28/01/2014

Palavras do catequista Geninho





Pediram-me para escrever minha experiência como catequista aqui no Recife, mas isso foi lá para o final de dezembro de 2013 e já estamos quase nos aproximando de fevereiro de 2014. Mas missão dada tem que ser missão cumprida mesmo que tardiamente.
Primeiramente o meu muito obrigado a toda equipe da Catequese da Casa Forte pela acolhida amiga me deixando a vontade para executar minha missão mais importante, que é ajudar levar Jesus Cristo aos corações adolescentes desta cidade, berço do ensinamento de Dom Helder Câmara, aliás agradecimentos especiais ao Padre Edwaldo, contemporâneo do saudoso Dom Helder, pela confiança neste catequista paulistano.
Gratidão é a palavra mágica a todos e todas desta belíssima Paróquia da Casa Forte que me proporcionou vivenciar a Escola da Fé, a Festa de Santana naquela comunidade maravilhosa onde pude também participar de uma extraordinária pré-catequese às 19h30 de uma quarta-feira (prova que podemos catequizar em qualquer horário da semana) outro momento mágico foi a Festa Vitória Régia de grande projeção na sociedade recifense e de um propósito tão nobre, além das inúmeras festas da catequese como a de São João , do dia das Crianças, do encerramento do ano onde pude constatar a criatividade e empolgação dos catequistas...enfim vivenciar esses momentos de confraternização e harmonia fez com que o ano de 2013 fosse bem mais especial para o Catequista Geninho.
Desde janeiro de 2012, quando fui transferido, por força do trabalho, da cidade de São Paulo para o Recife, estava mais acostumado em ser chamado de Genivaldo (o militar do Exército) mas iniciei o ano de 2013 convicto que deveria achar uma Paróquia que pudesse me colocar à disposição e após algumas tentativas o Espírito Santo me conduziu para Paróquia do Sagrado Coração de Jesus da Casa Forte (também sou membro do Movimento Eucarístico Jovem que é a ala juvenil do Apostolado da Oração) e aos poucos o Catequista e mejista Geninho também desembarcou na cidade do Recife. Não sei quanto tempo permanecerei nesta maravilhosa cidade mas, enquanto aqui estiver quero me colocar à disposição da equipe de catequese da Casa Forte onde encontrei amigos comprometidos com os ensinamentos cristãos, e o melhor, crianças e adolescentes com sede de Jesus Cristo.
Hoje em dia temos uma cultura do imediatismo e do materialismo que leva boa parte de nossas crianças e adolescentes para caminhos perigosos e o mal se encontra em toda parte, sendo crucial que possamos dar opções morais e cristãs a esses pequeninos que Jesus tanto ama. Por isso que não me importo com as crianças e adolescentes chamados de “problema”: é bagunceiro, revoltado com a família e com o mundo, é tímido e introvertido, é peralta e dá trabalho? Ótimo! Jesus Cristo vai adorar acolhê-los na catequese e aqueles catequizandos e perseverantes anjos que já estão no caminho de Cristo também são muito bem-vindos a nos ajudar a levar à todos a crer no Evangelho.
Amiga Tereza, são essas as palavras de agradecimentos que gostaria que transmitisse a toda equipe com desejo enorme de continuado sucesso nesta nobre e importante missão de catequizar.
Termino com palavras do então Cardeal Bergoglio e agora Papa Francisco aos catequistas de Buenos Aires e que penso serem válidas aos catequistas do Brasil. “A catequese necessita de catequistas santos, que contagiem com sua própria presença, que ajudem, com seu testemunho de vida, a superar uma civilização individualista, dominada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial”.
19/12/2013

Mensagem de D. Fernando Saburido


A verdadeira fé no Filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo, da pertença à comunidade, do serviço, da reconciliação com a carne dos outros. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura. Papa Francisco, na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”, n. 88

Queridos irmãos e irmãs,
Sem dúvida, a novidade desse Natal de 2013, para nós e para toda a Igreja Católica, é a voz profética do papa Francisco. Na exortação apostólica Evangelii Gaudium, ele atualiza para nós as palavras do anjo aos pastores de Belém: “Eu vos anuncio uma grande alegria” (cf. Lc 2,10). O papa retoma o anúncio do Natal, não como repetição do nascimento de Jesus e, sim, como atualização da sua vinda entre nós, a trazer-nos o seu reino de alegria, justiça e paz, em meio às contradições do mundo. Para nós, a memória do nascimento de Jesus, em Belém, deve nos levar a um novo nascimento pascal, em nosso caminho de conversão cotidiana. Infelizmente, muitos cristãos transformaram essa dimensão de Advento do Reino apenas em uma celebração sentimental do Natal, como se se tratasse de uma repetição do nascimento de Jesus. Enzo Bianchi, prior do Mosteiro de Bose (Itália), chama isso de “ingênua regressão devota que empobrece a esperança cristã”.
Ao contrário, o papa Francisco nos convida a vivermos hoje a espiritualidade do Natal, assumindo a humanidade como Jesus. Convida-nos a nos abrir, cada vez mais, a todas as pessoas que encontramos e a elas manifestar, pelo nosso modo de ser, “a bondade e a simpatia do nosso Deus” (Tito 3, 3-7). Para isso, temos de dar o testemunho de uma Igreja mais simples, pobre e verdadeiramente “em saída”. Desde que nasceu, Jesus viveu o que o Novo Testamento chama de kénosis (esvaziamento de si mesmo). Fez-se pobre e pequeno, até a morte e morte de Cruz (cf. Fl 2,5ss).
A nossa arquidiocese é chamada a retomar sua história de Igreja em missão, especialmente a partir dos pequeninos e a inserir-se nos problemas sociais e humanos de nossa realidade. Nesse Natal, como pastor da Igreja de Olinda e Recife, renovo o meu compromisso de servir a todos vocês, como “irmão e companheiro nas aflições e no testemunho do reino” (Ap 1,9).
Comprometo-me a sempre mais manifestar o jeito de irmão e servidor junto com vocês todos/as, mais do que o de chefe e líder da porção do povo de Deus a nós confiado. Contem comigo, para animá-los nos momentos de desânimo, confortá-los nas dificuldades e encorajá-los no caminho do reino. Que, nesse Natal, as pessoas possam ver que, realmente, o Verbo se fez carne pelo fato de que nós, padres, diáconos, religiosos/as e todos os cristãos, nos tornamos pessoas tão verdadeiramente impregnadas de humanidade que só mesmo sendo cheios/as da presença divina. Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos vocês.
Dom Antônio Fernando Saburido, OSB
Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife

