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Todo cristão é um missionário

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Ser missionário hoje significa ser chamado a comunicar e anunciar o amor de Deus num mundo
tão desorientado, num mundo que perdeu praticamente as suas referencias. Entendo ainda, hoje, o
missionário como alguém que quer viver a palavra de Deus dentro de sua comunidade, de seu contexto.
Mas não apenas para seu próprio proveito e sim para mostrar aos seus contemporâneos que existe
possibilidade de achar um sentido para a vida. Especialmente os jovens, hoje, têm uma grande vontade de busca de sentido da vida. Para uns é o consumismo e logo adiante descobrem que, mesmo se entupindo com coisas, não encontram sentido de viver. Eu penso que é ainda a palavra de Deus que dá o sentido.

Ser missionário na cidade

A missionariedade urbana é o grande desafio para os dias de hoje. É muito mais fácil ser
missionário na área rural porque ainda existem as comunidades que mantêm certa tradição. Mas quando o povo busca a cidade, muitas vezes se sente abandonado e até malquisto. O que a Igreja pode fazer para estas pessoas?

 

Que tipo de pastoral urbana pode ser adotada? Há alguns indícios, tentativas, que julgo estarem muito aquém das reais necessidades. Meu ponto de vista é de que não alcançamos ainda respostas satisfatórias. Imagine – se um prédio de 20 andares com número de apartamentos ainda maior. O povo nem se conhece…

 

Diferentemente da área rural, onde todos se conhecem e há uma comunidade, existem afinidades e atuação. Num prédio, os moradores têm em geral interesses totalmente diferenciados. Existem tentativas suprageográficas, estruturadas a partir de profissões, como médicos ou graduados etc. é uma alternativa. Em alguns lugares funciona, em outros não funciona, em outros não funciona, depende muito de quem lidera a iniciativa. Não é fácil formar comunidades geográficas na cidade.

 

Essas novas comunidades deverão nascer por categorias profissionais, por afinidades, por parentesco.

 

No futuro próximo, não haveria mais paróquias por área geográfica? Penso que sim. Mas penso
que a grande cidade é cada vez um desafio maior para a Igreja. Os movimentos ajudam, mas penso que ainda não chegaram em condições de aceitar esse desafio.

Compromisso público

Não existe receita para o jovem ser missionário hoje. Primeiro, ele tem que viver a sua convicção de cristão. Missionário não se torna porque se decidiu ser a partir de um momento. Já se é missionário pelo batismo. Ele pode ser missionário dentro de seu contexto, se assumido como cristão. “
Sou cristão e não abro”. É como alguém dizer sou corintiano ou palmeirense e não abro. O que vale é assumir sua responsabilidade, seu compromisso, em resumo, ser coerente. E essa jovem ou moço acaba gerando um respeito tremendo diante dos outros. “ Não concordo, mas respeito e admiro”. Esse testemunho que vale.

 

O brasileiro, por índole, não tem problema de externar gestos religiosos. Isso é positivo. Mas não
é apenas se benzer que faz o cristão ser cristão. Importa viver esse compromisso e ser coerente. O jovem missionário é aquele que assume sua condição no seu meio. Não precisa ser religioso. Importa viver o evangelho no seu meio, no seu contexto. Missionário não é só ir para uma terra estranha. Um jovem que dentro de seu país vive a sua fé com convicção é um grande missionário.

Fonte: Pe. José Geraldo Lisboa

1 Comments
  1. Gostei muito deste comentário, assim quem sabe muitos mais jovens de coração de espírito e jovens na idade se entusiasmam e virão trabalhar na vinha do Senhor

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