transformação – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 31 Oct 2023 19:45:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png transformação – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 SENHOR, PARA OS QUE CREEM EM VÓS, A VIDA NÃO É TIRADA, MAS TRANSFORMADA! https://soucatequista.com.br/senhor-para-os-que-creem-em-vos-a-vida-nao-e-tirada-mas-transformada/ https://soucatequista.com.br/senhor-para-os-que-creem-em-vos-a-vida-nao-e-tirada-mas-transformada/#respond Tue, 31 Oct 2023 19:45:21 +0000 https://revistaavemaria.com.br/?p=72696 O mês de novembro nos traz uma oportunidade importante para pensarmos na morte em virtude da celebração que faz memória aos fiéis falecidos. Recordar aqueles que partiram é uma maneira de podermos homenagear os que nos deixaram e cultivar uma bonita saudade de quem foi especial em nossas vidas, mas, nem sempre foi assim…

 Pode-se considerar que a primeira das angústias da vida foi a tentativa de a modernidade ocidental dissimular a tragédia da morte. Até os anos 1970 ela era considerada um tabu e os livros sobre o assunto não eram vendáveis. Praticamente, pode-se considerar que ela foi expulsa dos domicílios! Há cinquenta anos, 80% dos óbitos já ocorriam nos hospitais e o morto, levado para as casas funerárias, era maquiado para ostentar uma máscara de vivo, o que não atenuava, em nada, a dor dos familiares. Nos enterros laicos, não há presença de rituais nem de orações, o que prejudica uma adequada despedida ao falecido, um vazio que, muitas vezes, tenta-se preencher com música, discursos e coroas de flores.

Contudo, o mundo virtual, ao qual hoje nos encontramos tão expostos, não admite manifestações de sofrimento e nem de compaixão por meio dos quais os seres humanos se tornam próximos uns dos outros. A pergunta “De onde venho e para onde vou?” não é considerada e tampouco ocupa lugar nos programas de ensino. O filósofo da linguagem, Wittgenstein, foi quem afirmou que a morte não era um evento da vida porque o ser humano não pode viver da morte. Por outro lado, sabemos com quanta dedicação outros pensadores opuseram-se a essa ideia, dizendo que a morte pertence não só à forma, mas à estrutura com a qual a vida nos é doada.

Assim sendo, vê-se que a necessidade de compreender o processo de luto se faz de vital importância. Devemos considerá-lo não como um apagamento daquele que conosco conviveu; ao contrário, devemos rememorar os dias passados juntos daqueles que partiram, as melhores lembranças deixadas e os sentimentos mais profundos que se estabeleceram. Isso é uma trajetória de ressurreição: as vivências do passado se encontram com os desafios do presente e, nesse momento, a saudade prevalece no lugar da tristeza.

Podemos voltar aos textos propostos pela liturgia da Igreja para a celebração dos mortos e constatar como eles são convidativos a essa reflexão e dotados de uma beleza ímpar. O prefácio da Missa de Finados nos diz: “E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, é-nos dado, nos Céus, um corpo imperecível”.

Essa passagem nos convida a refletir que, na jornada da vida e da morte, não estamos sós, mas consolados por um Deus que nos garante a eternidade. Se disso estivermos convictos é possível compreender que a passagem desta vida não se faz um término, é uma transformação. Ao nos revestir de um corpo imperecível, em nós se estabelece a certeza de que, parafraseando São Paulo, combatemos o bom combate e vencemos.

Entretanto, em 2023, ainda mais neste segundo semestre, não falar da morte se faz uma tarefa difícil. Todos os dias somos assaltados por imagens de destruição e de assassinatos de mais uma guerra que eclodiu na Terra Santa. O ódio, o egoísmo, o desprezo, a indiferença e a desatenção se agravam por toda parte e, sem trégua, a crueldade se espalha.

O bem está sempre ameaçado e colocado sob perseguição, por isso, o apelo a uma ética de resistência à crueldade do mundo e à crueldade humana passa pela solidariedade e pela fraternidade, pelo amor, pela religação e pela consideração aos que sofrem. A fraternidade, a solidariedade que reina entre os vivos e os feridos é a única forma de vida diante do horror da guerra. 

É impossível que o mal desapareça, porém, é preciso tentar impedir seu triunfo. As únicas resistências estão nas forças de cooperação, comunicação, compreensão, amizade, comunidade de amor, de inteligência, cuja ausência pode favorecer as forças de crueldade.