22/11/2013

O catequista precisa estar empapado de Cristo, se quiser ser LUZ!

“SOMOS COMO TOCHAS, Se quisermos ACENDER,  ILUMINAR,  SER LUZ, precisamos estar EMPAPADOS DE CRISTO”

Poderia chamar essa minha reflexão de: “ a espiritualidade das tochas!” Para quem participou do VIII Sulão, sabe bem do que estou falando.

Quando as coisas não transcorrem conforme o planejado, almejado, somos invadidos por um sentimento de frustração e isso é natural, porém, o bom mesmo, é quando  tiramos grandes lições daquilo que não deu certo. 

Uma coisa é planejar, elaborar um plano de ação, outra é colocar em prática. Só perceberemos o que precisa ser mudado, melhorado, quando saímos da teoria.

Estamos vivendo um tempo de conscientização sobre a importância e a necessidade de se fazer acontecer em nossas paróquias a Iniciação à vida Cristã. Quantos estudos, quantos livros, documentos, simpósios, conferências vem acontecendo abordando esse assunto, com o intuito de nos fazer despertar, acordar para a real missão da catequese. Sabemos também que qualquer mudança, por mais simples que seja, gera certo desconforto, justamente porque não acertamos na primeira tentativa. Só teremos um resultado satisfatório, depois de muitos erros e acertos.

Participando do VIII Sulão,  quando vi a dificuldade de se acender aquelas tochas, me vi pensando em muitas coisas, nas dificuldades enfrentadas para cumprir minha missão, enfim, pensando em nossa prática catequética, inclusive na luta em mudarmos para a catequese de inspiração catecumenal. Quantas tentativas, quanta coisa precisamos adequar, ajeitar, aparar as arestas.

Aquelas tochas não se acenderam não por falta da insistência daquela catequista. Todos nós reunidos ali, com certeza, comungamos de um único desejo, encontrar uma solução para acender as benditas tochas. E o Bispo que estava mais perto, dom Jacinto Bergmann, até tentou ajudar, mas elas permaneceram acesas por pouco tempo, porque não estavam embebidas de um líquido inflamável adequado.

Toda aquela situação foi providencial
Quando dom Leonardo Steiner, toma a palavra, iniciando sua fala, com a espiritualidade das tochas apagadas, aquele lugar foi tomado pelo Espírito Santo.
O CATEQUISTA PRECISA ESTAR EMPAPADO DE CRISTO, SE QUISER SER LUZ...
Num curto espaço de tempo, quanta coisa não passou pela mentes dos que estavam naquele lugar.
‘SERÁ QUE ENQUANTO CATEQUISTA,  LIDERANÇA, ESTOU EMPAPADA DE CRISTO???”
 TENHO SIDO LUZ PARA MEUS CATEQUIZANDOS, PARA AS FAMÍLIAS DESSES CATEQUIZANDOS? TENHO FEITO A DIFERENÇA NA VIDA DELES?
TENHO SIDO LUZ NO MEU GRUPO DE CATEQUISTAS, NA COMUNIDADE ONDE ATUO?
TENHO BUSCADO ME APERFEIÇOAR, ME ADEQUAR AOS TEMPOS ATUAIS?
TENHO TIDO ABERTURA ÁS PROPOSTAS DE MUDANÇAS?
TENHO CONSCIÊNCIA DA NECESSIDADE DE REVER A MINHA MANEIRA DE FAZER CATEQUESE?

Que lindo, quando Deus usa daquele episódio das tochas que não se acendiam, para nos passar a mística daquele encontro: Na catequese dos novos tempos, ninguém, bispos, sacerdotes, coordenadores, catequistas por mais estudos, mais conhecimentos que tenham, não terão êxito, não tocarão corações, se não estiverem EMPAPADOS DE CRISTO.

Cabe a nós, refletir, ruminar o sentido dessas tochas no símbolo usado para representar o VIII Sulão Bíblico-Catequético:
As tochas unidas, formam, juntas, uma única chama. E fazem recordar as palavras de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não anda nas trevas” (Jo 8,12). Com essa afirmação de Jesus, os catequistas são convocados a iluminar o mundo, expressando os valores do evangelho: partilha, justiça e paz.”

Reforçando, a luz é Cristo e se serve de nós para iluminar. Só seremos luz, se empapados de Cristo. Se deixamos nos empapar pelas coisas do mundo, seremos tochas apagadas. E tocha apagada, não tem muito valor, é como o figurante de um filme, só faz volume. Somos chamados a sermos CATEQUISTAS PROTAGONISTAS, Tochas acesas, aquele que tem ação principal, que leva a ação à frente, que deixa marcas, que toca corações.

Imaculada Cintra
 http://catequeseebiblia.blogspot.com/2013/11/o-catequista-precisa-estar-empapado-de.html