superação – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Mon, 01 Nov 2021 03:11:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png superação – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 BRINDE AO “FRACASSO” https://soucatequista.com.br/brinde-ao-fracasso/ https://soucatequista.com.br/brinde-ao-fracasso/#respond Mon, 01 Nov 2021 03:11:35 +0000 https://revistaavemaria.com.br/?p=64399 Num primeiro momento, a ideia de comemorar ou celebrar o fracasso parece ser algo avesso ao que estamos acostumados ou ao que aprendemos sobre o fracasso como sinônimo de derrota, insucesso ou até mesmo desgraça. Olhamos o fracasso de forma negativa e não conhecemos o lado positivo.

Um primeiro exemplo que podemos tomar para pensar o fracasso é a nossa própria finitude corporal, a morte. Geralmente, olhamos a morte somente a partir do que conseguimos tocar, não com as mãos propriamente ditas, mas o que experienciamos com nossos olhos, com os nossos sentimentos. Olhamos dessa forma a morte e a experienciamos na sua exterioridade, como um acontecimento frio, fatídico, inevitável e dolorido, mas, na maioria das vezes, ela não é vista em sua interioridade, como princípio de vida nova e de eternização da existência pessoal de um ser humano. A morte abre a possibilidade para nos tornamos ainda mais a semelhança e a imagem de Deus. O túmulo vazio nos direciona justamente para essa dimensão; desapareceremos fisicamente, mas existiremos como pessoas que foram transformadas em suas aparências. O monte Tabor nos proporciona essa visualização por meio da transfiguração de Jesus, em que o fracasso aparente se torna em essência uma vitória, ou até mesmo a crucificação e a morte de Jesus na cruz. Para os Romanos e as demais pessoas influentes da época, essa seria uma forma de derrotar, de fazer fracassar todo o movimento que o filho de José e Maria havia iniciado. No entanto, a cruz foi apenas aparentemente uma derrota, pois na essência do acontecimento existiu, ou existe, a vitória.

Nosso primeiro fracasso acontece quando nascemos, pois somos expulsos do nosso primeiro mundo onde estivemos desde a fecundação até o estágio fetal em nossa formação corporal. O mundo intrauterino é recheado de conforto, segurança, aconchego e até mesmo mordomias, mas chega o tempo em que esse mundo não nos pertence mais e precisamos sair, nascer para uma outra dimensão existencial e, literalmente, somos expulsos dele. É frustrante deixar esse mundo paradisíaco. Aparentemente, temos um primeiro “fracasso”, pois também aparentemente perdemos o nosso mundo e de imediato precisamos aprender a respirar sozinhos. Essa é uma “derrota” aparente, pois, sem saber, nascemos para ser amados em outro mundo, cercados de novas realidades.

Observando a “comemoração do fracasso” sob a perspectiva franciscana, depararemos com o que personificou Francisco de Assis. O esvaziamento de si mesmo ou, como conhecemos hoje, a resiliência e o abnegar-se. Francisco de Assis compreendeu essa dimensão do fracasso também diante da morte, quando ele a entende como a “irmã morte corporal, do qual criatura alguma poderá escapar”. Ou seja, ele viu na derrota da morte corporal, a vitória da transfiguração da sua existência. Contemplando ainda a espiritualidade franciscana, tomamos o episódio do lobo de Gúbio. Corremos o risco de ver o fracasso como os moradores de Gúbio viam o lobo ou o encaravam, sempre com a intenção de derrotá-lo, pois o entendiam como um animal feroz e destruidor, porém, Francisco tomou outro caminho, o diálogo com o lobo, amansou-o e tornou-o seu amigo e dos moradores de Gúbio. Talvez enxerguemos o fracasso como os habitantes de Gúbio enxergavam o lobo, voraz e destruidor. Não o amansamos e fazemos dele nosso amigo.