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Um Brasil de fé e de chuteiras https://soucatequista.com.br/um-brasil-de-fe-e-de-chuteiras/ https://soucatequista.com.br/um-brasil-de-fe-e-de-chuteiras/#respond Wed, 11 Jun 2014 13:48:27 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42638 copa“Quem te viu e quem te vê”, velho chavão que hoje podemos aplicar ao período chamado da Copa do Mundo no Brasil. Nunca se viu tanta bandeira, tantos símbolos pátrios, tanto verde e amarelo como agora. Será que seríamos capazes de expor os símbolos pátrios com a mesma garra, em tempos de inflação, em tempos de baixa estima política, em tempos de corrupção e gritar “eu te amo meu Brasil, eu te amo, mais que o futebol, mais que um mundial ou as olimpíadas que vêm aí”?

Eu te amo minha pátria e por ti dou a minha vida. Como dizia o literato Rui Barbosa: “A pátria é a família ampliada.”

Parece impossível ficar indiferente num momento tão bonito como a Copa do Mundo. Com certeza o sangue ferve, as emoções tomam conta da razão. Porém as emoções passam, o sangue volta a circular normalmente e o que fica é o gosto da vitória ou o amargo sabor da derrota.

Um Brasil de chuteiras passa e passa rápido. O verde e o amarelo vão continuar, na luta e no suor em garantir o pão nas mesas de cada dia. “Quando olho para o meu Brasil, posso ver um pedacinho de mim em cada cidadão. Eles são o que eu sou, e dividem o mesmo amor que eu divido, o amor do Brasil.” (Jean Lacerda)

Todos nós brasileiros e brasileiras vibramos pela seleção na disputa pela bola e o balançar das redes, acompanhados do grito amarrado na garganta, da vitória final. Porém, vamos vibrar e gritar também a vitória, quando seremos cuidados em hospitais de qualidade, com profissionais da saúde cuidando da vida como se cuida de um viveiro de orquídeas.

Vamos soltar gritos de campeões quando a educação for prioridade e os professores serem remunerados dignamente. Vamos sair pelas ruas empunhando bandeiras, quando os pobres e excluídos forem tratados com dignidade. Vamos mostrar o nosso patriotismo, não só cantando o hino nacional, em festas e inaugurações, mas fazer dele um programa de vida e de compromisso.

“A beleza brasileira pode ser vista nas pequenas coisas que habitam nosso lar. Nos sorrisos, na luta, na força e na persistência. Ser brasileiro é isso, é nunca desistir, é sempre ser feliz mesmo por baixo de um temporal” (Jean Lacerda).

Vamos aproveitar a Copa do Mundo para amar ainda mais o nosso Brasil e promover a solidariedade e o cuidado com os mais necessitados. Vejamos o que o Papa Francisco nos diz: “O dinheiro dever servir, e não governar! O Papa ama a todos, ricos e pobres, mas tem obrigação, em nome de Cristo, de lembrar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promove-los. Exorto-vos a uma solidariedade desinteressada e a um regresso da economia e das finanças a uma ética propícia ao ser humano” (Papa Francisco).

Jamais desistir, nunca retroceder, buscar sempre, acreditar no melhor e jamais sentir-se sozinhos. A Pátria somos nós, a bandeira é o que nos une, no verde da esperança que não morre, no amarelo do ouro que brilha com o pão e a casa para todos, no azul do céu de brigadeiro que nos mostra o destino onde queremos e podemos chegar, nas estrelas formando a cruz no firmamento, indicando que ela é que dá sentido no caminho da vida. O Brasil com chuteira ou não, o gol da vitória depende de cada um de nós, em um mundial que terminará na eternidade.

Vamos torcer pela nossa seleção e vamos rezar para que também possamos vencer as nossas copas cotidianas desse país que precisa passar por uma grande transformação ética. E isso passa por mim, por você. Não se trata de cobrar e criticar apenas os políticos. A busca pela vitória ética passa, inclusive, pelos setores privados, pelas famílias, por você. Que Deus nos abençoe. Boa semana e boa Copa!

Por Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá (PR)

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As 5 fases do casamento https://soucatequista.com.br/as-5-fases-do-casamento/ https://soucatequista.com.br/as-5-fases-do-casamento/#respond Fri, 06 Jun 2014 12:45:34 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=42498 topic (1)Ainda que não haja regras gerais, é verdade que alguns fatores, tanto externos quanto internos, determinam circunstâncias especiais do casamento; por exemplo, estar casados e sem filhos não é a mesma coisa que levar 20 anos de união e ter filhos jovens.

Por isso, é de grande utilidade para os casais identificar a etapa em que vivem e as que estão por vir, para, assim, transformar os desafios em oportunidades de crescimento.

