, muitos devotos e também estudiosos pediam a publicação das suas cartas.

A princípio foram publicados aos poucos apenas alguns fragmentos de cartas escritas por Teresa à Celina, inicialmente dezoito fragmentos, chegando a atingir o número de cinquenta e um em 1910. Mas, isso se tratava de pouquíssima coisa levando em consideração as cento e cinquenta e quatro páginas de cartas recolhidas para o Processo de Canonização.

A edição exata e completa das cartas de Santa Teresinha foi publicada somente em 30 de setembro de 1948, cinquenta anos depois da primeira edição da autobiografia “História de uma alma”. O resultado desse longo caminho deve-se ao historiador, teólogo e literário André Combes[1], professor de teologia mística em Paris, que com muito esforço convenceu Irmã Genoveva (Celina) a entregar todas as cartas e bilhetes de Teresa.

Em 1946, André Combes por meio de uma carta tenta explicar a necessidade da publicação à Irma Genoveva que, na época, já estava com 77 anos de idade:

“Aquilo que quero alcançar é o movimento do próprio pensamento de Teresa nas suas relações vitais, seja no contato com as influências recebidas de fora, seja diante da íntima experiência do seu desenvolvimento natural, das graças pessoais, das provações. Parece-me que esse seja o único modo de reencontrar Teresa nela mesma, aquela que realizou no tempo a ideia que Deus havia dela desde a eternidade[2]”.

Talvez para Irmã Genoveva (Celina) as cartas e bilhetes de sua irmã pareciam banais, afinal, desde a infância foi a grande confidente de Teresa e sabia de tudo aquilo que estava escrito e muito mais. Mas, é justamente isso que A. Combes tentou esclarecer à Celina: “vindo de um santo, nada é banal”, escreveu em uma de suas cartas. Aquilo que poderia parecer sem importância para suas irmãs de sangue, que conheciam cada detalhe daquela história, poderia fazer grande diferença para os estudiosos e ajudar a compreendê-la melhor.

Um número considerável de cartas escritas por Teresa permanecerá para sempre fora do nosso conhecimento, afinal, muitos desses escritos foram perdidos. Porém, apesar disso, podemos contar com 226 cartas e bilhetes escritos entre 1877 e 1897.

Por meio das cartas podemos conhecer as pessoas que de certa forma faziam parte da vida de Teresa, ou seja, seu círculo de relações que, na verdade, não era muito amplo. Consideremos que Teresa entrou para o Carmelo muito cedo e morreu com apenas 24 anos, além disso, durante sua vida como monja carmelita era convidada pela regra de vida a cultivar o silêncio e a contemplação. Por isso, aqueles que recebiam suas cartas eram um grupo restrito (78% familiares, 10% família religiosa, sete eclesiásticos, três religiosas e duas amigas[3]).

Outra observação muito valiosa que temos com o resultado dos estudos feitos desde a publicação das correspondências de Teresa é seu desenvolvimento e aperfeiçoamento no modo de escrever. Como Teresa começou a escrever bilhetes e cartas ainda quando criança, naturalmente seu modo de escrever foi aprimorando-se com o tempo. Sabemos que são pouquíssimas as cartas que foram lidas somente por Teresa e por seus destinatários, porque segundo costume da época era necessário uma autorização da Madre Superiora para enviar bilhetes para outra monja dentro do mosteiro e as cartas que saiam do mosteiro eram lidas pela Madre e em alguns casos por outras irmãs mais velhas.[4] Mas, esse fator não diminuiu nem tirou a liberdade de Teresa que parecia se expressar abertamente sem a preocupação que outros pudessem ler aquilo que escrevia.

Frei Juliano Luiz da Silva, O.Carm.

Leia também:

“Reencontrar Teresa nela mesma”: Os escritos de Santa Teresa do Menino Jesus

Os missionários, destinatários de um grande tesouro espiritual

 

REFERÊNCIAS

[1] Opere complete, p. 284.

[2] Opere complete, p.284. Tradução livre pelo autor do artigo (não oficial).

[3] Opere Complete, p. 288.