No fracasso como ato está latente e em potência a esperança de um mundo e uma vida nova. Na pandemia que atravessamos deparamos com o fracasso, pois perdemos a liberdade, o direito de ir e vir, os momentos de confraternização, o lazer e deparamos intensamente com a morte. Entretanto, apesar do sofrimento dos milhares de mortos todos os dias, aos poucos renascia a esperança e a vitória por meio daqueles que superavam a enfermidade. Para os que superaram a enfermidade, o sucesso foi a cura física. Para os que não conseguiram superar a enfermidade física, o sucesso também foi alcançado com a cura substancial, ou seja, foram curados existencialmente com a transfiguração do corpo.

Celebrar o fracasso pelo olhar esperançoso e direcionados pelo que contextualiza, com o livro Um brinde ao fracasso somos convidados a olhar e refletir a nossa vida e a pessoa humana nos três estágios que compõem a sua existência.

O livro oferece a possibilidade de a pessoa se perceber no mundo da criação de Deus, onde podemos entender que o nosso “fracasso existencial” está prestes a ser superado pela esperança. Com isso, iniciamos com a concepção que não somos criados simplesmente por ser criados, mas somos existentes já no querer de Deus, já existimos antes de tudo no pensamento dele. A segunda dimensão de nossa existência é a nossa existência física e biológica, em que como espíritos encarnados construímos uma trajetória e uma história neste mundo, diga-se de passagem, de sucessos e insucessos. Nossa vida é constituída, como popularmente falamos, do “perde e ganha”. A terceira dimensão de nossa existência é quando biologicamente chegamos ao fim da caminhada neste mundo e somos transfiguramos na dimensão eterna e espiritual. Alcançamos nossa condição definitiva e nossa “evolução máxima”. Assim, podemos dizer que somos o pensamento, a concretização física e a configuração elevada da imagem e da semelhança de Deus. Somos existentes no pensamento e criados corporal e espiritualmente em Deus. Protologia, cronologia e escatologia constituem toda a história da criação da pessoa humana.

Os fracassos são impulsionadores de superação, pois seu brinde ou comemoração não é em si brindar a ele, mas à esperança na superação. Somos educados a combater o fracasso e não a superá-lo.

A proposta central de Um brinde ao fracasso é a quebra de paradigmas, como a concepção de que temos a obrigação de sempre ter sucesso, sempre ser o primeiro. O pensamento que permeia toda a obra nos leva a crer em nós mesmos, que não estamos abandonados ou sozinhos. A proposta reflexiva acena para que compreendamos a necessidade de viver, aprender, lidar e nos expor ao fracasso, sendo que ele não pode ser concebido como derrota. O texto nos convida a entender o fracasso como um estado momentâneo que poderá ser revertido em vitória e superação. Não é um estado permanente. Sempre teremos caminhos que e nos levarão ao sucesso. Fracasso não é pressuposto para criarmos em nós o sentimento de derrota, mas, acima de tudo, motivo para um recomeço conforme nos ensinam os acontecimentos existenciais da morte, ressurreição e a transfiguração.

O fracasso abre o pressuposto e o precedente de que não estamos prontos, mas podemos buscar constantemente o sucesso, mesmo que isso não aconteça sempre ou em determinados momentos. Por trás de um dolorido fracasso está a doçura imensurável da superação e do sucesso. Brindar ao fracasso é acima de tudo celebrar antecipadamente o sucesso existente na esperança emergente. Depois de cada “fracasso” tenhamos em mente o pensamento de Santo Antônio Maria Claret, quando iniciou a Congregação dos Filhos do Imaculado Coração de Maria: “Hoje iniciamos uma grande obra”.

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Na escola das quedas https://soucatequista.com.br/na-escola-das-quedas/ https://soucatequista.com.br/na-escola-das-quedas/#respond Wed, 10 Jan 2018 11:00:30 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=82164 Cada um dos que já passaram; qualquer um de nós que ainda está por aqui; e aqueles que ainda virão a nascer,  já estão matriculados como alunos efetivos desta escola.

