voto – Sou Catequista https://soucatequista.com.br Milhares de Artigos dos mais variados temas da Igreja Católica para a sua Catequese, Cursos, Downloads e muito mais! Fri, 13 Nov 2020 16:42:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://soucatequista.com.br/wp-content/uploads/2024/10/cropped-ico-1-32x32.png voto – Sou Catequista https://soucatequista.com.br 32 32 A voz do povo como voz de Deus https://soucatequista.com.br/a-voz-do-povo-como-voz-de-deus/ https://soucatequista.com.br/a-voz-do-povo-como-voz-de-deus/#respond Fri, 13 Nov 2020 16:42:23 +0000 http://carmelitas.org.br/?p=9976  

O Papa Pio XI afirmou que “a política é a forma mais perfeita da caridade”. Paulo VI e Francisco retomaram a afirmação mostrando ser ela válida para todos os tempos e lugares. Ora, se a caridade, ao lado da Fé e da Esperança, é uma das “três colunas” que sustentam a vida em Deus e, logo, a vida cristã, então todo filho e filha de Deus que deseja cultivar tal virtude em sua máxima expressão deve se interessar pela política, segundo as luzes que Jesus indica no Evangelho e a Doutrina oferecida pela Igreja.

A Igreja apresenta no “Compêndio da Doutrina Social da Igreja” a síntese daquela Doutrina sobre política. No documento, lemos o seguinte: “A soberania pertence a Deus. O Senhor, todavia, não quis reter para Si o exercício de todos os poderes. Confia a cada criatura as funções que esta é capaz de exercer, segundo as capacidades da própria natureza. Este modo de governo deve ser imitado na vida social. O comportamento de Deus no governo do mundo, que demonstra tão grande consideração pela liberdade humana, deveria inspirar a sabedoria dos que governam as comunidades humanas. Estes devem comportar-se como ministros da providência divina.” (CDSI, n.383) Deus é, portanto, o Todo-Poderoso, ou seja, detentor de todo poder, soberania e autoridade. Aqueles que desejam exercer qualquer autoridade neste mundo segundo a Vontade de Deus devem fazê-lo reconhecendo n’Ele a Fonte originária de toda autoridade que se manifesta plenamente no mundo e de forma modelar na Pessoa de Jesus Cristo. O modo como Jesus exerce a autoridade deve ser critério inquestionável para todos os políticos. Sendo assim qualquer projeto político que rejeita tal critério não pode ser considerado cristão.

No próximo dia 15 de novembro (e no dia 29 nas cidades onde houver segundo turno), os eleitores brasileiros vão às urnas para eleger seus representantes nos poderes Executivo e Legislativo dos municípios. O ato de votar, mais do que uma obrigação compulsória, deveria ser entendido como um importantíssimo direito adquirido depois de muita luta em nosso país. Sabedores disso, os cristãos votam de modo voluntário e consciente, escolhendo candidatos que se comprometam sinceramente com o bem comum apresentando propostas e sugerindo soluções segundo a Doutrina Social da Igreja.

Como saber quem são esses candidatos? Pesquisando em organismos confiáveis (na internet há muita informação verdadeira e qualificada), interessando-se pelos problemas do bairro e da cidade e considerando cuidadosamente se as propostas apresentadas pelos candidatos para solucioná-los obedecem aos critérios apresentados acima. Atualmente é preciso, também, precaver-se contra a desinformação que se espalha, principalmente, através das chamadas “fake news” e rejeitar todo e qualquer projeto populista e divisionista. É sabido que o diabo agrada para dividir e, assim, conquistar…

Sugiro ainda, a quem interessar, que procure na internet por “Cartilha de Orientação Política CNBB 2020”. Baixe o arquivo em PDF e o leia com atenção. É um documento que, tenho certeza, há de auxiliar na tomada de decisão para o voto.

Acima de tudo, rezemos muito para que o Espírito Santo de Deus nos ilumine para que nosso voto seja marcado de tal modo pela Sua ação que possa ser considerado não apenas expressão do nosso desejo pelo bem comum, mas também manifestação da própria vontade amorosa de Deus. Assim seja.

Frei Atanael (Tato) de A. Lima, O. Carm.