[4] Opere Coplete, p. 289.

 

BIBLIOGRAFIA

Opere complete di Santa Teresa di Gesù Bambino, Libreria Editrice Vaticana, Edizioni OCD, 1997.

Paolo Risso. Un fratello delle missione, Santa Teresina e P. Adolphe, Revista settimanale di formazione e infrmazione cattolica Padre Pio, n. 30 di 29/07/2018.

 

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Verdadeiro Amor https://soucatequista.com.br/verdadeiro-amor/ https://soucatequista.com.br/verdadeiro-amor/#respond Wed, 11 May 2022 13:29:06 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=6363 O verdadeiro Amor não é derrotado, ele resiste e quando “morre”, ressuscita. Derrota seria o amor que deixando a chama se apagar permanecesse sombrio, sem vida, triste. De todas as tragédias a maior é a falta do amor. Esta acarreta as grandes tragédias materiais e espirituais. Quem não ama escraviza, pensa somente no lucro acima de tudo, sente-se dono do mundo, da razão, das pessoas, da verdade. Quem não ama também não conhece a Deus (1 Jo 4,8). O verdadeiro amor acolhe, corrige, serve e acima de tudo nunca vira as costas. Quem nunca leu a passagem do santo evangelista Mateus 18,21? Ou ainda quem nunca ouviu a leitura do santo evangelista Lucas 6,29? Esta face do amor parece estranha, mas é outra coisa, é exigente, é comprometida, e acima de tudo é Dom de Deus (Rm 5,5). A sociedade fala de valores que diferem do Valor de Deus, pois estes são negociáveis, já o Valor de Deus não se negocia, não barganha, nem tão pouco se pode encontrar atalhos. Amar para os cristãos é exatamente buscar assemelhar-se as atitudes de Nosso Senhor Jesus Cristo. O cristão ama, não existe outra opção. Dizer: “Sou cristão e não amo” é mentira. É o mesmo que dizer: “Sou Católico, não praticante”, não existe. Desde o mais santo na terra até o mais pecador, todos, estamos em processo de conversão para o Amor. No entanto é preciso que colaboremos com a Graça de Deus que age em nós.

A dignidade da pessoa humana radica na sua criação à imagem e semelhança de Deus (Artigo 1) e realiza-se na sua vocação à bem-aventurança divina (Artigo 2). Compete ao ser humano chegar livremente a esta realização (Artigo 3). Pelos seus atos deliberados (Artigo 4), a pessoa humana conforma-se, ou não, com o bem prometido por Deus e atestado pela consciência moral (Artigo 5). Os seres humanos edificam-se a si mesmos e crescem a partir do interior: fazem de toda a sua vida sensível e espiritual objeto do próprio crescimento (Artigo 6). Com a ajuda da graça, crescem na virtude (Artigo 7), evitam o pecado e, se o cometeram, entregam-se como o filho pródigo (1) à misericórdia do Pai dos céus (Artigo 8). Atingem, assim, a perfeição da caridade.[1]

Este “colaborar” com a Graça é se colocar em obediência a ação de Deus, colaborar é ouvir com ouvidos de discípulo. Este amor cresce, não em quantidade, mas em intimidade, em amizade, em atos de bondade, em santidade. O Amor de Deus não é somente de Deus, mas a partir do momento em que Nosso Senhor Jesus Cristo, habitou entre nós, “renovou todas as coisas” no amor, de forma única, renovou o Homem e a Mulher, tornou-nos em Jesus Cristo, criaturas divinizadas, elevou nossa condição à dignidade de Filhos.  Quando amamos é Deus quem ama em nós. O verdadeiro amor é fruto do relacionamento que temos com Deus.

Reflitamos, pois, a que pé está nosso relacionamento com o Pai, com o Filho e com o Espirito Santo. Como nos lembra o Apostolo São Paulo, visando sempre alcançar “a maturidade e estatura de Cristo” (Ef 4,13), edificados no Corpo Místico do Senhor, devemos levar uma vida santa e irrepreensível.