De certa forma é uma escola diferente por apresentar uma pedagogia original: a teoria se aprende na prática. É uma escola de experiência individual, onde a vivência de sua pedagogia está atrelada à atenção e ao domínio.

Todo o processo de aprendizado inicia-se pelo tombo. Tombo afetivo, financeiro, espiritual, emocional, tombo físico… Alguns vencem alguns, mas nem todos saem vencedores. E as consequências naturais de todos os tombos são as quedas.

Há quedas pequenas que causam pequenos arranhões, e nada mais. Outras que produzem machucados que doem mais, até inflamam. Quedas que provocam situações mais sérias, tanto no corpo quanto na alma: luxações, fraturas. Muitas dessas quedas nos deixam no chão.

O interessante é que Jesus também foi aluno dessa escola. Sofreu tombos e quedas, tanto espirituais quanto físicas.

No caminho do Calvário foram três quedas físicas. Mas ele não ficou no chão. Erguendo-se, quis nos ensinar que os tombos e as quedas que nos levam ao chão, também nos impulsionam para Deus.

Paz e Luz

Por Antonio Luiz Macêdo

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Medo https://soucatequista.com.br/medo/ https://soucatequista.com.br/medo/#respond Mon, 23 Jun 2014 13:55:38 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43007 fazerobemO profeta Jeremias narra os apuros por que passa, sendo perseguido devido à sua missão de denunciar a maldade humana. Ele fala sobre as atitudes e palavras dos opositores: “Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele” (Jeremias 20, 10).

É muito comum também em nossa sociedade percebermos as perseguições, mentiras, calúnias e difamações de uns sobre outros. Fofocas e intrigas não faltam na ordem social, política e até religiosa. Uns, invejosos, querem destruir pessoas de retidão e promotoras do bem do semelhante, seja por não conseguirem o que outros conseguiram, seja por se oporem às suas ideais, seus ideais e seus valores. O uso da língua ferina muitas vezes denota a covardia de quem não tem princípios éticos, morais e altivez de caráter.

Jesus dá apoio a quem tem reta intenção e procura fazer o bem: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado e nada há de escondido que não seja conhecido…. Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (Mateus 10,26.28). De fato, se a pessoa de bem desanimar de realizar sua missão por causa de críticas e oposições, dará margem a que o mal reine. Quando mais ela se unir a quem possa engrossar a fileira da defesa de valores e de causas importantes para a comunidade, mais sua grandeza moral cresce e dará o resultado desejado de sua importante missão.

O próprio Messias fala da recompensa divina a quem sofre perseguição por causa de Deus: “Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês , por causa de mim. Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu” (Mateus 5,11). Precisamos muito dos que não têm medo de se exporem para defender valores e causas justas em bem da pessoa humana e da sociedade, mesmo não sendo compreendidos e sendo criticados. Aliás, quem não vive e luta pelo bem do semelhante para não ser criticado, não realiza uma vida cheia de amor a Deus e ao próximo. É melhor errar tentando acertar do que não errar sem nada fazer em bem do próximo. É bom lembrar que a árvore que recebe pedradas é a que tem frutas!

Com a ressurreição do Mestre os discípulos se encheram de coragem para realizar a missão de que foram incumbidos por Ele. Não tiveram medo de perseguição. Até deram a vida para mostrar sua convicção de colocar em prática o que o Senhor lhes indicou. Os mártires, de fato, testemunham a coragem de dar a vida, sem medo de perdê-la por causa do Mestre! Felizmente continuamos a ter inúmeros mártires de propulsão, defesa e prática do bem, da verdade e da justiça!

Só superamos o medo de fazer o bem quando temos intimidade e contato diuturno com Aquele que supera a morte e nos dá a certeza da vida plena, o Filho de Deus. Ele nos anima: “Neste mundo vocês terão aflições, mas tenha coragem; eu venci o mundo”(João 16,33). Para nos ajudar Ele nos dá o Espírito Santo!

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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