Clique aqui e acesse a “Cartilha de Orientação Política CNBB 2020”

Fonte: O BIBI (Boletim Informativo da Paróquia Santa Teresa de Jesus – Itaim Bibi – São Paulo)

Foto: TSE

]]>
https://soucatequista.com.br/a-voz-do-povo-como-voz-de-deus/feed/ 0
O cristão e a política https://soucatequista.com.br/o-cristao-e-a-politica/ https://soucatequista.com.br/o-cristao-e-a-politica/#respond Fri, 04 Jul 2014 13:56:15 +0000 https://soucatequista.com.br/?p=43280 nota_cnbbNa última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de 30 de abril a 9 de maio, os Bispos aprovaram a mensagem “Pensando o Brasil: Desafios diante das eleições 2014”. Neste mês, reproduzo, neste espaço, alguns pontos desta mensagem (números: 1, 6, 7, 8, 29).

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) entende que é responsabilidade de todo cidadão, participar, conscientemente, da escolha de seus representantes. Para os cristãos tal escolha deve ser iluminada pela fé e pelo amor cristão, os quais exigem a universalização do acesso às condições necessárias para a vida digna de filhos de Deus. Afinal, “ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos… Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 183)”.

“A fé, à luz dos evangelhos, não deve ser entendida como simples mergulho numa interioridade mística, em busca de paz individual. Uma experiência cristã madura impõe o enfrentamento da realidade e sua transformação para que todos tenham vida em plenitude. O Papa Francisco lembra a importância da participação política dos cristãos e sua responsabilidade na difícil, porém necessária, construção de uma sociedade mais justa: “devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum” (Respostas do Papa Francisco às perguntas dos representantes das escolas dos jesuítas da Itália e na Albânia, junho de 2013). Segundo o Papa, se a política se tornou uma coisa “suja” isso se deve ao fato de que “os cristãos se envolveram na política sem espírito evangélico”. É preciso que o cristão deixe de colocar em outras pessoas a responsabilidade pela atual situação da sociedade e que cada um passe a perguntar a si mesmo o que pode fazer para tornar concreta a mudança que se deseja”.

“Os períodos eleitorais constituem-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera conscienciosa atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a coisa pública. Mas, não basta o voto. Para além das urnas, deve-se proceder ao rigoroso acompanhamento do trabalho dos eleitos – por meio do monitoramento de suas ações, projetos e gastos – exigindo que exercitem de fato a representação que lhes foi conferida. Todos os cristãos são convidados a se dedicarem a esta iniciativa. A cada discussão, a cada reunião, a cada voto consciente, a cada momento em que um cidadão se decide a favor da honestidade, do bem comum e contra a corrupção aprimora-se, em mútua cooperação, a democracia”.

“Ao nos aproximarmos das urnas, devemos ter consciência de que – embora o voto constitua um momento privilegiado de participação cidadã numa democracia representativa – está longe de encerrar-se a responsabilidade cristã. A decisão consciente de votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. É preciso que, como cristãos, continuemos a contribuir para que haja um diálogo que aponte às mudanças necessárias na consolidação de uma cidadania inclusiva, de modo a garantir que a sociedade possa participar e exercer democraticamente o poder político”.

“Com o ‘Pensando o Brasil’, a CNBB convoca os cidadãos a se prepararem conscientemente para o momento da eleição. O eleitor consciente deve conhecer o passado de seu candidato e averiguar se o discurso e a prática por ele apresentados se conformam aos valores da ética e do bem comum. É preciso também exercer a missão profética de todo cristão e manter uma atitude de fiscalização e vigilância. Diante de irregularidades, é necessário denunciar. O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia. Por fim, é indispensável o acompanhamento dos candidatos eleitos e o engajamento em prol de uma efetiva reforma politica. A fé não pode ser vivida isoladamente, mas em comunidade e no exercício da caridade. Essa virtude cristã se manifesta, sobretudo, no zelo pelo próximo, de modo que não sobre na mesa de poucos, aquilo que falta na mesa de muitos. Daí a necessidade de que todos os cristãos se empenhem para que efetivem, no País, os valores da igualdade, da dignidade humana e da justiça social”.

Desejo que este texto ajude nossos fiéis na preparação para as próximas eleições. O texto completo do “Pensado o Brasil” pode ser lido no site da CNBB: www.cnbb.org.br

Por Dom Moacir Silva – Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto

]]>
https://soucatequista.com.br/o-cristao-e-a-politica/feed/ 0