Concluo com um pensamento do Papa Emérito Bento XVI tirado de sua Encíclica Deus Caritas Est, somado a este, que possamos viver bem na Graça e alcançar, por misericórdia a salvação.

“Ele nos amou primeiro, e continua a ser o primeiro a amar-nos; por isso também nós podemos responder com o amor. Deus não nos ordena um sentimento que não possamos suscitar em nós próprios. Ele nos ama, faz-nos ver e experimentar o seu amor, e dessa ‘antecipação’ de Deus pode, como resposta, desapontar, também em nós, o amor”[2]

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[1] Catecismo da Igreja Católica – 1700

[2] Encíclica – Deus Caritas Est – Papa Bento XVI, p. 17

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Pedro, um pouco de nós https://soucatequista.com.br/pedro-um-pouco-de-nos-2/ https://soucatequista.com.br/pedro-um-pouco-de-nos-2/#respond Mon, 21 Feb 2022 10:31:52 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=6175 O Senhor transformou Pedro em uma nova pessoa, que foi capaz de pregar com um coração firme no Pentecostes.

Terminada a ceia seguindo para o Getsêmani, Jesus olhou para Pedro e disse: “Simão, Simão! Satanás pediu permissão para separar o joio dentre vós, como se faz com o trigo. Eu, porém, OREI por ti, para que tua FÉ não DESFALEÇA. E tu, uma vez CONVERTIDO, FORTALECE os teus IRMÃOS” (Lc 22,31-32).

Pedro não tinha certeza do que fazer com essas palavras, mas jurou sua eterna lealdade a Jesus com a prontidão para defendê-lo e, se necessário, ir com o Senhor “tanto para a prisão como para a morte” (Lc 22,33). No entanto, durante todo o tempo, Pedro tinha sido uma figura vacilante. Em um momento, ele confessou que Jesus era o Cristo de Deus; em outro, Pedro negou conhecer Jesus. Pedro andou sobre as águas, mas a sua fé deu lugar à dúvida, e o milagre quase se tornou em desastre. Jesus compartilhou o Getsêmani com Pedro, um privilégio raro, mas Pedro escolheu dormir. Pedro realmente cortou uma orelha, mas não conseguiu reunir a coragem para encarar a pergunta de uma criada a respeito de Jesus. O galo cantou, e Pedro chorou. Pelos pecados de Pedro e do mundo,  Jesus foi crucificado fora de Jerusalém. No terceiro dia, Pedro viu o Cristo ressuscitado. Sua vida nunca foi a mesma. O Senhor transformou Pedro em uma nova pessoa, que foi capaz de pregar com um coração firme no Pentecostes.

Pois bem, Jesus disse a Pedro: “Quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22,32). O apóstolo Pedro era um triste paradoxo de elementos opostos: força e fraqueza, ousadia e timidez, lealdade e traição. Mas a oração de seu Mestre sempre o acompanhou, e Jesus assegurou a Pedro que ele retornaria ao Senhor. Pedro negou Jesus, mas essa negação não foi o ponto final. Foi apenas uma falha temporária, pois o Mestre o encorajou com as suas orações. A esperança que Cristo tinha em Pedro não foi em vão: o apóstolo fortaleceu seus irmãos. Portanto, vemos o poderoso apóstolo, imerso nas Escrituras e cheio do Espírito Santo para interpretá-las, um homem por meio de quem o Espírito de Deus moveu multidões ao arrependimento do pecado e à aceitação de Jesus como Salvador. Esse apóstolo poderoso, ousado e destemido fortaleceu os cristãos, os necessitados, duvidosos, moribundos e estrangeiros, cumprindo a esperança que Cristo tinha de que ele iria “fortalecer seus irmãos”.

Pedro, com a força e o auxílio do Espírito Santo, fortaleceu os primeiros cristãos e derrubou barreiras para que a Igreja pudesse crescer. Tenhamos essa coragem de nos entregarmos totalmente a Cristo.

Assim como JESUS orou pelo apóstolo em profunda compaixão e misericórdia, também olha e ora por nós.

Com mãos postas oro por ti e peço-lhe que ore por mim.

Frei Rothmans Darles de Campos, O.Carm.

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