VENERAÇÃO – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Tue, 01 Mar 2022 03:19:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png VENERAÇÃO – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 SÃO JOSÉ: A PATERNIDADE COM JESUS E COM OS NECESSITADOS https://soucatequista.com.br/sao-jose-a-paternidade-com-jesus-e-com-os-necessitados/ https://soucatequista.com.br/sao-jose-a-paternidade-com-jesus-e-com-os-necessitados/#respond Tue, 01 Mar 2022 03:19:54 +0000 https://revistaavemaria.com.br/?p=67588 No dia 19 de março comemoramos a solenidade do glorioso São José, padroeiro universal da Igreja Católica, presente no mundo inteiro.

Por que razão São José se tornou um santo querido e com muita veneração popular? Porque ele foi escolhido pelo Pai Eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a Virgem Maria. O cuidado para com os maiores tesouros torna-se também modelo para o cuidado para com os necessitados, cuidado esse a que somos chamados a vivenciá-lo constantemente em nossa vida de fé.

São José é pai na ternura: o pai com coragem criativa, trabalhador incansável, que ensina o trabalho de carpinteiro a Jesus e com o que ele ganhava de sol a sol com o seu trabalho garantia o sustento para a família.

A majestade divina entra no mundo por meio da família de Nazaré, cujo guardião era José. Algumas lições podem ser extraídas da vida dele, a partir da contemplação do mistério de sua resposta ao chamado que o Pai lhe confiou. A primeira lição é a proximidade com o Menino Jesus. José carregou Jesus, Filho de Deus, nos braços! Essa proximidade e intimidade com Jesus, do qual é pai adotivo, transformaram-no num grande santo. Hoje, também, devemos carregar, não só nos braços, mas no coração, nos lábios e na cabeça a pessoa de Jesus.

A segunda lição é do silêncio. José é chamado o “santo do silêncio”. O Evangelho não registra nenhuma palavra dita por ele. Construiu sua santidade na simplicidade, na humildade e no silêncio de Nazaré. Precisamos, hoje, cultivar a estima pelo silêncio, essa admirável e indispensável condição do espírito. Somos atualmente assediados por muitos clamores, ruídos e gritos da vida moderna barulhenta e estressante.

A terceira lição é a do cuidar. Notamos em José uma presença atenta, carinhosa e permanente junto de Maria e do Menino Jesus. Foi admirável a coragem de José em deixar tudo e seguir para o Egito a fim de proteger o Menino Jesus. Uma viagem longa e desafiadora. Era, portanto, uma pessoa de muita fé e coragem! Em nossa tarefa de passar pelo mundo fazendo o bem, que possamos pedir a São José que também nos inspire coragem e fé, principalmente ante os desafios de olhar atentamente às necessidades do outro. Em meio a uma cultura de correria e indiferença, que aprendamos de José a estar atentos ao que o outro necessita.

Que São José seja um exemplo para todas as famílias cristãs e, em especial, a todos os pais para que, a exemplo desse santo, possam ser fiéis às suas famílias e cumprir com fidelidade e amor tudo aquilo que a religião cristã nos prescreve.

Que todos os pais sejam exemplos para os seus filhos, agora e no futuro de suas vidas.

Peçamos que São José continue intercedendo pela Igreja e por sua missão de levar adiante a Palavra de Deus. Que São José abençoe todas as famílias, todos os agricultores que de sol a sol plantam a semente na terra para que eles possam colher bons frutos e que seja um ano farto. Que por intercessão de São José possam ser amenizados os sofrimentos de todos os que padecem alguma necessidade por causa da pandemia do novo coronavírus.

Como nos diz o Papa Francisco em sua Carta Apostólica Patris Corde para o ano dedicado a São José, que ele seja um exemplo para todos os homens. Exemplo de fé, de acolhida e proteção à família e de trabalhador. Que todos os homens não se desesperem diante dos problemas da vida, mas confiem na providência divina. Deus abençoe e guarde a todos.