As 5 fases pelas quais o casamento passa são as seguintes:

1ª fase: Transição e adaptação

Esta fase compreende aproximadamente os três primeiros anos de casados. É uma etapa fundamental, dado que nela se estabelecem os fundamentos ou bases da relação. Durante este tempo, o casal se adapta a um novo sistema de vida; por isso, os segredos do sucesso desta fase são a comunicação e a negociação.

É importante que o casal faça um projeto familiar, no qual se visualizem no futuro, e estabeleçam as metas que querem alcançar. Os esposos são provados na forma como lidam com o dinheiro, com o tempo, bem como na distribuição das tarefas do lar, entre outras coisas. É um momento de decisões e acordos.

2ª fase: Estabelecimento e chegada dos filhos

Esta fase acontece entre os 3 e os 10 anos de casados, aproximadamente. A lua-de-mel e o processo de adaptação já terminaram e agora há um maior conhecimento do cônjuge; portanto, é provável que as desavenças sejam mais frequentes – ou, pelo contrário, diminuam, como resultado da maturidade adquirida na primeira etapa de convivência.

Nesta etapa, os esposos aterrissam: o amor é acompanhado mais pela razão que pelo sentimentalismo. A vontade tem um papel importante no binômio compromisso-entendimento.

Nesta época, muitos casais se tornam pais, fato que envolve desafios diferentes e uma nova organização dos papéis. Os cônjuges precisam evitar que a dedicação aos filhos substitua a relação de casal. Também é preciso velar para que os compromissos do trabalho e as demandas da vida diária não deem início a um gradual distanciamento.

3ª fase: Transformação

Esta fase costuma acontecer entre os 10 e 20 anos de casados e pode coincidir com a puberdade dos filhos e a meia-idade dos esposos. Esta última marca um período de reflexão e renovação na vida do ser humano; por isso, é importante que o casal se encontre em um estado saudável e que individualmente se viva da melhor maneira possível. Assim, não se tornarão uma ameaça para a estabilidade matrimonial.

Da mesma forma, os esposos precisam buscar que as dificuldades na educação dos filhos não afetem a união conjugal. A unidade na autoridade e o trabalho conjunto devem ser a prioridade.

Nesta etapa, os esposos precisam ser criativos, não cair na rotina (fácil e silenciosa), redescobrir-se novamente como casal e conectar-se mais uma vez.

4ª fase: Estabilidade e ninho vazio

Esta etapa chega entre os 20 e 35 anos de união. “Quando os casais foram capazes de resolver conflitos e crises nas etapas anteriores, este é um período de estabilidade e uma oportunidade para chegar a um maior desenvolvimento e realização pessoal e como casal”, afirma o autor Francisco Castañera em seu artigo “Ciclo de vida do casamento”.

Nesta fase, geralmente se dá a “síndrome do ninho vazio”, o que situa o casal em uma nova forma de vida: os filhos foram embora e agora os esposos estão mais disponíveis um para o outro. Para algumas pessoas, esta pode ser uma circunstância difícil, pois envolve o desprendimento dos filhos e possivelmente o sentimento de solidão. No entanto, é algo que os pais acabam assumindo e superando ao longo do tempo.

O mais valioso desta etapa é a solidez e o conhecimento pleno do casal: a capacidade de dialogar, tolerar melhor as diferenças, rir dos próprios erros, fazer as críticas de maneira carinhosa, iniciar juntos alguma atividade. É o momento de reafirmar mais ainda a criatividade e encontrar novos desafios na vida conjugal.

5ª fase: Envelhecer juntos

Esta etapa ocorre geralmente a partir dos 35 anos de casamento. Algumas pessoas optam pela aposentadoria, e assim surge algo muito positivo, pois há mais tempo para que os esposos curtam um ao outro. Realizam atividades antes impossíveis pelas ocupações de trabalho e encontram uma grande motivação: os netos. Estes pequenos dão luz e felicidade ao casal nesta fase.

Os esposos precisam de muito apoio e carinho um do outro. Os conflitos desta etapa são bem menos frequentes; a maioria dos casais se estabilizou em linhas de poder e intimidade.

Para finalizar, uma reflexão em palavras de Francisco Castañera: “Este percurso nos leva a refletir sobre a importância de valorizar, durante todo o nosso casamento, a qualidade e quantidade da nossa intimidade, o apoio e o carinho que damos ao nosso cônjuge, e não esperar a última etapa, quando o final está próximo”.

Por LaFamilia.info via Aleteia

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