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RELÍQUIAS DA CRUZ DE JESUS https://soucatequista.com.br/reliquias-da-cruz-de-jesus/ https://soucatequista.com.br/reliquias-da-cruz-de-jesus/#respond Wed, 01 Sep 2021 03:18:47 +0000 https://revistaavemaria.com.br/?p=63956 Não é fácil identificar as verdadeiras relíquias da sagrada cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Muitas igrejas ao redor do mundo afirmam ter um pedaço dela; essas relíquias de fato são verdadeiras?

Além da Basílica da Santa Cruz, em Roma, as catedrais de Cosenza, Nápoles e Gênova, na Itália, o Mosteiro de Santo Toribio de Liébana (que tem a maior peça), Santa Maria dels Turers e a Basílica de Vera Cruz, entre outros, na Espanha, afirmam ter um fragmento da cruz. A Abadia de Heiligenkreuz, na Áustria, também guarda uma peça e outro pedaço está na Igreja da Santa Cruz, em Jerusalém.

O Museu de Londres, há poucos anos, fez uma mostra de nome “Cruz e espinhos da coroa de Jesus Cristo”.

Os concílios de Niceia (325) e de Trento (1543-1565) deram validade espiritual à devoção dessas relíquias. Isso não significa que a Igreja confirmou a veracidade de todas elas, apenas considerou que a sua veneração tem valor espiritual, uma vez que houve de fato uma cruz onde Jesus foi crucificado.

O que sabemos sobre a cruz de Cristo?

Por quase trezentos anos, não houve menção sobre o destino dela. No século IV, o bispo e historiador Eusébio de Cesareia publicou um relato em seu livro A história da Igreja sobre a descoberta em Jerusalém da “vera cruz” por Santa Helena.

Segundo São Cirilo de Jerusalém, em 348 havia ali um grande fragmento da santa cruz, como atesta ele em suas Catequeses batismais (4,10; 10,19; 13,4): “Até a presente data pode ser visto entre nós (…) mas, em virtude dos extratos que a fé multiplicou, foi distribuído em pequenos fragmentos por toda a terra”.

Uma piedosa tradição acredita que Santa Helena, mãe do imperador Constantino, no século IV, após pesquisas na Terra Santa, encontrou a cruz de Cristo e depositou um pedaço relativamente grande dela em seu palácio Sessorianum, que veio a ser posteriormente a Basílica da Santa Cruz, em Roma. É desse fragmento grande que provavelmente saíram os pedacinhos da cruz existentes na Basílica do Latrão e no Vaticano.

Portanto, podem de fato existir em algumas igrejas pedaços da cruz do Senhor, embora sua comprovação seja difícil.

A Festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro, teve como origem a recuperação da cruz de Cristo por parte do imperador Heráclio, em 628, pois a cruz foi roubada catorze anos antes pelo rei persa Cosroe Parviz, durante a conquista da cidade santa de Jerusalém.

O historiador Tiago de Voragine, em seu livro Lenda dourada, do século VIII, diz que Santa Helena encontrou três cruzes onde está a Basílica do Santo Sepulcro. Para saber qual seria a cruz de Cristo, ela colocou uma mulher doente em cada uma delas e aquela que finalmente a curou foi considerada a de Jesus.

Para buscar a veracidade dessas relíquias da cruz de Cristo seria preciso ao menos um exame de carbono 14 para identificar a idade desses muitos fragmentos, mas esse é um exame caro que as igrejas não têm condições de realizar. Além disso é considerado invasivo e um pouco destrutivo para a relíquia.

Mas o que é uma relíquia? É um fragmento de osso ou um objeto que tem alguma relação com um(a) santo(a) aos quais os católicos prestam veneração. O culto das relíquias exprime a visão correta que o cristão tem do corpo humano; o corpo de um justo, portador da graça santificante, é templo de Deus e seus órgãos são “instrumentos que o Espírito Santo utiliza para toda obra boa” (Santo Agostinho). Portador de um germe de imortalidade aqui na Terra, ele será ressuscitado glorioso quando Jesus voltar.

As relíquias de primeiro grau são as mais importantes, pois eram partes do corpo da pessoa de devoção. Já as relíquias de segundo grau são os objetos que pertenceram a ela. As de terceiro grau são compostas por qualquer objeto tocado por ela.

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